quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva: Lição 6, O Tribunal de CRISTO e os Galardões

Lição 6, O Tribunal de CRISTO e os Galardões
1º trimestre de 2016 - O Final de Todas as Coisas - Esperança e Glória Para os Salvos Comentarista da CPAD: Pr. Elinaldo Renovato de Lima
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
NÃO DEIXE DE ASSISTIR AOS VÍDEOS DA LIÇÃO ONDE TEMOS MAPAS, FIGURAS, IMAGENS E EXPLICAÇÕES DETALHADAS DA LIÇÃO http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm
AQUI VOCÊ VÊ PONTOS DIFÍCEIS DA LIÇÃO – POLÊMICOS

TEXTO ÁUREO "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal." (2 Co 5.10)

VERDADE PRÁTICA Todos os crentes deverão comparecer diante do Tribunal de CRISTO para que cada um receba a sua recompensa.

LEITURA DIÁRIA
Segunda - Mt 12.37 Seremos justificados ou condenados mediante as nossas palavras
Terça - Rm 8.1 Não há condenação para aqueles que estão em JESUS CRISTO
Quarta - 2 Tm 4.8 O justo Juiz dará a coroa da justiça a todos que amarem a sua vinda
Quinta - Ef 2.10 O crente foi gerado em JESUS CRISTO para realizar as boas obras
Sexta - Mt 5.16 A nossa luz deve resplandecer diante dos homens
Sábado - Ap 22.12 Em breve JESUS virá e dará galardão a todos aqueles que foram fiéis
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1 Coríntios 3.11-15 11
- Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é JESUS CRISTO. 12
- E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13
- a obra de cada um se manifestará; na verdade, o Dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 14
- Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. 15
- Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.
OBJETIVO GERAL
Mostrar que todos os crentes vão comparecer diante do Tribunal de CRISTO para serem recompensados por suas obras.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Saber que todos os salvos vão estar perante o Tribunal de CRISTO para serem galardoados; Explicar como CRISTO vai julgar as nossas obras; Compreender que chegará o dia em que teremos de prestar contas a JESUS das nossas ações.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Servir a DEUS é um grande privilégio e muitos têm dedicado toda a sua vida ao serviço do Mestre. Na seara do Senhor, enfrentamos lutas, decepções, frustrações, toda a sorte de intempéries, mas vai valer à pena. Nogrande Dia do Senhor, seremos recompensados com os lauréis e os galardões. A Palavra de DEUS nos mostra que as obras de muitos crentes perecerão quando forem provadas pelo fogo do Senhor. DEUS conhece a intenção dos corações. Podemos enganar aos homens, mas não ao Eterno. Muitos fazem a obra de DEUS buscando a glória para si, logo, já tiveram a sua recompensa. Que possamos realizar a obra de DEUS com alegria, amor, fazendo tudo de coração, para a glória do Pai e não para ser visto pelos homens.
PONTO CENTRAL
Nossas obras serão provadas pelo Senhor e se passarem pelo seu crivo, seremos recompensados.
Resumo da Lição 6, O Tribunal de CRISTO e os Galardões
I - O TRIBUNAL DE CRISTO E OS CRENTES
1. O julgamento.
2. Quando se dará?
3. Quem será o juiz?
II - AS OBRAS DO CRENTE E O JULGAMENTO DE CRISTO
1. A precisão do julgamento.
2. Ouro, prata e pedras preciosas.
3. As obras que perecerão. a) Madeira. b) Feno. c) Palha.
III - A PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CRENTE E OS GALARDÕES
1. Os pastores darão conta dos seus rebanhos.
2. Crentes darão conta de seus talentos.
SÍNTESE DO TÓPICO I - Todos os crentes passarão pelo tribunal de CRISTO.
SÍNTESE DO TÓPICO II - As obras dos crentes serão julgadas pelo Justo Juiz.
SÍNTESE DO TÓPICO III - Os crentes prestarão contas de suas ações e se suas obras passarem pelo crivo do Senhor receberão galardões.
CONHEÇA MAIS *O prêmio do Senhor "Galardão, prêmio a que fará jus o crente que tiver desempenhado bem a sua função no Reino de DEUS. O apóstolo Paulo adianta que tais honrarias estarão infinitamente além do que sonha ou cogita o espírito humano: 'Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que DEUS preparou para os que o amam' (1 Co 2.9). Além da Nova Jerusalém com todos os seus indivisíveis e inimagináveis encantos, o maior galardão do crente fiel será a presença do Senhor. Esta união, a que a Bíblia cognomina de as bodas do Cordeiro, representa o cumprimento pleno de nossos anseios que, desde a Queda, vêm nos crivando a alma de expectativas. Não pode haver galardão maior do que a presença de DEUS entre seu povo." Leia mais em Dicionário de Profecia Bíblica, CPAD, p.78.
PARA REFLETIR - A respeito da Escatologia Bíblica, responda:
Todo o crente vai comparecer ante o tribunal de CRISTO? Todos os crentes terão que comparecer a este tribunal, porém não se trata do Juízo final, que será instaurado para o julgamento dos ímpios (Ap 20.11-15), mas será um tribunal para julgar as obras e os atos dos crentes, recompensando-os, ou não, pelo que fizeram em sua vida. Qual a condição para ter sido salvo e permanecer salvo? Estar "em CRISTO JESUS" é a condição indispensável para ter sido salvo e permanecer salvo. Quando se dará o Tribunal de CRISTO? Segundo Eurico Bergstén, acontecerá no dia em que JESUS voltar. Como as intenções do coração serão provadas? A Palavra de DEUS diz que todas as obras serão provadas pelo fogo. O fogo divino vai purificar e revelar qual a verdadeira intenção do coração. Segundo a lição, que tipos de obra perecerão? Madeira, feno e palha.
CONSULTE
Revista Ensinador Cristão - CPAD, nº 65, p39.
SUGESTÃO DE LEITURA Seguro nos Braços do Pastor, Teologia Sistemática Pentecostal, Vencendo as Aflições da Vida
Comentários de vários autores com alguma modificações do Ev. Luiz Henrique Pontos difíceis e polêmicos discutidos durante a semana em nossos grupos de discussão no WhatsApp (minhas conclusões)
"Mas ai das grávidas" (aqui na Terra) Devemos compreender que haverá um cerco de Jerusalém por parte do anticristo e seus seguidores. Durante este cerco (como foi nos dias de Antíoco Epifânio e nos dias do General Tito) haverá então grande fome e nesse período se repetirá o que já aconteceu antes - as mães comerão seus próprios filhos, pois JESUS disse que essa Grande Tribulação é pior do que todas as outras (Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. Mateus 24:21). Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo. Lucas 21:23
