sábado, 25 de janeiro de 2014

Lição 3 - As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó

Lição 3 - As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó



1º Trimestre de 2014
Lição 3
As pragas divinas e as propostas ardilosas de Faraó
19 de Janeiro de 2014
TEXTO ÁUREO
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11).
VERDADE PRÁTICA

Como salvos por Cristo, podemos pela fé vencer o Diabo em suas investidas contra nós.

HINOS SUGERIDOS

107, 212, 531.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - 1Co 15.57
Deus que nos dá a vitória

Terça - 2Co 2.14
Deus nos faz triunfar em Cristo

Quarta - 2Co 11.14
Satanás engana pela imitação

Quinta - 1Tm 4.1
Doutrinas falsas vêm de demônios

Sexta - Jo 8.44
A mentira procede do Diabo

Sábado - 1Ts 2.18
Satanás combate a obra de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 3.19,20; 7.4,5; 8.8,25; 10.8,11,24.
Êxodo 3
19 - Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
20 - Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
Êxodo 7
4 - Faraó, porém, não vos ouvirá; e eu porei a mão sobre o Egito e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.
5 - Então, os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando estender a mão sobre o Egito e tirar os filhos de Israel do meio deles.
Êxodo 8
8 - E Faraó chamou a Moisés e a Arão e disse: Rogai ao SENHOR que tire as rãs de mim e do meu povo; depois, deixarei ir o povo, para que sacrifiquem ao SENHOR.
25 - Então, chamou Faraó a Moisés e a Arão e disse: Ide e sacrificai ao vosso Deus nesta terra.
Êxodo 10
8 - Então, Moisés e Arão foram levados outra vez a Faraó, e ele disse-lhes: Ide, servi ao SENHOR, vosso Deus. Quais são os que hão de ir?
11 - Não será assim; andai agora vós, varões, e servi ao SENHOR; pois isso é o que pedistes. E os lançaram da face de Faraó.
24 - Então, Faraó chamou a Moisés e disse: Ide, servi ao SENHOR; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Analisar as pragas deferidas e a primeira proposta de Faraó;
·       Saber que assim como Faraó, Satanás não desiste facilmente, e
·       Discutir a proposta final de Faraó.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Palavra Chave
Proposta: Aquilo que se propõe; sugestões de Faraó ao povo de Deus.

Deus havia declarado que se Faraó não deixasse o seu povo sair do Egito, Ele feriria os egípcios com várias pragas (Êx 3.19,20). Em Êxodo 7.4,5, Deus reiterou o envio de flagelos terríveis sobre o Egito, os quais tinham como propósitos: julgar tanto o governo quanto o povo por seus atos, e também apressar a saída dos hebreus e mostrar o poder de Deus sobre os deuses egípcios. A partir da ocorrência da segunda praga (a das rãs, Êx 8.1-15), Faraó passa a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés e Arão. Na lição de hoje estudaremos o ambiente e as circunstâncias em que ocorreram as pragas e as propostas de Faraó ao povo de Deus. [Comentário: Faraó (Hb Par῾ōh, termo de origem egípcia que significava propriamente "casa elevada"), possuía o status de “um deus vivo”, os egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a população egípcia. Este homem não demonstra nenhuma intenção de libertar os hebreus, ainda mais quando foi intimado por um “outro Deus” que não ele próprio. Diante da recusa, YAHWEH enviou várias pragas ao Egito (Êx 3.19,20). Qual era o propósito divino ao enviar as pragas (chamadas em hebraico de Makot Mitzrayim, literalmente Pragas do Egito). Através das Dez Pragas, o Eterno demonstrou não apenas ser O Criador do Universo, mas Senhor Único e Absoluto dos Céus e da Terra, Juiz Supremo e Força Regente da Natureza. No Egito, a contundente revelação da Onipotência Divina fez com que mesmo os mais incrédulos entre os Filhos de Israel fossem obrigados a reconhecer o ilimitado Poder Divino. O principal objetivo das múltiplas pragas foi, portanto, demonstrar a Israel que YAHWEH é Único, Senhor sobre a natureza e sobre as outras nações, e que não há outro além Dele. Foi a partir da segunda praga (a das rãs, Êx 8.1-15), que Faraó passou a fazer uma série de propostas ardilosas e destruidoras a Moisés, e é aqui, nessa linha de pensamento, que traçaremos a nossa lição. Precisamos de discernimento a fim de não aceitar as ardilosas propostas de Satanás para nós, igreja do Senhor]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!

I. AS PRAGAS ENVIADAS E A PRIMEIRA PROPOSTA DE FARAÓ

1. Pragas atingem o Egito (Êx 7.19 — 12.33). Deus ordenou que Moisés e Arão fossem até o palácio de Faraó para pedir-lhe que deixasse o povo hebreu partir. Diante de Faraó Moisés fez alguns milagres, para que este contemplasse uma amostra do poder do Altíssimo e liberasse o povo de Deus. Faraó era considerado um deus, por isso foi necessário que Moisés se apresentasse diante dele com sinais e maravilhas. Porém, Faraó endureceu o seu coração e não deixou o povo partir (Êx 7.13,14,22; 8.15,19,32; 9.7,34,35; 4.21; 7.3; 9.12; 10.1,27; 11.10; 14.4,8,17). Com receio das pragas que já estavam atingindo duramente o Egito, Faraó decide fazer algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão. [Comentário: A palavra de Moisés e os sinais que ele fez por orientação divina não foram suficientes para tirar de Faraó sua dureza de coração. Deus enviaria pragas por toda a terra do Egito, para mostrar com mão forte que a permanência de Israel naquelas terras seria extremamente custosa aos súditos de Faraó. É curioso observar a capacidade que certas pessoas possuem de tentar negociar com Deus. Faraó fora advertido de que deveria libertar os israelitas, mas preferiu resistir à voz de Deus. Se analisarmos a forma com que Deus se utilizou para falar àquele monarca, veremos que foi dada a ele oportunidade de reconhecer o poder de Deus antes que males terríveis assolassem o Egito. As pragas serviram também como o grande castigo pela escravidão, tortura e campanha de genocídio perpetrada pelos egípcios contra o Povo Judeu. As Dez Pragas são relatadas na Torá não como celebração da Justiça Divina, mas como fonte de lições espirituais. Depois dessa resposta direta de Faraó, de que não conhecia a Deus e não deixaria o povo de Israel sair do Egito, Deus trouxe a primeira praga àquela nação: o Nilo se transformou em sangue. O Nilo era considerado uma divindade para os egípcios, pois em uma região dependente do rio, sem dúvida ele era uma bênção para as colheitas e para a vida como um todo. Mas o Rio Nilo não era um deus. E foi isso que Deus mostrou aos egípcios. Deus estava demonstrando o Seu poder, exaltando o Seu nome, derrotando deuses falsos, instalando nos corações a verdadeira fé e a espiritualidade, exibindo a Sua soberania, provocando uma revolução espiritual. Nada disso poderia ocorrer se 0 Faraó tivesse recuado pronta e facilmente. Muitas lições ainda seriam dadas. Estava em desdobramento um plano divino, e não apenas a libertação da servidão no Egito.].
2. A primeira proposta (Êx 8.25). Esta proposta exigia que Israel cultuasse a Deus no próprio Egito, em meio aos falsos deuses. O ecumenismo também parte deste princípio, porém, a Palavra de Deus nos exorta: “E ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26). A proposta de Faraó era para Israel servir a Deus sem qualquer separação do mal. Todavia, “sem santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Um povo separado por Deus e para Deus, e ao mesmo tempo misturado com os ímpios egípcios, como sendo um só povo, seria uma abominação ao Senhor. Deus requer santidade do seu povo. Nestes últimos dias antes da volta de Cristo, o pecado sob todas as formas avoluma-se por toda a parte, como um rolo compressor. Esta é uma das causas de haver tantos crentes frios espiritualmente: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mt 24.12). Precisamos ser mais santos e consagrados a Deus! [Comentário:Quando Moisés tinha 80 anos, 40 anos depois de ter abandonado o Egito e ir para Midiã, voltou e compareceu diante do Faraó com seu irmão Arão. A mensagem de Moisés em nome de Deus para o Faraó, na verdade, pode ser entendida assim: "permita que Israel deixe de servi-lo, porque devem servir a mim (o Senhor)". A resposta do Faraó foi hostil e blasfemadora. "Não conheço o Senhor, nem permitirei que o povo deixe de ser meu escravo". O Eterno tinha como propósito levar o Seu povo para a Terra Prometida depois de um longo período de escravidão em terra estranha. O propósito de Deus para o povo de Israel, logo após a sua saída do Egito era de Lhe prestar sacrifício no deserto. Cada vez que uma praga afetava os egípcios, Faraó satirizava a determinação divina fazendo proposta indecente para Moisés. Quatro tentativas de modificar o plano original foram feitas, mas Moisés tinha colocado no seu coração o desejo de se manter fiel ao Todo-Poderoso. Podemos entender claramente a mesma resposta dada por Faraó quando a humanidade é confrontada com o Evangelho. “Ide, e sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Ex 8.25). Esta foi a primeira sugestão de Faraó mediante a praga das moscas. Moisés recusou dizendo: “Não convém que façamos assim, porque sacrificaríamos ao Senhor nosso Deus a abominação dos egípcios; eis que se sacrificássemos a abominação dos egípcios perante os seus olhos, não nos apedrejariam eles” (Ex 8.26). Moisés disse para Faraó que o propósito de Deus para o seu povo era uma saída completa: “Deixa-nos ir caminho de três dias ao deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus, como ele nos disser” (Ex 8.27). Deus quer que o sirvamos longe da terra do Egito, que hoje representa o mundo; que sigamos pelo deserto, representado pela nossa caminhada sem os rudimentos deste mundo e tenhamos como alvo a Terra Prometida, o céu a que almejamos.].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Diante das pragas que atingiram duramente o Egito, Faraó apresentou algumas propostas ardilosas para Moisés e Arão.

II. FARAÓ NÃO DESISTE

1. A segunda proposta de Faraó (Êx 8.28). “Somente que indo, não vades longe”. Isso resultaria em o povo de Deus sair do Egito, mas o Egito não sair deles, como acontece ainda hoje com o crente mundano (Tg 4.4,5; 1Jo 2.15). Assim fez a mulher de Ló, que saiu de Sodoma, mas não tirou Sodoma do seu coração e da sua mente, e perdeu-se (Gn 19.17,26; Lc 17.32). O propósito de Faraó ao ordenar “não vades longe” era vigiar e controlar os passos do povo de Israel. “Não vades longe” significa para o crente hoje o rompimento parcial com o pecado e com o mundo. É a vida cristã sem profundidade, sem expressão e por isso sempre vulnerável. “Não vades longe” (Êx 8.28) equivale ao crente viver sem compromisso com Deus, com a doutrina do Senhor, com a igreja, com a santidade. É a vida cristã superficial, sem consagração a Deus e ao seu serviço. [Comentário: “Deixar-vos-ei ir, para que sacrifiqueis ao senhor vosso deus no deserto; somente que, indo, não vades longe” (Ex 8.28). Esta proposta “não vades longe” não passa de uma negociata bem no estilo dos soberanos. Faraó negocia um preço mais alto para o Egito, se comparado à proposta anterior, apresentando a Moisés, uma saída com marcha reduzida. Por ocasião desta proposta Faraó cinicamente pede oração: “orai também por mim”. A sugestão de servir ao SENHOR nas proximidades do Egito representa a conversão parcial. È como aquele cristão que está sempre próximo do seu passado, com o coração próximo às coisas do mundo. Deus quer que os Seus servos abandonem o mundo por completo e que fiquem distantes do passado no Egito.].
2. A terceira proposta de Faraó (Êx 10.7). Essa proposta atingia os chefes de família e demais adultos. Os demais membros da família ficariam no Egito. O povo de Israel vivia organizado por famílias e casas paternas (Êx 6.14,15,17,19). A família é universalmente a unidade básica da sociedade humana. A saída parcial do povo, como queria Faraó, resultaria no fracionamento e fragilização das famílias, dividindo-as. O propósito de Deus é sempre abençoar toda a família, no sentido de que ela seja salva, unida, coesa, forte, feliz e saudável.
A proposta de Faraó traria resultados nefastos para o povo de Deus. Vejamos:
a) Famílias sem o governo dos pais, sem provisão, sem proteção, sem direção.
b) Maridos sem as esposas; homens viajando no deserto e as crianças sem os pais. O Diabo quer a ruína do casamento (Êx 1.16). Oremos por um avivamento espiritual sobre os casais que servem ao Senhor.
c) Miscigenação devastadora. Os jovens de Israel sozinhos no deserto a caminho de Canaã se casariam com moças pagãs, idólatras. Por sua vez, as jovens deixadas no Egito se casariam com os incrédulos egípcios. Enfim, haveria perda de identidade dos hebreus como povo do Senhor. [Comentário: “Deixa ir os homens, para que sirvam ao senhor seu deus” (Ex 10.7) Por ocasião da ameaça da praga dos gafanhotos, os servos de faraó sugeriram-lhe que se liberassem apenas os homens para a saída do Egito. Faraó chamou a Moisés e lhe perguntou quem deveria sair. Obviamente o Líder de Deus disse que só sairia com todo o povo e o rebanho, porque haviam de celebrar uma festa ao SENHOR. “E Moisés disse: Havemos de ir com os nossos jovens, e com os nossos velhos; com os nossos filhos, e com as nossas filhas, com as nossas ovelhas, e com os nossos bois havemos de ir; porque temos de celebrar uma festa ao Senhor” (Ex 10. 9). Faraó prometeu libertar apenas dos homens. “Então ele lhes disse: Seja o Senhor assim convosco, como eu vos deixarei ir a vós e a vossos filhos; olhai que há mal diante da vossa face. Não será assim; agora ide vós, homens, e servi ao Senhor; pois isso é o que pedistes. E os expulsaram da presença de Faraó” (Ex 10.10,11). Ao ver o mal que os gafanhotos traziam, Faraó intercedeu que Moisés orasse. “Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra o Senhor vosso Deus, e contra vós. Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis ao Senhor vosso Deus que tire de mim somente esta morte” (Ex 10.16,17). Moises orou e Deus lhe atendeu. “E saiu da presença de Faraó, e orou ao Senhor. Então o Senhor trouxe um vento ocidental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho; não ficou um só gafanhoto em todos os termos do Egito” (Ex 10.18.19). Depois de alcançar a misericórdia de Deus, Faraó teve o coração endurecido pelo SENHOR e não liberou o povo. “O Senhor, porém, endureceu o coração de Faraó, e este não deixou ir os filhos de Israel” (Ex 10.20). Esta terceira proposta é incompatível com todo princípio bíblico; é a desunião da família, a separação no lar. Deus fez a família para ser unida e o Seu povo para sua glória. Essa proposta de somente os homens sacrificarem a Deus é contra a ideia de louvor tanto de hebreus quanto de egípcios. Em ambas culturas, a população inteira louva junta. Sem dar tempo para responder, Moisés e Arão são banidos da presença de Faraó. Esta atitude de Faraó é meramente um ardil psicológico].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
“Não vades longe”, significa para o crente hoje, o rompimento parcial com o pecado e com o mundo.