Ezequiel: 5. 9. E por causa de todas as tuas abominações farei sem ti o que nunca fiz, e coisas às quais nunca mais farei semelhantes. 10. portanto os pais comerão a seus filhos no meio de ti, e os filhos comerão a seus pais; e executarei em ti juízos, e todos os que restarem de ti, espalhá-los-ei a todos os ventos. Lamentações de Jeremias: 2. 20. Vê, ó Senhor, e considera a quem assim tens tratado! Acaso comerão as mulheres o fruto de si mesmas, as crianças que trazem nos braços? ou matar-se-á no santuário do Senhor o sacerdote e o profeta? 2 Reis: 6. 28. Contudo o rei lhe perguntou: Que tens? E disse ela: Esta mulher me disse: Dá cá o teu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu filho. 29. cozemos, pois, o meu filho e o comemos; e ao outro dia lhe disse eu: Dá cá o teu filho para que o comamos; e ela escondeu o seu filho. Durante a grande tribulação vai acontecer no cerco de Jerusalém. - Ai das grávidas naquele dia.
PERGUNTAS INTERESSANTES NO GRUPO DO WHATSAPP: Primeira pergunta: O que vem a ser galardão? Muitos dizem que é pedrinha na coroa, será? Segunda pergunta: Se o julgamento acontece assim logo após o arrebatamento, os salvos da grande tribulação não terão nenhum galardão? Terceira pergunta: O que estará acontecendo com a Igreja enquanto a terra estiver passando pela grande tribulação?
Primeira respoosta: COROAS - Galardões? 1) A coroa de glória. “ E, quando aparecer (na sua vinda) O Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória” (1 Pd 5.4). 2) A coroa incorruptível. “ E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível” (1 Co 9.25). 3) A coroa de alegria. “ Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa...” (F1 4.1; 1 Ts 2.19,20). 4) A coroa da justiça: “ Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia (diante do tribunal); e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.8). 5) A coroa da vida. “ Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg 1.12; Ap 2.10).
Cumpre-se aqui, portanto, o que diz o profeta Isaías acerca de JESUS: “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras foram sarados” (Is 53.5b). Isto, aponta claramente para o Calvário, onde JESUS suportou por nós “uma coroa de espinhos” (Jo 19.2) para nos dar o direito de sermos participantes de “uma coroa de glória” . Isso é supremo sacrifício! JESUS, nosso Senhor, morreu com apenas 33 anos de idade! Depois de ter sofrido “uma eternidade de dores!” Seus inimigos aqui na terra o julgaram digno de “uma coroa de espinhos” . No Céu, porém, o quadro se inverte. E Ele está presentemente “coroado de glória!” (Hb 2.9), etc.
 Segunda resposta - Não terão nenhum galardão os que vierem da Grande Tribulação, estão com palmas nas mãos e não galardões. Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; Apocalipse 7:9
Terceira Resposta - A Igreja estará na Jerusalém celeste, primeiro passando pelo Tribunal de CRISTO e recebendo galardões, depois nas Bodas do Cordeiro (próxima aula).
Tenho para mim que o Tribunal de CRISTO será na Nova Jerusalém. A segunda vinda de JESUS está vinculada a duas fases - arrebatamento e e vinda em glória, com a igreja, no final da Grande Tribulação. - Então JESUS não voltará ao trono da graça neste período de 7 anos - Onde estaremos com ELE neste período?
NOS ENCONTRAREMOS COM ELE NOS ARES, MAS ONDE ESTAREMOS?
Jo 14.2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. A promessa é que só viria depois de preparado o lugar, onde? Na Nova Jerusalém, a celeste. Aqui no arrebatamento durante o tribunal de CRISTO e as bodas do Cordeiro ELE já veio, então já está pronta a morada e o lugar. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu DEUS, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu DEUS, e o nome da cidade do meu DEUS, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu DEUS, e também o meu novo nome. Apocalipse 3:12 E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de DEUS descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. Apocalipse 21:2 E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de DEUS descia do céu. Apocalipse 21:10 Lc 14.14 - E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos. Fala do arrebatamento e tribunal de CRISTO quando receberemos a recompensa, para quem não sabe o arrebatamento é uma ressurreição, a primeira fase da primeira ressurreição. 2 Coríntios, 5.10. Porque todos nós teremos de comparecer diante do tribunal de CRISTO para sermos julgados. Cada um de nós receberá o que merecer pelas coisas boas ou más que tiver feito através deste corpo terreno. 1 Coríntios, 3.11. Porque ninguém pode colocar qualquer outro alicerce além do que já está posto, que é JESUS CRISTO.12. No entanto, existem vários tipos de materiais que podem ser usados para construir sobre esse alicerce. Alguns usam ouro, prata e pedras preciosas; e outros constroem com madeira, com feno e até mesmo com palha! 13. Está prestes a chegar um tempo de prova, no Dia de CRISTO, para verificar que tipo de material cada construtor usou. O trabalho de cada um será provDeus pelo fogo, para que todos possam ver se ele conserva seu valor ou não, e o que verdadeiramente foi realizado. 14. Então, todo construtor que edificou sobre o alicerce com materiais certos, cujo trabalho permanecer, esse receberá a sua recompensa. 15. Entretanto, se o que alguém construiu queimar-se, ele terá um grande prejuízo. Ele mesmo será salvo, mas como um homem fugindo através duma barreira de chamas.
Três coisas que DEUS fará :
1) trará a luz as coisas ocultas 1 Corintios 3.13,
2) revelará os segredos dos homens romanos 2.16
3) recompensará cada um ( 3.11-15; 2 Corintios 5.10 Mateus 16.27 Apocalipse 22.12
Coroa de justiça, coroa da vida, cora de glória. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. 2 Timóteo 4:8 --- Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor JESUS CRISTO em sua vinda? 1 Tessalonicenses 2:19 --- Bem-aventurado o homem que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Tiago 1:12 A maioria de tudo o que fazemos vai se perder. veja um político crente - Tudo o que ele faz é para ganhar a eleição - então tudo se queimará. Pense na surpresa daqueles que estão trabalhando na obra de DEUS por causa de altíssimos salários ou mesmo pelo salário mínimo.
Justificados, Glorificados, Vida eterna “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na Obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”(1ª Cor 15 v 58). E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Apocalipse 22:12 A