III. A PROPOSTA FINAL DE FARAÓ

1. A situação caótica do Egito. A praga das trevas acabara de ocorrer, e todo o Egito durante três dias seguidos ficou sem luz. Só havia luz nas casas dos hebreus (10.21-23). Faraó teve muitas oportunidades, mas não deu ouvidos à voz do Senhor e não atendeu aos apelos de Moisés. A cada praga o coração de Faraó se tornava mais endurecido. O rei do Egito escolheu resistir a Deus e teve seu país devastado pelas pragas. Quem pode resistir ao Senhor? Se Deus está falando com você, atenda-o. Não resista! Muitos já viram e experimentaram os milagres do Senhor, porém, seus corações permanecem duros e inflexíveis, como o de Faraó. Lembre-se de que há um preço alto a se pagar por não se dar atenção ao que Deus fala. [Comentário: Toda a terra do Egito tremeu debaixo dos golpes sucessivos da vara de Deus. Todos, desde o monarca sentado no seu trono à criada moendo no moinho, tiveram de sentir o peso terrível dessa vara. "Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Fizeram entre eles os seus sinais e prodígios, na terra de Cam. Mandou às trevas que a escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra. Converteu as suas águas em sangue, e assim fez morrer os peixes. A sua terra produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis. Falou ele, e vieram enxames de moscas e piolhos em todo o seu território. Converteu as suas chuvas em saraiva e fogo abrasador, na sua terra. Feriu as suas vinhas e os seus figueirais e quebrou as árvores dos seus termos. Falou ele, e vieram gafanhotos e pulgão em quantidade inumerável, e comeram toda a erva da sua terra e devoraram o fruto dos seus campos. Feriu também a todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todas as suas forças" (SI 105.26 -36). Aqui, o Salmista dá-nos uma ideia resumida desses terríveis castigos que por dureza do seu coração Faraó trouxe sobre a sua terra e o seu povo. Este soberbo monarca havia empreendido a tarefa de resistir à vontade soberana e ao caminho do Deus Altíssimo; e, como consequência justa desta atitude, foi entregue à cegueira judicial e dureza de coração. (C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editoração: Associação Religiosa Imprensa da Fé).].
2. A quarta e última proposta. A situação era tão caótica no Egito que o próprio Faraó procurou Moisés (Êx 10.24) e fez a sua última proposta: “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem as ovelhas e vossas vacas” (v.24). A ovelha e a vaca eram animais cerimonialmente “limpos” para oferendas de sacrifícios a Deus na época da Lei (cf. 1Pe 2.25; Hb 13.15,16). Sem as ovelhas e vacas não haveria sacrifícios. Não haveria entrega ao Senhor. Segundo a Bíblia Explicada, esta proposta também significa “os nossos negócios e interesses materiais, não santificados e não sujeitos à vontade de Deus” (10.24). O crente precisa viver uma vida digna, não só diante de Deus, mas também diante dos homens (2Co 8.21). A santidade é um imperativo na vida do cristão até mesmo nos negócios. [Comentário: A escuridão do sol teve um duplo efeito. Primeiro Deus demonstra seu poder sobre o sol, o símbolo religioso mais potente do Egito. O segundo, era um ataque direto contra o próprio Faraó, uma vez que ele era considerado uma encarnação de Ámon-Rá, o deus sol. Depois de muito sofrimento e então sob trevas, Faraó libera todo o povo incluindo as crianças, mas tenta reter as ovelhas e vacas. Moisés profetiza: “Tu darás em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, que ofereçamos ao Senhor nosso Deus e também o nosso gado há de ir conosco, nem uma unha ficará; porque daquele havemos de tomar, para servir ao Senhor nosso Deus; porque não sabemos com que havemos de servir ao Senhor, até que cheguemos lá” (Ex 10. 25,26). Moisés não estava preocupado apenas em sair do Egito, ele estava pensando mais longe, sua preocupação era o serviço através das ofertas de sacrifício. Através deste texto bíblico Deus nos tem falado que deseja que O ofereçamos um culto completo, longe do Egito, Com toda a família, juntamente com o Seu povo, com nosso sacrifício de louvor, agradecimento e adoração e com todos os nossos bens. Não vamos ceder às propostas indecentes de Faraó.].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
A cada praga o coração de Faraó se tornava mais endurecido. Ele escolheu resistir a Deus e teve seu país devastado pelas pragas.