A Entrega dos Galardões (Escatologia - Doutrina das Últimas Coisas - Severino Pedro da Silva - CPAD)
1. O tribunal de CRISTO
Após o arrebatamento da Igreja por CRISTO, haverá uma “reunião com Ele” num lugar chamado “tribunal” . Paulo fala disso em vários de seus ensinos mas, especifica mente, em três referências exclusivas: Primeira: ‘ ‘ Mas tu. por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de CRISTO” (Rm 14.10). Segunda: “ Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem. ou mal” (2 Co 5.10). Terceira: “ A obra de cada um se manifestará: na verdade O dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo” (1 Co 3.13-15). Existem outras possíveis passagens sobre o Tribunal de CRISTO em o Novo Testamento, mas essas são tomadas para exemplificar o sentido do argumento.
 a. O que é tribunal? Nos antigos estádios gregos, a assembléia se reunia defronte de uma “plataforma” chamada BÊMA de onde as questões oficiais eram conduzidas.(16) Esse vocábulo “ bêma” originalmente significava apenas um “ degrau” ; desta idéia passou a indicar uma “ plataforma elevada” , como aquela usada pelos oradores, pelos juizes das competições esportivas, ou mesmo pelos magistrados romanos em seus julgamentos formais. Porém, já o apóstolo Paulo toma o vocábulo “ bêma” para denotar o “ Tribunal de CRISTO” . Essa expressão “ tribunal’ é empregada por onze vezes no Novo Testamento, e nas passagens onde ela figura está sempre ligada a julgamento especial.(17)
1) O tribunal de Pilatos ( l 9). “ E, estando ele (Pilatos) assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele” (Mt 27.19).
2) O tribunal de Herodes. “ E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal, e lhes fez uma prática” (At 12.21).
3) O tribunal de Pilatos (2?). “ Ouvindo pois Pilatos este dito, levou JESUS para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litostrotos, e em hebraico Gabatá” (Jo 19.13).
4) O tribunal de Gálio. (I 9). “ Mas, sendo Gálio procônsul da Acaia, levantaram-se os judeus concordemente contra Paulo, e o levaram ao tribunal, dizendo: Este persuade os homens a servir a DEUS contra a lei” (At 18.12.13).
5) O tribunal de César ( l 9). “ E, não se demorando entre eles mais de dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem a Paulo” (At 25.6).
6) O tribunal de Gálio (29). “ E expulsou-os do tribunal. Então todos agarrando Sóstenes, principal da Sinagoga, o feriram...” (At 18.16,17a).
7) O tribunal de César (29). “ Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado: não fiz agravo algum aos judeus,.como tu bem sabes” (At 25.10).
8) O tribunal de Gálio (39). “ Então todos agarraram Sóstenes, principal da Sinagoga, e o feriram diante do tribunal; e a Gálio nada destas coisas o incomodava” (At 18.17).
9) O tribunal de César (39). “ De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem” (At 25.17)'. 10) O tribunal de CRISTO “ Porque todos devemos com- parecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo O que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10).
11) O tribunal de DEUS (Edição Revista e Atualizada). “ Tu, porém, por que julgas a teu irmão? e tu, por que desprezas o teu irmão? pois todos compareceremos perante o tribunal de DEUS” (Rm 14.10). Para uma melhor compreensão do pensamento, o leitor deve observar que as duas referências nos evangelhos indicam o “ tribunal de Pilatos” (Mt 27.19; Jo 19.13); o trecho de Atos 12.21, fala do “ tribunal de Herodes” ; as referências do décimo oitavo capítulo de Atos indicam por três vezes o “ tribunal de Gálio” ; em Atos 25.6,10,17, por três vezes, refere-se ao “ tribunal de César” . Enquanto que Ro- manos 14.10 e 2 Coríntios 5.10, indicam o “ tribunal de CRISTO e de DEUS” . b. Nas últimas citações (Rm 14.10 e 2 Co 5.10), Paulo alude ao que acontecerá quando o Redentor congregar os remidos em torno de si, diante do seu tribunal. Haverá ali uma avaliação do que fizemos e não fizemos; mas isso não indica que será um momento de temor, mas de confiança; mais ninguém estará ali presente, a não ser os salvos: ali todos amarão o Redentor e confiarão nele. Os textos e contextos afirmam que, diante do tribunal do Senhor, cada “ um” receberá O louvor ou a censura que merecer. As referências mais explícitas sobre isso são:(18) Primeiro: Em 2 Coríntios 5.10, onde o que temos “ feito por meio do corpo” será manifestado perante os olhos de todos diante do Tribunal (cf. Hb 4.13, etc...). Segundo: Em Romanos 14.10, onde nossas relações com nossos irmãos serão examinadas perante o nosso Salvador (cf. Mt 18.10, etc...). Terceiro: Em 1 Coríntios 3.10-15, onde nosso serviço a DEUS é provado como pelo fogo (cf. Ap 22.12, etc...).
2. Onde será o Tribunal? Existem muitas divergências entre os comentaristas quanto ao local exato do Tribunal de CRISTO. Alguns têm sugerido que será aqui mesmo na terra. O homem pecou aqui (dizem eles); aqui foi salvo; aqui trabalhou - então aqui deve ser avaliado o seu trabalho (cf. Mt 25.19 e ss). Outros, porém, asseguram que esse julgamento deve ter lugar no Céu e confrontam o Tribunal de CRISTO com o julgamento do grande Trono Branco; apenas o dividem por etapas: 1- o Tribunal; 2- o Juízo das Nações e 3- o Grande Trono Branco (cf. Mt 25.32 e ss; 2 Co 5.10; Ap 20.11 e ss).
Porém, é evidente que essa forma de interpretação deve ser rejeitada de todo. Visto que esses três julgamentos obedecem a uma ordem cronológica bem clara: o Tribunal de CRISTO se dará por ocasião do arrebatamento; o juízo das nações vivas, por ocasião do retorno de CRISTO na sua Parousia (sete anos depois do arrebatamento); e o juízo final, mil anos depois. Um outro grupo diz que terá lugar nos ares, mas não especifica o lugar (cf. 1 Ts 4.17; Ap 22.12). As passagens de Mateus 9.15 e Apocalipse 22.12 nos levam a entender que o Tribunal não será “ dentro do Céu” . Razão por que, na primeira citação JESUS declara que os filhos das bodas (que se dará no Céu: Ap 19.7) não podem andar tristes e, em 1 Coríntios 3.15, lemos que diante do Tribunal isso pode acontecer; na segunda, JESUS declara: “ E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo (no original virá comigo), para dar a cada um - no tribunal - segundo a sua obra” . Ora, se essa recompensa fosse feita no Céu, não seria necessário JESUS trazer consigo este galardão. Na antiguidade, os juizes e anciãos de uma nação costumavam julgar seus súditos e suas causas na “ porta da cidade” (Gn 19.1,9; 1 Sm 4.13,18; 2 Sm 15.2). Boaz, chamando o remi- dor, e mais dez testemunhas da cidade de Belém, julgaram a causa de Rute a moabita na “ porta da cidade” de Belém (Rt 4,1,2). E ali, diante desse tribunal, ela recebeu “ . . . O galardão do Senhor DEUS de Israel” (Rt 2.12). Muitas coisas nas Escrituras foram escritas “para nosso ensino” (Rm 15.4), pois algumas delas são “ .sombras das coisas celestiais” (Hb 8.5), e outras são “figuras das coisas que estão no céu” (Hb 9.23). Se o nosso pensamento é acertado nesta interpretação, é evidente, embora pouco provável que o Tribunal de CRISTO terá lugar ainda nos ares, especialmente na “ porta formosa do Céu” (cf. Ct 2.4; 1 Ts 4.17 etc...). a. Diante do Tribunal de CRISTO, serão reprovadas as obras e não o obreiro (1 Co 3.13 e ss), pois todo o seu trabalho que tiver feito “ por meio do corpo” será ali avaliado perante a justiça divina. Porém,' se fará necessário que a caridade de DEUS esteja ali! A justiça exige que o “bem” seja recompensado e o "mal" punido.(19) Ora, isto não pode realizar-se senão pela sanção (sanção aqui não é condenação) da vida futura; somente esta pode ser rigorosamente justa, uma vez que depende de DEUS, que “ sonda os rins e os corações” . Realmente eficaz, porque ninguém pode escapar-lhe. Nenhum subterfúgio daquele que é culpado (culpado aqui é descuidado). É necessário uma recompensa baseada na justiça e caridade de DEUS. Esta prova se baseia na justiça de DEUS, que exige que a virtude e O vício (aqui já neste mundo) recebam as sanções que lhes são devidas: recompensa ou punição. Aqui no mundo, as sanções da virtude e do vício são evidentemente insuficientes; muitas vezes mesmo, é O vício que triunfa, e a virtude que fica humilhada. Portanto, é necessária uma recompensa futura através da justiça divina que quer. que cada um seja tratado segundo suas obras, e isso não pode ser feito a não ser com a vida futura. Mas, se fará necessário, diante do tribunal de CRISTO que a caridade triunfe! E triunfará mesmo! A justiça deve ser temperada pela caridade. É preciso distinguir cuidadosamente a legalidade e a eqüidade (diante do Tribunal de CRISTO isso não é necessário; mas apenas aqui para ser entendido pela mente natural). b. A prova pelo “ fogo” . No que tange a este fogo, muitas interpretações têm surgido! Mas uma coisa é certa: a onisciência de DEUS ali deve estar presente. Todo nosso trabalho passará “ diante dos olhos” da Trindade Divina (cf. Êx 13.21; At 2.3; Hb 12.29; Ap 1.14; 2.18; 3.2, etc...). A passagem de Apocalipse 4.8 descreve seres viventes como tendo a inteireza da inteligência; são cheios de “ olhos por diante e por detrás” (4.6). Podem tanto ver para a frente como para trás.(20) O passado e O futuro estão abertos a eles como um livro. Visão interna (olhos por dentro), visão externa (olhos por diante) também lhes pertence. A absoluta visão circundante corresponde a uma infinita visão interior, que expressa a concentração contemplativa, a unidade da onisciência divina. Vigilância! Ora, se estes seres viventes pos- suem tal visão, que diremos nós diante daquele perante quem “ .todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos...?” (Hb 4.13). Ali, pois, diante da perscrutação desses olhos infinitos que tudo contemplam (Pv 15.3), surgirão duas palavras solenes: “ Aprovados e Reprovados” . “ Este ‘fogo’ diz Speaker,(־') dura apenas ‘um dia’ ; é futuro, não presente; é destrutivo, não purificador; destrói apenas obras, não pessoas; causa perda e não lucro; destrói apenas o que for falso e não o que for verdadeiro; causa apenas reprovação da obra e não do obreiro” (1 Co 3.13-23). c. A interpretação errônea. Alguns eruditos ensinam que mesmo os mais fiéis precisam dum processo de purificação antes de se tornarem aptos para entrar na imediata presença de DEUS. Também alguns (não são todos) teólogos protestantes que crêem na doutrina de “ uma vez salvo, salvo para sempre” , embora reconhecendo a palavra divina que diz: “ Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” , concluem que o Tribunal de CRISTO seja uma espécie de “ purgatório” onde os crentes carnais imperfeitos se purifiquem da escória. Esse processo, segundo essa maneira de interpretar O Tribunal, dar-se- á ali. Todavia, não existem nas Escrituras evidências para tal doutrina, e existem muitas evidências contrárias a ela.(2)

3. A recompensa
“ .cada um recebe... ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). Muitos comentadores renomados têm tido dificuldades nesta passagem, quando se defrontam com a palavra “ mal” . Porém, é evidente que, a palavra MAL no presente texto não significa “ pecado” . Diante deste Tribunal não haverá nem pecado nem pecador (cf. Lc 20.35,36). Quando se invoca o sentido profundo da palavra “ pecado” no original hebraico é “ hattã’th” que traduzida para o grego clássico é “ Hamartia” . Porém, na passagem cita- da, a palavra “ mal” #deve ser depreendida do uso que dela faz o profeta Isaías. O uso de “ RA” em Isaías 45.7, onde se diz que DEUS cria o “ mal” , fica esclarecido o seu uso no tempo e no espaço quando vemos que em mais de 450 vezes que esta palavra se encontra no Antigo Testamento, muito poucas vezes ela se refere a DEUS como a causa da coisa realizada, e também veremos que em cada um desses casos o “ mal” mencionado não indica pecado, e, sim, consiste no castigo justo que DEUS impõe sobre aqueles que pecaram. Não se diz que DEUS criou o pecado deles, mas se diz que Ele trouxe a calamidade e o castigo sobre eles. Esta correção divinamente imposta foi a palavra “ RA” distintamente declarada como uma experiência do mal vinda de DEUS como penalidade, em contraste com o bem que ele concederia em outra situação.(־ ) a. O apóstolo Paulo retoma isso em seus elementos doutrinários, quando diz: “ Agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque fostes contristados para O arrependimento; pois fostes contristados segundo DEUS... Por- que a tristeza segundo DEUS opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende...” (2 Co 7.9,10; Hb 12.11). Acreditamos, pois, que o “mal” (rá) em referência seja apenas uma repreensão da parte do Senhor para aqueles que usaram material ou doutrina “ espúria” na sua obra (1 Co 3.13 e ss; 9.17 e ss). Jó entendeu isso muito bem quando disse para sua esposa: “receberemos o bem de DEUS, e não receberíamos O mal? (rá)” (Jó 2.10). b. O galardão. A palavra “ galardão” tem nas Escrituras diversos sentidos e métodos de aplicação: Para Abraão, o próprio DEUS era o “ .seu grandíssimo galardão” (Gn 15.1). Rute, a moabita, recebeu “ . . . O galardão do Senhor DEUS de Israel” (Rt 2.12). No estudo em foco, devemos traduzir a palavra “galardão” (misthapodosia) por “ recompensa” (misthos). Este termo nasceu da vida comercial, e originalmente denotava o pagamento feito a um trabalhador, mas desde os tempos helenísticos também se usava em contextos religiosos.(4־) Havia, por outro lado, um outro verbo que expressava O significado do pensamento: “opsõnion”, que era tirado dos círculos militares, e significava as rações do soldado e, depois, O pagamento pelo ser- viço militar e, finalmente, o salário de um oficial do governo. Porém, como o grego é bastante rico nesse sentido, usava-se também outra palavra com sentido mais lato: “ kerdos” ; “ kerdos” trazia a idéia de “lucro” , “ vantagem” , “ ganho” , etc. Para alguns esse “ galardão” ou “ recompensa” , trata- se de “ coroas” que receberemos da parte do Senhor. Os atletas do passado recebiam após as competições, suas “ coroas de louro” ou “ coroas da vitória” . Como sinal de haverem alcançado o “ prêmio” . Paulo fala disso em 1 Coríntios 9.24 e, depois, faz uma exortação: “ .Correi de tal maneira que o alcanceis” . c. O argumento de Paulo parte do menor para o maior. Se os homens dão tão elevado valor às honrarias e coroas, que por si mesmas se revestem de tão pouca importância e valor, quanto mais devem os cristãos se esforçar e prezar aquelas coroas espirituais que nunca haverão de perecer, dotadas de valor infinito, que transcendem a tudo quanto é terreno e físico! Se um homem é capaz de treinar tão diligentemente, de sofrer tantas privações, de agonizar física e mentalmente para um acontecimento que ocupará um único dia, sabendo que a competição será intensa e que as chances de ele sair vencedor não são grandes, quanto mais (diz Paulo) os cristãos devem dispor-se, deixando de lado todos os pra- zeres e ocupações inúteis, a fim de alcançarem a “incorruptível coroa de glória” . Na posição de corredor, ele corria com um alvo defini- do. Na qualidade de lutador, tinha um oponente. Em outras palavras, ele tinha um alvo, uma vitória a conquistar. Então ele passa agora seu exemplo para seus leitores: “ Se- de meus imitadores, como também eu de CRISTO” .
1) A coroa de glória. “ E, quando aparecer (na sua vinda) O Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória” (1 Pd 5.4).
2) A coroa incorruptível. “ E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível” (1 Co 9.25).
3) A coroa de alegria. “ Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa...” (F1 4.1; 1 Ts 2.19,20).
4) A coroa da justiça: “ Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia (diante do tribunal); e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.8).
5) A coroa da vida. “ Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a co- roa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam” (Tg 1.12; Ap 2.10). Cumpre-se aqui, portanto, o que diz o profeta Isaías acerca de JESUS: “ .o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras foram sarados” (Is 53.5b). Isto, aponta claramente para o Calvário, onde JESUS suportou por nós “ uma coroa de espinhos” (Jo 19.2) para nos dar o direito de sermos participantes de “ uma coroa de glória” . Isso é supremo sacrifício! JESUS, nosso Senhor, morreu com apenas 33 anos de idade! Depois de ter sofrido “ uma eternidade de dores!” Seus inimigos aqui na terra o julgaram digno de “ uma coroa de espinhos” . No Céu, porém, o quadro se inverte. E Ele está presentemente “ coroado de glória!” (Hb 2.9), etc.
(״) Apoc. V. p. v. S. P. S. 1987
(״ ) O NT. Int. v. p. v. R. N. Champlin, Ph. D. 1982
(״) op. cit. Apoc. v. p. v. 1987
(יי) R J. Cu t s , de Fil. 1984
(") Apoc. v. p. v. S. P. S. 1987
(יי) op. cit, p. S. E. Mc Nair. 1956
(") M. P. Conta. As Dout. da Bíbl. 1977
(” ) Teol. Sist. L. P. C. Vol. I. 1986
(״ ) O NT. Int. v. p. v. R. N. Champlin, Ph, D. 1982
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 1998 - Título: Escatologia — O estudo das últimas coisas- Comentarista: Elienai Cabral - Lição 8: O Tribunal de CRISTO - Data: 23/08/98