CONCLUSÃO
A atitude do cristão hoje ante as traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26). Satanás figurado em Faraó não mudou em relação à sua luta contra o povo de Deus. Ele continua a tentar o crente de muitas maneiras para fazê-lo cair, inclusive com más insinuações, sugestões, conclusões etc. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15.57). [Comentário: Durante o tempo das pragas, o Faraó ofereceu quatro acordos a Moisés e Arão. O fato de o Faraó chegar a pensar que poderia negociar com Deus é uma clara prova de seu orgulho. Essas ofertas todas faziam parte de um plano do Faraó para enganar Moisés e Arão, pois seu coração era obstinado e irredutível. O povo de Deus enfrenta "concessões egípcias" semelhantes hoje em dia, quando buscamos servir ao Senhor. O inimigo nos diz que não precisamos ser separados do pecado, pois podemos servir a Deus "nesta terra". A resposta de Deus encontra-se em 2 Coríntios 6.14-18. "Não exagere", sussurra o inimigo, "ou as pessoas vão chamá-lo de fanático". Tiago 1.27 e 4:4 derrubam essa proposta. O verdadeiro serviço significa dar autoridade a Deus sobre nossas posses e todas as pessoas em nossa família pelas quais somos responsáveis. Não fazê-lo é desobedecer àquilo que encontramos em Marcos 10.13-16; Efésios 6.4; e Deuteronômio 6.6-13. Uma vez que começamos a negociar a vontade de Deus e a ver quão perto do mundo podemos chegar, já desobedecemos ao Senhor em nosso coração.]. NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

Graça e Paz a todos que estão em Cristo!

Francisco Barbosa
Cor mio tibi offero,
Domine,
prompte et sincere!

Recife-PE
Janeiro de 2014.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
MERRILL, E. H. História de Israel no Antigo Testamento: O reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. 6 ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. Qual foi a primeira proposta de Faraó?
R. “Ide, sacrificai ao vosso Deus nesta terra” (Êx 8.25).
2. Descreva a segunda proposta de Faraó.
R. “Somente que indo, não vades longe”.
3. Qual foi a terceira proposta de Faraó?
R. “Deixa ir os homens” (Êx 10.7).
4. Qual foi a proposta final de Faraó?
R. “Ide, servi ao Senhor; somente fiquem ovelhas e vossas vacas”.
5. Qual deve ser a atitude do cristão ante às malditas e traiçoeiras propostas do Maligno?
R. A atitude do cristão hoje ante as malditas e traiçoeiras propostas do Maligno deve ser a mesma dos representantes de Israel, Moisés e Arão: “Nem uma unha ficará” no Egito (Êx 10.26).

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
-. Lições Bíblicas do 4º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. http://www.spurgeongems.org/vols61-63/chs3540.pdf Acesso em 03 dez. 2013, citado pelo Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco, disponível no Portal Escola Dominical – www.portalebd.org.br.
-. http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao3-ujf-1tr14-aspragasdivinaseaspropostasardilosasdefarao.htm;
-. Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 146;


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pré-aula_Lição 2: Um Libertador para Israel

2: Um Libertador para Israel

2: Um Libertador para Israel

1º Trimestre de 2014
Lição 2
Um Libertador para Israel
12 de Janeiro de 2014
TEXTO ÁUREO
“E disse Deus a Moisés: EU SOU o QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êx 3.14). - Deus identifica a si mesmo como Eu Sou O Que Sou. Ao revelar seu nome divino, ele declara suas características e atributos, reforçando que o importante não é quem Moisés é, mas quem está com ele. Este nome está ligado ao verbo hebraico que significa “ser” e, assim, implica a absoluta existência de Deus. O hebraico aqui é também a fonte da palavra portuguesa “Jeová”, “Javé” ou “SENHOR(Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001; p. 67)
VERDADE PRÁTICA
Assim como Moisés, usado por Deus, libertou Israel do cativeiro, Cristo nos liberta da escravidão do pecado e do mundo.
HINOS SUGERIDOS
458, 459, 467.
LEITURA DIÁRIA
Segunda - Hb 3.3
Cristo é superior a Moisés