TEXTO ÁUREO “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, bem ou mal” (2Co 5.10).
VERDADE PRÁTICA
O tribunal de CRISTO será um trono de concessão de prêmios aos vencedores deste mundo tenebroso.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 Coríntios 5.1-10; Apocalipse 19.9; Mateus 25.10. 2 Coríntios 5 1 — Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de DEUS um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus.
2 — E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; 3 — se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus.
4 — Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida.
5 — Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi DEUS, o qual nos deu também o penhor do ESPÍRITO.
6 — Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor
7 — (Porque andamos por fé e não por vista.).
8 — Mas temos confiança e desejamos, antes, deixar este corpo, para habitar com o Senhor.
9 — Pelo que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes.
10 — Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal. Apocalipse 19 9 — E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de DEUS. Mateus 25 10 — E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
PONTO DE CONTATO Cabe ao professor despertar o interesse do aluno para a lição, levando-o ao aprendizado. Não é bom transmitir a lição para uma classe desinteressada e alheia ao estudo. Diante de um assunto tão importante como a escatologia, o professor poderá produzir grande transformação na vida de seus alunos se orar, jejuar, estudar a Bíblia e a lição, preparando-se com técnicas e recursos didáticos, para tornar a aula animada, participativa e com a atenção de todos.
OBJETIVOS - Após esta aula, o aluno deverá estar apto a: Definir o sentido da palavra tribunal na Bíblia. - Descrever o tribunal de CRISTO. - Enumerar os tipos de recompensas dos justos.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Trabalhe a lição conduzindo o aluno à auto-análise, levando em consideração 2 Co 5.10. Para isto, pergunte à classe quais obras, no campo material, moral e espiritual, realizadas com o nosso corpo serão avaliadas por JESUS. Evite generalizações. Peça que sejam específicos e práticos. Exemplo no campo material: atender às pessoas carentes de alimentos. Após citarem algumas obras, questione como serão avaliadas. Como estas poderiam ser aceitas por DEUS, e por que seriam rejeitadas? Usando o exemplo do campo material, pergunte: Serão aceitas por DEUS se realizadas por compaixão? Serão rejeitadas, se feitas com objetivo escuso e egoísta? Mostre a importância da sinceridade na realização das obras. Use como base o versículo supracitado e o item da lição: “O juízo que determinará a qualidade das obras feitas”.
COMENTÁRIO - Introdução Na seqüência dos eventos escatológicos, dois deles subseqüentes ao arrebatamento da Igreja acontecerão no céu: o tribunal de CRISTO e as bodas do Cordeiro. Os eventos na Terra depois do arrebatamento da Igreja acontecem durante a Grande Tribulação. Nesta lição, trataremos especialmente sobre o tribunal de CRISTO, período de julgamento das obras dos santos arrebatados para a presença de CRISTO.
I. O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO? O apóstolo Paulo descreve em 1Co 3.9-15, o cristão como um construtor que usa vários tipos de materiais numa construção. Assim, no sentido espiritual, o valor do seu trabalho vai depender dos materiais que usará para construir sua obra. Paulo adverte: “cada um veja como edifica” (1Co 3.10). A construção do cristão precisa ser feita sobre um fundamento eficaz e correto, e com materiais de qualidade que dêem sustentação à sua vida espiritual. Duas palavras distintas na língua original do Novo Testamento esclarecem bem o sentido da palavra tribunal: criterion, conforme está em Tg 2.6 e 1Co 6.2,4; e bimá, encontrada em 2Co 5.10, (também em Ne 8.4). O termo criterion significa “instrumento ou meio para provar ou julgar qualquer coisa”. Ou seja: “a regra pela qual alguém julga”, ou “o lugar onde se faz um juízo”, o tribunal de um juiz ou de juízes. O termo bimá comumente significa uma “plataforma ou um banco de assento onde o juiz julga”. Havia naqueles tempos tribunais militares e, também, o tribunal (bimá ou assento) da recompensa, especialmente utilizado nos jogos gregos de Atenas. Os atletas vencedores eram julgados perante o juiz da arena e galardoados por suas vitórias.
II. ASPECTOS GERAIS DO TRIBUNAL DE CRISTO 1. O tempo. É lógico que o tribunal não pode acontecer logo após a morte de qualquer cristão. Ele se dará por ocasião de um tempo especial e determinado depois do arrebatamento da Igreja.
2. O lugar. Não há texto específico que declare o local, mas o contexto bíblico indica que, uma vez a Igreja arrebatada até as nuvens, nos céus, a instalação do tribunal de CRISTO, inevitavelmente, terá de ser no céu, nas regiões celestiais.
3. Os julgados. Quem será julgado no tribunal? Quais são os sujeitos desse tribunal? Indubitavelmente, as pessoas julgadas nesse tribunal são os santos remidos por CRISTO. O texto de 2Co 5.1-10 fala daqueles que lutam nesta vida para alcançarem o privilégio de serem revestidos de uma habitação espiritual no céu. Não haverá discriminação nesse lugar. Só entrarão os salvos, os remidos. Não haverá lugar nesse tribunal para julgamento condenatório. 4. O juiz. O apóstolo Paulo declara que o exame das obras dos crentes será realizado perante o Filho de DEUS (2Co 5.10). O próprio JESUS falou que todo o juízo é colocado nas mãos do Filho de DEUS. Faz parte da exaltação de CRISTO depois de Sua conquista no Calvário receber do Pai toda a autoridade e poder para julgar.
III. COMO PROCEDERÁ O TRIBUNAL DE CRISTO
1. A forma do exame. E claro que não se trata de examinar quem será salvo ou não. A salvação do crente implica no ato especial da misericórdia divina mediante a aceitação da obra expiatória de CRISTO e a sua manutenção enquanto ele estiver neste mundo. Todo crente está livre do Juízo se permanecer fiel até o fim (Rm 8.1; Jo 5.24; 1 Jo 4.17). Então, o julgamento não tratará da questão do pecado, de condenação, uma vez que o pecado já foi abolido na vida do crente e, por isso, ele estará no céu.
2. Os materiais da obra de cada crente (1Co 3.12). O apóstolo Paulo mencionou seis diferentes materiais que, figurativamente, representam os elementos que empregamos na construção de nossa vida cristã. Os materiais são indicados como ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Os três primeiros são resistentes ao fogo do julgamento de CRISTO. Os três últimos são frágeis e não resistem ao juízo de fogo.
3. A obra de cada um será provada (1Co 3.13-15). O tribunal de CRISTO avaliará os materiais que temos utilizado na construção do edifício da nossa vida cristã. As obras feitas com madeira, feno e palha serão manifestas naquele dia, e o galardão será consoante à avaliação divina. Os materiais de madeira, feno e palha são inflamáveis e perecíveis, por isso, tudo o que for construído com eles não subsistirá.
4. O juízo que determinará a qualidade das obras feitas (2Co 5.10). As obras praticadas pelo crente serão submetidas ao julgamento naquele dia para se determinar se são boas ou más. A palavra “mal” na língua grega aparece comokakos ou poneros, e ambas significam aquilo que é eticamente mal. Porém, a palavra poneros, além de denotar maldade, tem o sentido de se estar praticando alguma coisa de total inutilidade. Portanto, o que Paulo entendia como obras más era a prática de coisas sem utilidade alguma, feitas com materiais espiritualmente imprestáveis.
IV. EXAME FINAL NO TRIBUNAL DE CRISTO
No texto de 1Co 3.14,15 está declarado que haverá dois resultados finais do exame (a prova do fogo) das obras manifestas: o recebimento e a perda da recompensa.
1. Perda da recompensa. Esse fogo nada tem a ver com o fogo do Geena. O fogo do tribunal de CRISTO é figura da luz que revela as impurezas, ou seja, a purificação. Portanto, as obras feitas por impulso carnal e para a ostentação da carne não suportarão o calor do fogo de DEUS, por mais bonitas que sejam, serão desaprovadas.
2. Obtenção da recompensa. As obras praticadas com materiais indestrutíveis na prova do fogo serão dignas da recompensa final. O Novo Testamento apresenta várias recompensas, mas destaca algumas relativas às atividades especiais. O próprio Senhor JESUS, Juiz desse tribunal, é quem fará a entrega dos prêmios, galardões, recompensas (2Co 9.6). Ele declara a João, na ilha de Patmos, dizendo: “O meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22.12). O apóstolo Paulo declara, também, que todo crente receberá o seu louvor (elogio) da parte de DEUS (1Co 4.5).
3. Tipos de recompensas. O Novo Testamento usa uma linguagem especial dos tempos do primeiro século da era cristã relativa ao tipo de galardão que os vencedores das olimpíadas gregas e romanas recebiam como prêmio. Havia coroas de vários materiais representando o tipo de vitória conquistada por aqueles vencedores (1Co 9.24,25).
a) A coroa da vitória (1Co 9.25). A vida cristã se constitui numa batalha espiritual contra três inimigos terríveis: a carne, o mundo e o Diabo. Esta coroa é denominada, também, como coroa incorruptível, porque se refere à conquista do domínio do crente sobre o velho homem.
b) A coroa de gozo (1Ts 2.19; Fp 4.1). A palavra gozo significa prazer, alegria, satisfação. Uma das atividades cristãs que mais satisfazem o coração do crente é o ganhar almas. Isto é, praticar o evangelismo pessoal e ganhar pessoas para o reino de DEUS. Na busca do gozo nesta vida, nada é comparável ao de salvar almas para CRISTO, livrando-as da perdição eterna. Por isso, quem ganha almas, sábio é (Pv 11.30; Dn 12.3).
c) A coroa da justiça (2Tm 4.7,8). É o prêmio dos fiéis, dos batalhadores da fé, dos combatentes do Senhor, os quais vencendo tudo, esperam a Sua vinda.
d) A coroa da vida (Ap 2.10; Tg 1.12). Não se trata da simples vida que temos aqui. Essa coroa é um prêmio especial porque implica conquista de um tipo de vida superior à vida terrena, ou à simples vida espiritual, como a tem os anjos. É a modalidade de vida conquistada mediante a obra expiatória de
CRISTO JESUS — a vida eterna. E o galardão da fidelidade do crente. e) A coroa de glória (1 Pe 5.2-4). Certos eruditos na Bíblia entendem que esta coroa é o galardão dos ministros fiéis que promoveram o reino de DEUS na Terra, sem esperar recompensa material.
CONCLUSÃO
A lição maior que aprendemos acerca do tribunal de CRISTO consiste em atentarmos diligentemente para a nossa responsabilidade individual como cristãos no que se refere às ações tanto as de caráter social quanto as espirituais praticadas em benefício do reino de DEUS.
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES
Subsídio Teológico Existem, pelo menos, seis outros julgamentos escatológicos na Bíblia além do tribunal de CRISTO: o julgamento dos pecados no Calvário (Jo 12.31,32); o julgamento pessoal do crente quanto à sua participação no corpo de CRISTO (1Co 11.31,32); o julgamento de Israel (Ez 20.33-44); o julgamento das nações no período da Grande Tribulação (Mt 25.33-46); o julgamento dos anjos caídos (2 Pe 2.4; Jd vv.6,7); e o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). A maioria desses julgamentos já aconteceu e, alguns outros estão preditos para acontecer no futuro. São julgamentos que envolvem justiça e juízo. O tribunal de CRISTO e o tribunal do Grande Trono Branco são os dois principais tribunais de prestação de contas diante dos quais cada pessoa neste mundo deverá comparecer. Sendo que o tribunal de CRISTO será exclusivamente para os salvos. JESUS falou em Mt 12.36 que “toda palavra ociosa (ou frívola) que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo”. O apóstolo Paulo declarou que todos vão colher o que semearam (Gl 6.7), e, numa palavra especial aos cristãos, Paulo escreveu que os que servirem bem ao Senhor receberão a recompensa da sua herança (Cl 3.24,25).
Subsídio Doutrinário