Terça - Hb 3.5
Moisés, um servo fiel

Quarta - Êx 2.23-25
Deus ouve o clamor do povo

Quinta - Êx 3.10
Deus chama Moisés

Sexta - Êx 4.3-8
Deus confirma a liderança de Moisés com sinais

Sábado - Êx 5.1
Moisés diante de Faraó

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 3.1-9
1 - E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã; e levou o rebanho atrás do deserto e veio ao monte de Deus, a Horebe.
2 - E apareceu-lhe o Anjo do SENHOR em uma chama de fogo, no meio de uma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia.
3 - E Moisés disse: Agora me virarei para lá e verei esta grande visão, porque a sarça se não queima.
4 - E, vendo o SENHOR que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.
5 - E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.
6 - Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.
7 - E disse o SENHOR: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.
8 - Portanto, desci para livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e larga, a uma terra que mana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do a morreu, e do ferezeu, e do heveu, e do jebuseu.
9 - E agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim, e também tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Compreender como se deu a chamada e o preparo de Moisés.
·         Saber quais foram as desculpas apresentadas por Moisés ao Senhor.
·         Analisar como foi a apresentação de Moisés a Faraó.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Palavra Chave
Libertador: O que liberta; que concede a liberdade.
Um líder cristão não é feito da noite para o dia. É preciso que sua liderança seja amadurecida pelo tempo. Na lição de hoje, veremos que Moisés foi preparado lentamente pelo Senhor ao longo dos anos até que se tornasse o libertador do seu povo. Moisés era um homem manso e ao que parece não era muito eloquente, porém Deus viu que ele seria obediente e capaz de libertar o seu povo da escravidão egípcia. [Comentário: Dando sequência ao estudo do livro do Êxodo, hoje veremos a chamada de Moisés para ser o libertador de Israel. Moisés passou os primeiros quarenta anos de sua vida (At 7.23) trabalhando para o governo egípcio. (Alguns estudiosos acreditam que ele estava sendo preparado para tornar-se Faraó.) O Egito parece o lugar menos provável para Deus começar a treinar um líder, mas os caminhos do Senhor não são os nossos caminhos. Mesmo tendo recebido uma educação especial, ainda não estava pronto para liderar a nação de YAHWEH. Sua formação no Egito e o tempo no deserto, pastoreando as ovelhas de seu sogro, fizeram dele o homem escolhido por Deus para uma obra sem igual. Como cristãos, somos desafiados a usar nossos talentos pessoais em prol do Reino de Deus, e isso inclui buscar uma formação sólida e coerente. Dwight L. Moody comentou sabiamente que "Moisés passou seus primeiros quarenta anos pensando que era alguém. Os segundos quarenta anos passou aprendendo que era um ninguém! Os últimos quarenta anos ele os passou descobrindo o que DEUS pode fazer com um ninguém]. Tenhamos todos uma excelente e abençoada aula!
I. MOISÉS — SUA CHAMADA E SEU PREPARO (Êx 3.1-17)
1. Deus chama o seu escolhido. Quando o Senhor escolheu e chamou Moisés para libertar seu povo, ele estava pastoreando ovelhas — um excelente aprendizado para quem mais tarde iria ser o pastor do povo de Deus, Israel (Sl 77.20). É Deus que chama e separa aqueles que vão dirigir seu rebanho, e Ele continua vocacionando e capacitando para o santo ministério. O Senhor chama, mas cabe ao homem cuidar do seu preparo para ser útil a Deus. O que muito nos edifica no versículo seis é Deus identificar-se não somente como “o Deus de Abraão e o Deus de Isaque”, mas igualmente como “o Deus de Jacó”. Ele é, portanto, o Deus de toda graça, compaixão e paciência, uma vez que Jacó teve sérios incidentes negativos na sua vida em geral (1Pe 5.10; Jo 1.14,16). [Comentário: Deus escolhe pessoas capacitadas para fazer a sua obra? Com certeza. Não há referências na Palavra de Deus que indiquem que Ele despreza talentos pessoais ou a experiência adquirida por seus servos. Saulo era versado em três línguas diferentes, e as utilizou para falar de Jesus em suas viagens missionárias. Mateus era um cobrador de impostos, e utilizou seus conhecimentos para escrever seu Evangelho. Davi era um combatente, mas também era um poeta que compôs diversos cânticos de adoração ao Senhor. Daniel era um profeta, mas também era um estadista. Portanto, entenda que Deus utiliza nossos recursos em prol do seu Reino. Deus capacita pessoas para a sua obra? Com certeza. Ninguém pode dizer que está totalmente pronto para dar passos definitivos na caminhada com Deus. Elias, o tisbita, ressuscitou um menino morto, mas para isso teve de passar uma temporada no anonimato em Querite, sendo mantido por corvos, e depois que o ribeiro secou, foi direcionado por Deus para ficar uma temporada sendo mantido por uma viúva pobre em Sarepta, uma localidade de Sidom, terra natal de Jezabel. Ele foi capacitado por Deus para os desafios que enfrentaria.].
2. O preparo de Moisés (Êx 3.10-15). Moisés foi chamado e recebeu treinamento da parte de Deus para que cumprisse sua missão com êxito. Deus ainda chama e prepara seus servos. Talvez Ele o esteja chamando para a realização de uma obra. Qual será sua resposta? Moisés experimentou o silêncio e a solidão do deserto em Midiã (Êx 3.1). Em sua primeira etapa de 40 anos de vida viveu no palácio real e frequentou as mais renomadas universidades. O conhecimento adquirido por Moisés, e empregado com sabedoria, foi-lhe muito útil em sua missão de libertador, condutor, escritor e legislador na longa jornada conduzindo Israel no deserto. [Comentário: Moisés foi educado em toda a ciência do Egito, a nação mais desenvolvida em sua época, preparado para ser Faraó, conforme alguns estudiosos, contudo, essa educação ainda não o tornava apto a liderar o cativo Israel. Era necessário outro período preparatório que duraria outros quarenta anos, ele deveria adquirir experiência no deserto, a experiência do cuidado do que não lhe pertencia, ele precisava se tornar o homem mais manso sobre a Terra. Nesse segundo período, deixou de ser príncipe para ser pastor. Deixou de ter poder para aprender a ser subordinado. “…Deve ter sido uma grande mudança para Moisés, depois de 40 anos na corte de Faraó, passar outros 40 anos no deserto. Mas não foi um tempo perdido — eram necessários estes dois primeiros períodos para fazer Moisés pronto para a grande vida