Quando a Bíblia diz que “todos devemos comparecer ante o tribunal de CRISTO”, está, de fato, declarando que o ato de comparecer significa ser colocado à luz da justiça de CRISTO. A idéia sugerida é a de phanerosis (no grego), que quer dizer “manifestação”. O propósito do tribunal é o de manifestar as obras praticadas pelo cristão e colocá-las à prova do fogo para que se identifique os materiais mediante os quais praticamos nossas obras. O caráter do julgamento é individual. Não se trata de um julgamento em massa, em classes, mas um por um (1Co 3.13). A doutrina do Purgatório ensina que as pessoas, depois da morte, vão para o Purgatório para purgarem seus pecados e obras nesta vida. Essa purgação aconteceria através do fogo. Entretanto, esta é uma doutrina espúria e falsa. A figura do fogo no tribunal de CRISTO nada tem a ver com purgatório, e o seu papel é o de expor as impurezas, e não o de possibilitar a salvação de ninguém. Não há qualquer relação do tribunal de CRISTO com o Purgatório. Subsídio Devocional Muitos cristãos que vivem uma vida cristã descuidada, além de correrem o risco de perderem a salvação, caso sejam salvos, não receberão recompensa no tribunal de CRISTO. A perda de recompensa naquele dia por muitos dos salvos não significa castigo. Uma reflexão constante disso hoje, faz-nos primar pela qualidade do trabalho cristão que fazemos para DEUS. Em 1Co 9.27, Paulo se preocupa e teme em depender da força da carne em vez de depender da força do ESPÍRITO, por isso, diz: “Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. Ao usar a palavra “reprovado” (adokimos), Paulo não está temendo perder a sua salvação, mas está preocupado se o seu trabalho no dia das contas não for aprovado. Neste contexto, a Bíblia diz o seguinte: “Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia, como pelo fogo” (1Co 3.15). Paulo tinha a convicção de que a “coroa da justiça” lhe estava garantida, porque se não tivesse feito qualquer outra obra que merecesse um galardão maior, ela lhe seria conferida por sua retidão no ministério outorgado pelo Senhor. Pensar dessa forma não significa que havia no coração do apóstolo qualquer resquício de presunção.
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 1998 - Título: Escatologia — O estudo das últimas coisas- Comentarista: Elienai Cabral - Lição 8: O Tribunal de CRISTO - Data: 23/08/98
SUGESTÃO DE LEITURA Daniel e o Apocalipse, Dicionário de Referências Bíblicas e Respostas às Perguntas que os Católicos Costumam Fazer
SUGESTÃO DE LEITURA (CPAD) Apocalipse Versículo por Versículo, Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica e Dicionário de Profecia Bíblica.
O JULGAMENTO DO CRENTE - BEP - CPAD - (tribunal de Cristo) 2Co 5.10 “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.”
A Bíblia ensina que os crentes terão, um dia, de prestar contas “ante o tribunal de Cristo”, de todos os seus atos praticados por meio do corpo, sejam bons ou maus. No tocante a esse julgamento do crente, segue-se o estudo de alguns de seus pontos.
(1) Todos os crentes serão julgados; não haverá exceção (Rm 14.10,12; 1Co 3.12-15; 2Co 5.10; ver Ec 12.14 nota).
(2) Esse julgamento ocorrerá quando Cristo vier buscar a sua igreja (ver Jo 14.3 nota; cf. 1Ts 4.14-17).
(3) O juiz desse julgamento é Cristo (Jo 5.22, cf. “todo o juízo”; 2Tm 4.8, cf. “Juiz”).
(4) A Bíblia fala do julgamento do crente como algo sério e solene, mormente porque inclui para este a possibilidade de dano ou perda (1Co 3.15; cf. 2 Jo 8); de ficar envergonhado diante dEle “na sua vinda” (1Jo 2.28), e de queimar-se o trabalho de toda sua vida 1Co 3.13-15). Esse julgamento, não é para sua salvação, ou condenação. É um julgamento de obras.
(5) Tudo será conhecido. A palavra “comparecer” (gr. phaneroo, 5.10) significa “tornar conhecido aberta ou publicamente”. Deus examinará e revelará abertamente, na sua exata realidade, (a) nossos atos secretos (Mc 4.22; Rm 2.16), (b) nosso caráter (Rm 2.5-11), (c) nossas palavras (Mt 12.36,37), (d) nossas boas obras (Ef 6.8), (e) nossas atitudes (Mt 5.22), (f) nossos motivos (1Co 4.5), (g) nossa falta de amor (Cl 3.23—4.1) e (h) nosso trabalho e ministério (1Co 3.13).
(6) Em suma, o crente terá que prestar contas da sua fidelidade ou infidelidade a Deus (Mt 25.21-23; 1Co 4.2-5) e das suas práticas e ações, tendo em vista a graça, a oportunidade e o conhecimento que recebeu (Lc 12.48; Jo 5.24; Rm 8.1).
(7) As más ações do crente, quando ele se arrepende, são perdoadas no que diz respeito ao castigo eterno (Rm 8.1), mas são levadas em conta quanto à sua recompensa: “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer” (Cl 3.25; cf. Ec 12.14; 1Co 3.15; 2Co 5.10). As boas ações e o amor do crente são lembrados por Deus e por Ele recompensados (Hb 6.10): “cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer” (Ef 6.8). (8) Os resultados específicos do julgamento do crente serão vários, como obtenção ou a perda de alegria (1Jo 2.28), aprovação divina (Mt 25.21), tarefas e autoridade (Mt 25.14-30), posição (Mt 5.19; 19.30), recompensa (1Co 3.12-14; Fp 3.14; 2Tm 4.8) e honra (Rm 2.10; cf. 1Pe 1.7). (9) A perspectiva de um iminente julgamento do crente deve aperfeiçoar neste o temor do Senhor (5.11; Fp 2.12; 1Pe 1.17), e levá-lo a ser sóbrio, a vigiar e a orar (1Pe 4.5, 7), a viver em santa conduta e piedade (2Pe 3.11) e a demonstrar misericórdia e bondade a todos (Mt 5.7; cf. 2Tm 1.16-18).
Referências Bibliográficas (outras estão acima)
Bíblia de estudo - Aplicação Pessoal. Bíblia de Estudo Almeida. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2006. Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Texto bíblico Almeida Revista e Corrigida. Bíblia de Estudo Pentecostal. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Revista e Corrigida, Edição de 1995, Flórida- EUA: CPAD, 1999. BÍBLIA ILUMINA EM CD - BÍBLIA de Estudo NVI EM CD - BÍBLIA Thompson EM CD. Mateus - Série Cultura Bíblica - R.V.G Tasker CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - Bíblia de Estudos Pentecostal. VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm www.ebdweb.com.br - www.escoladominical.net - www.gospelbook.net - www.portalebd.org.br/ http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/alianca.htm Dicionário Vine antigo e novo testamentos - CPAD Dicionário Bíblico Wycliffe - Charles F. Pfeiffer, Howard F. Vos, John Rea - CPAD Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 1998 - Título: Escatologia — O estudo das últimas coisas- Comentarista: Elienai Cabral - Lição 8: O Tribunal de CRISTO - Data: 23/08/98 Escatologia - Doutrina das Últimas Coisas - Severino Pedro da Silva