dos últimos quarenta anos. Ele tinha de ser um príncipe e tinha de ser um pastor, pois ele deveria ser tanto um legislador quanto um pastor para o povo de Deus. Era necessário que ficasse bem solitário. Ele tinha de ter muitas conversas solitárias com o seu próprio coração. Ele tinha de sentir a sua própria fraqueza. E isto não foi nenhuma perda de tempo para ele — ele fez mais nos últimos 40 anos porque gastou 80 anos em preparação! Não é tempo perdido o que um homem gasta em pôr sua armadura antes de ir para a batalha, ou o que um ceifeiro gasta em afiar sua foice antes de cortar o milho…” (SPURGEON, Charles. Exposição de Ex.3, p.6. Disponível em: http://www.spurgeongems.org/vols61-63/chs3540.pdf Acesso em 03 dez. 2013, citado pelo Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco, disponível no Portal Escola Dominical – www.portalebd.org.br). Quando assumiu a missão de conduzir os israelitas pelo deserto, Moisés já havia sido preparado pelas universidades egípcias e pelo próprio Todo-Poderoso. O Deus que levantou Moisés não mudou, Ele continua a levantar e preparar pessoas para serem usadas na sua obra. Você está disposto a servir mais a Deus? ].
3. O objetivo da chamada divina (Êx 3.10). O propósito divino era a saída do povo de Israel do Egito liderada por Moisés. Deus pode, segundo o seu querer, agir diretamente. Contudo, o seu método é usar homens e mulheres junto aos seus semelhantes. Hoje, em relação a muitas igrejas, Deus está dizendo à seus dirigentes: “Tira o ‘Egito’ de dentro do meu povo”. É o mundanismo entre os crentes, na teoria e na prática; no viver e no agir, enfraquecendo e contaminando a igreja. É Israel querendo voltar para o Egito (Êx 16.3; 17.3). Deus com mão poderosa tirou Israel do Egito, mas não tirou o ‘Egito’ de dentro deles, porque isso é um ato voluntário de cada crente que, quebrantado e consagrado, recorre ao Espírito Santo. “Certamente eu serei contigo” (v.12). Isso era tudo o que Moisés precisava como líder espiritual do povo de Deus. Hoje, muitos já perderam essa divina presença em sua vida e em seu ministério, por acharem que são alguma coisa em si mesmos, daí, a operação do Espírito Santo cessar em sua vida. Paulo exclamou: “Nada sou” (2Co 12.11). Tudo que temos ou somos na obra de Deus vem dEle (1Co 3.7). [Comentário: Moisés foi chamado por Deus quando estava vivendo em Midiã, com seu sogro Jetro. Ele chegara a Midiã aos 40 anos, fugido do Egito, e agora, aos 80 anos, quando cuidava das ovelhas do sogro, tem um encontro com Deus. Moisés foi chamado por Deus em uma fase da vida em que, aos olhos humanos, poderia se aposentar e aproveitar os poucos anos que lhe restariam sem se aborrecer. Mas aqui reside um principio divino: Deus não depende de nossa faixa etária para nos convocar a ser úteis para Ele. Com certeza havia pessoas mais jovens e mais dispostas a fazer o que Moisés faria, mas Deus escolheu Moisés para aquela missão. Deus não apenas escolhe as pessoas para determinadas obras, mas também as convoca. De que adianta ser escolhido por Deus e não ser informado dessa chamada? Como Deus faz tudo de forma perfeita, Ele mesmo se encarregou de falar com Moisés de modo sobrenatural e convincente. (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 16-17).].
SINOPSE DO TÓPICO (I)
Moisés foi chamado e preparado por Deus para que cumprisse sua missão com excelência.
II. AS DESCULPAS DE MOISÉS E A SUA VOLTA PARA O EGITO
1. O receio de Moisés e suas desculpas. O Moisés impulsivo que matou o egípcio e o enterrou na areia já não existia mais. Ele havia sido mudado e moldado pelo Senhor, e agora precisava crer não no seu potencial, mas no Senhor que o chamara. Ao ser chamado pelo Senhor para ser o libertador dos hebreus, Moisés apresentou algumas desculpas — “eles não vão crer que o Senhor me enviou”; “não sou eloquente”. Quantas desculpas também não damos quando Deus nos chama para um trabalho específico? As escusas de Moisés, assim como as nossas, nunca são aceitas pelo Senhor, pois Ele conhece o mais profundo do nosso ser. Se o Senhor está chamando você para uma obra, não tema e não perca tempo com desculpas. Confie no Senhor e não queira acender a ira divina como fez Moisés, que tentou protelar sua chamada dando uma série de desculpas a Deus (Êx 4.14). [Comentário: Embora Moisés peça a Deus para que envie alguém outro, ele não está livre de sua responsabilidade. Deus, no entanto, muda a sequencia da comunicação. Deus falará a Moisés e Moisés falará a Arão. Arão, então, falará ao povo. Moisés é o agente do povo e Arão é o porta-voz de Moisés. Suas desculpas não alteraram o plano divino para ele. Quando Moisés afirma: “Ah! Senhor!” está reconhecendo que Deus tem o direito de comandá-lo; e outra vez: “Não sou homem eloquente... sou pesado de língua”, está alegando que ele seria inadequado para argumentar de modo persuasivo ou confrontar alguém, seus argumentos eram fracos. Ele alega ainda, que sua perspectiva de que seu problema já vem de antes e que o seu encontro com o Senhor não mudou a situação. Notemos que Deus, então, faz uma promessa a Moisés, idêntica a de Mt 10.19-20,. Quando não soubermos o que dizer, Deus concederá ousadia e palavras apropriadas.].
2. Deus concede poderes a Moisés. A fim de encorajar Moisés e confirmar o seu chamado, o Senhor realiza alguns sinais (Êx 4.1-9). Da mesma forma Deus ainda demonstra sinais para nos mostrar o seu poder e a sua vontade. [Comentário: Os sinais dados a Moisés eram por sua causa, para provar que Deus estava com ele. Frequentemente, sinais ou milagres são dados para provar que Deus está em cena a favor de seu povo. Moisés recebeu três sinais de Deus para comprovar seu chamado divino: uma vara é transformada em cobra e então novamente em vara; uma mão é tomada pela lepra e então curada; um copo cheio de água do Nilo, ao ser derramado na terra, transforma-se em sangue (4.2-9). Os dois primeiros, ao menos para Moisés, devem ter sido assustadores. George Knight comenta: “Deus precisou sacudir de Moisés seus raciocínios egoístas. Moisés precisou aprender que ninguém menos que Deus o chamava para fazer coisas absurdamente difíceis”.Em Atos 1.8 temos uma promessa: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. Essa é uma promessa para nós hoje. Se você também é “pesado de língua”, como Moisés, e tem dificuldade em falar do evangelho, o Espírito Santo capacita com ousadia e coragem necessárias. Se eu estou falando aqui hoje, eu que sou uma pessoa super tímida, é porque o Espírito Santo me capacita, como capacita cada um dos professores, cada um dos que sobem ao púlpito, e capacita você também, desde que busque a presença d’Ele. Deus nos capacita em todas as coisas que estamos envolvidos. Observe que Deus disse a Moisés que seria com ele. Deus sabia das limitações daquele homem, mas garantiu-lhe que o acompanharia. Essa é uma promessa que nos deve fazer refletir, pois não raro, dependemos de muitos fatores para nos sentirmos seguros para fazer a obra de Deus, como recursos, pessoal e tempo. E do que realmente precisamos? Da companhia de Deus. Sem ela, nossos recursos, por mais que se mostrem abundantes, serão insuficientes. Com a presença de Deus, os recursos, por mais escassos, tornam-se instrumentos de abundância e de milagres diariamente].
3. O retorno de Moisés. Moisés não revelou ao seu sogro Jetro o que ele faria no Egito. Ainda não era a hora certa para isso. O líder precisa saber o momento adequado para revelar seus projetos. Entretanto, Moisés não poderia partir sem o consentimento de sua família, assim ele disse a Jetro que iria ao Egito rever seus irmãos: “Eu irei agora e tornarei a meus irmãos que estão no Egito, para ver se ainda vivem” (Êx 4.18). Jetro prontamente liberou Moisés dizendo: “Vai em paz”. Moisés não saiu sem a bênção dos seus parentes. Para realizar a obra de Deus o líder precisa ter o apoio e cooperação da sua família. Se você ainda não o tem, ore a Deus nesse sentido. [Comentário: Embora Deus pudesse ter livrado Israel diretamente por uma palavra, preferiu fazer sua obra por seu servo. Disse Deus a Moisés: “Eu te enviarei a Faraó”. Moisés foi incumbido de ir à presença do orgulhoso rei e tirar Israel do Egito sob a direção de Deus. A princípio, Moisés contestou o plano de Deus usá-lo. Viu: a) sua incapacidade: Quem sou eu?; e b) a impossibilidade da tarefa: E tire do Egito os filhos de Israel?. O príncipe que há quarenta anos era confiante em si mesmo agora temia a tarefa. Era mais sábio no que concerne à capacidade humana de ocasionar a libertação, mas ainda tinha de aprender o poder de Deus. Como é frequente hesitarmos quando olhamos para nós mesmos — ato que devemos fazer; mas não precisamos ter medo quando olhamos para Deus! Certamente eu serei contigo sugere que quando Deus escolhe um mensageiro, Ele não se baseia na habilidade do indivíduo, mas na submissão deste à vontade de Deus. Deus assegurou a Moisés que ele e o povo serviriam a DEUS neste monte depois que Israel fosse libertado do Egito. A expressão: Isto te será por sinal, está corretamente traduzida (Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 146).. Em Êx 2.18, o nome do sogro de Moisés aparece como Reuel. Ver as notas em Êx 2.16-18 quanto ao problema da aparente confusão de nomes próprios. Talvez Reuel fosse o pai de Jetro. O lado ocidental do deserto. Essa era a estreita faixa de terra fértil que ficava por trás da planície arenosa, estendendo-se desde a serra do Sinai até as praias do golfo Elanítico. Aqui vale lembrar que os midianitas eram descendentes de Abraão por meio de sua segunda esposa Quetura e, assim, tinham parentesco com Moisés. Moisés, já incumbido de sua missão, volta até seu sogro para dizer adeus (um tanto diferente da separação entre Jacó e Labão!) e segue para o Egito.].
SINOPSE DO TÓPICO (II)
Deus não aceitou as escusas de Moisés. Ele também não aceitará as nossas, pois Ele conhece o mais profundo do nosso ser.
III. MOISÉS SE APRESENTA A FARAÓ (Êx 5.1-5)
1. Moisés diante de Faraó. Chegando ao Egito, Moisés e seu irmão Arão procuraram Faraó para comunicar-lhe a vontade de Deus para o povo de Israel. Quão difícil e arriscada era a tarefa de Moisés. Após o encontro que já tivera com Deus, ele estava preparado para apresentar-se ao rei do Egito. Faraó recusou de imediato o pedido de Moisés. Além de recusar deixar o povo ir embora, Faraó agora aumenta o volume de trabalho do povo (Êx 5.8,9). Moisés fez tudo como Deus lhe ordenara, porém, sua obediência não impediu que ele e seu povo sofressem. Talvez você esteja realizando alguma obra em obediência ao Senhor, mas isto não vai impedir que surjam dificuldades, problemas e aflições. Esteja preparado. Não podemos nos esquecer de que “por muitas tribulações nos importa entrar no Reino de Deus” (At 14.22). Enquanto estivermos neste mundo, estamos sujeitos às dificuldades (Jo 16.33). [Comentário: No capítulo 4.27-31, Moisés é recebido de volta e se reúne com todo o povo em um culto de adoração e louvor. Moisés e Arão, então, foram até Faraó e disseram aquilo que Deus lhes havia mandado dizer: “Assim diz o Senhor Deus de Israel; deixa ir o Meu povo para que Me celebre uma festa no deserto” (Ex 5.1). Era isto que Deus havia mandado Moisés dizer a Faraó como se lê em Ex 3.18. O Faraó era um homem idólatra e despótico. Reagiu às demandas de Moisés exibindo ambos esses defeitos. De imediato ficou claro que a tarefa consumiria muito tempo e muita luta. Ele é totalmente indiferente aos apelos de Moisés (5.3). Ao afirmar: “Não conheço o Senhor”. Faraó quer dizer que não reconhece sua autoridade. Sua declaração parece ser uma combinação de desafio e ignorância. Um Faraó anterior não “conhecera” José (1.8) e aquele Faraó não “conhecia" Jeová como Jeová, tal qual os patriarcas que, conforme 6.3, são impedidos de “conhecer” Jeová como Jeová. Para piorar tudo, a carga de trabalho exigida dos hebreus foi aumentada de maneira absurda (5.4-18). Como seria de se esperar, os hebreus ficam profundamente ressentidos com seu suposto libertador (5.19-21). Que mudança de ânimo! Num dia, lisonja no outro, repúdio. Diante de um outro libertador, um dia o povo diria: “Hosana”; e então, no dia seguinte: “Crucifica-o!” Observe a aspereza das palavras de Moisés para Deus nos versículos 22,23. Em sua raiva e perplexidade, ele dá início a uma tradição de dizer a verdade em oração, novamente verificada em alguns salmos de lamento (SI 73, por exemplo) e nas “confissões” de Jeremias (Jr 12.1-6; 15.16-18; 20.7). (VICTOR P. HAMILTON. Manual do Pentateuco. Editora CPAD. pag. 162-169).].
2. A queixa dos israelitas (Êx 5.20,21). O povo hebreu fica descontente com Moisés e Arão e logo começam a murmurar. Certamente todos esperavam que a saída do Egito fosse imediata. Mas este não era o plano de Deus. Moisés, aflito com a piora da situação, busca o Senhor e faz várias indagações. Quem de nós em semelhantes situações, estando em obediência a Deus, na vida cristã e no trabalho, já não indagou: “Por que Senhor?”. Moisés não conseguia entender tudo o que estava ocorrendo, mas Deus estava no controle. Às vezes não conseguimos entender o motivo de certas dificuldades, mas não podemos deixar de crer que Deus está no comando de tudo. [Comentário: O povo de Israel sentiu-se prejudicado pela intervenção de Moisés junto a Faraó. Na verdade, eles não sabiam que Moisés estava ali obedecendo a Deus, e que ele não tinha o desejo de fazer com que o sofrimento dos seus irmãos fosse aumentado. Esta deve ter sido uma prova dura para Moisés. Ele estava no Egito obedecendo à voz de Deus, falando com Faraó para que o povo fosse liberto, e como consequência o rei ordena que os hebreus trabalhem mais. Não é incomum que líderes se vejam nessa mesma situação: obedecem a Deus, mas não veem de imediato um fruto positivo de sua obediência. O que devemos saber é que obedecer a Deus não é uma garantia de que as coisas que se seguirão não serão alvo de investidas de Satanás. Além disso, os líderes devem entender que nem sempre o povo vai entender determinadas atitudes, mas que se estamos agindo de forma correta e dentro da vontade de Deus, Ele vai se responsabilizar por nos honrar no devido tempo. (COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 22.)].
3. Deus promete livrar seu povo (Êx 6.1). A saída de Israel do Egito seria algo sobrenatural e esta promessa foi totalmente cumprida quando Israel, finalmente, saiu do Egito. Deus, nos seus atributos e prerrogativas, ia agora redimir o povo de Israel (v.6), adotá-lo como seu povo (v.7), e introduzi-lo na Terra Prometida. Todo o Israel, assim como os egípcios, teriam a oportunidade de ver o poder de Deus. [Comentário: Moisés estava à cata de uma solução rápida para um problema dificílimo. Ele tinha esperado fazer Israel sair do Egito com o simples ardil de levar 0 povo ao deserto num caminho de três dias (Êx 5.3), e, então, simplesmente desaparecer. Mas o truque não deu certo. O Faraó percebeu a artimanha. Moisés estava agora sem novas ideias. Mas o plano divino tinha muitas outras provisões guardadas na algibeira. (CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 323-324).. A promessa divina para com Israel não foi esquecida por Deus. Depois do encontro com Faraó e das reclamações dos hebreus, Deus diz a Moisés: “Agora verás o que hei de fazer a Faraó; porque, por mão poderosa, os deixará ir, sim, por mão poderosa, os lançará de sua terra” (Ex 6.1). Uma palavra de Deus em meio às adversidades e correntes contrárias é suficiente para que tenhamos a certeza de que Ele está conosco, e que se aguardarmos nEle, no devido tempo ele cumprirá o que prometeu. A demora na libertação não significava renúncia da promessa. Deus estava trabalhando em seus propósitos. Smith-Goodspeed traduz o versículo 1 assim: “Agora verás o que farei a Faraó; forçado por um grandioso poder ele não só os deixará ir, mas os expulsará da terra”. Outras dificuldades tinham de vir sobre Israel (5.19), mas a promessa de Deus ainda era certa. Deus se lembrou do concerto quando ouviu o gemido dos filhos de Israel por causa da escravidão. Ele não esqueceu; somente esperara até que os filhos estivessem prontos para cumprir sua parte no concerto. Deus ordenou que Moisés renovasse a confiança dos israelitas. Ele tinha de lhes dizer que seriam libertos da servidão egípcia, que Deus os resgataria com braço estendido (“ação especial e vigorosa”) e com juízos grandes sobre os opressores. Israel seria o povo especial de Deus e lhe daria a terra da promessa por herança (7,8)].
SINOPSE DO TÓPICO (III)
Depois do encontro que Moisés tivera com Deus, ele estava finalmente preparado para apresentar-se ao rei do Egito.
CONCLUSÃO
Na lição de hoje aprendemos como o grande “Eu Sou” escolheu e preparou Moisés para que ele libertasse seu povo da escravidão egípcia. Deus continua a levantar e preparar homens para a sua obra. Você está disposto a ser usado pelo Senhor? Moisés apresentou algumas desculpas, mas não foram aceitas. Não perca tempo com justificativas, mas diga “sim” ao chamado de Deus. [Comentário: Queridos irmãos, o grande “Eu Sou”, da mesma forma como fez com Moisés, escolheu-nos e preparou-nos para libertar os cativos, da mesma forma que Ele chamou Moisés para libertar os filhos de Israel do Egito, Ele comissiona cada um de nós para libertar os cativos do mundo através da pregação do evangelho. Marcos 16.15 diz: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Será que estamos diante da sarça ardente dando nossas desculpas para não ir, para não dizimar, para não orar? Você está disposto a servir mais a Deus? O Senhor deseja usá-lo em sua obra para que muitos sejam libertos da escravidão do pecado e da ignorância espiritual]. NaquEle que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
COHEN, A. C. Êxodo. 1 ed., RJ: CPAD, 1998.
HAMILTON, V. P. Manual do Pentateuco. 2 ed., RJ: CPAD, 2007.
EXERCÍCIOS
1. Qual era a atividade que Moisés estava exercendo quando Deus o chamou para libertar seu povo?
R. Ele estava apascentando as ovelhas do seu sogro.
2. Qual foi o objetivo da chamada divina na vida de Moisés?
R. O objetivo da chamada divina na vida de Moisés era fazer o povo de Israel sair do Egito.
3. Quais foram as desculpas de Moisés ao ser chamado pelo Senhor?
R. “Eles não vão crer que o Senhor me enviou”, “não sou eloquente”.
4. O que Deus fez para encorajar Moisés?
R. A fim de encorajar Moisés e confirmar o seu chamado, o Senhor realiza alguns sinais (Êx 4.1-9).
5. Chegando ao Egito, Moisés e Arão foram até Faraó. O que eles foram comunicar ao rei do Egito?
R. A vontade de Deus para o povo de Israel.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2014 - CPAD - Jovens e Adultos;
-. Bíblia de Estudo Pentecostal – BEP (Digital);
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Defesa da Fé: Questões reais; Respostas precisas; Fé Solidificada. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.
-. http://www.spurgeongems.org/vols61-63/chs3540.pdf Acesso em 03 dez. 2013, citado pelo Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco, disponível no Portal Escola Dominical – www.portalebd.org.br.
-. COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 16-17;
-. Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 146;
-. VICTOR P. HAMILTON. Manual do Pentateuco. Editora CPAD. pag. 162-169;
-. COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 22.;
-. CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 323-324.
Autorizo a todos que quiserem fazer uso dos subsídios colocados neste Blog. Solicito, tão somente, que indiquem a fonte e não modifiquem o seu conteúdo. Agradeceria, igualmente, a gentileza de um e-mail indicando qual o texto