Fonte: http://www.portalebd.org.br/attachments/article/879/1T2016_L6_luiz%20atualiz.pdf

Jovens 2º Trimestre de 2016


Esta é a capa da nova Revista Lições Bíblicas Jovens

para o 2º Trimestre de 2016.
EU E MINHA CASA
Orientações da Palavra de Deus para a Família do Século XXI
Comentarista: Reynaldo Odilo

SUMÁRIO
Lição 1 - A Instituição da família
Lição 2 - O primeiro problema enfrentado em família
Lição 3 - As diferentes mudanças sociais da família
Lição 4 - Preparando-se para construir uma família
Lição 5 - Deixando pai e mãe
Lição 6 - O papel do marido na família
Lição 7 - O papel da esposa na família
Lição 8 - A comunicação na família
Lição 9 - Conflitos familiares
Lição 10 - Quando a divisão se instala na família
Lição 11 - A família segundo o coração de Deus
Lição 12 - A família de Jesus
Lição 13 - A Família no Século XXI

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

LIÇÃO 6 - O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES

2º Trimestre de 2016

Esta é a capa da nova Revista Lições Bíblicas Adulto 
para o 2º Trimestre de 2016.
Maravilhosa Graça
O Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos
Comentário: Pr. José Gonçalves

Sumário
Lição 1 - A Epístola aos Romanos
Lição 2 - A Necessidade Universal da Salvação em Cristo
Lição 3 - Justifi cação, somente pela fé em Jesus Cristo 
Lição 4 - Os Benefícios da Justificação 
Lição 5 - A Maravilhosa Graça 
Lição 6 - A Lei, a Carne e o Espírito 
Lição 7 - A Vida Segundo o Espírito 
Lição 8 - Israel no Plano da Redenção 
Lição 9 - A Nova Vida em Cristo
Lição 10 - Deveres Civis, Morais e Espirituais 
Lição 11 - A Tolerância Cristã
Lição 12 - Cosmovisão Missionária 
Lição 13 - O cultivo das relações interpessoais


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Marcio Mainardes, Subsídios: LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES


1º Trimestre de 2016 – CPAD
O FINAL DE TODAS AS COISAS – esperança e glória para os salvos
Comentários: Marcio Mainardes
LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES

TEXTO ÁUREO: Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que [tiver feito] por meio do corpo, ou bem, ou mal.  II CO 5.10

´  VERDADE PRÁTICA: Todos os crentes deverão comparecer diante do tribunal de Cristo para que cada um receba sua recompensa.
´  Texto Bíblico: I Co 3.11-15

O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO?

´  O Tribunal de Cristo é um local de recompensa, onde os santos que viveram e ressuscitaram na ocasião do arrebatamento da Igreja, depois de serem recebidos na glória de Deus, terão suas obras transformadas em compensação, em forma de galardões, moedas da eternidade.      (Biblia Revelada Ômega)

O QUE NÃO É O TRIBUNAL DE CRISTO?

Não é o Juízo Final, conhecido como “Trono Branco,” que acontecerá no final do Milênio. (Ap 20.11-15)
Não é o julgamento dos ímpios, pois será no Juízo Final.
Não é julgamento para salvação, pois todos ali, já são salvos.
Entre o Tribunal de Cristo e o Trono Branco haverá um período de 1007 anos
´  O Tribunal de Cristo acontecerá logo após o arrebatamento da Igreja.
´  Na terra se cumprirá a última semana (7 anos) profética de Daniel (ver vídeo da aula 4)
´  Ao final dos 7 anos, Cristo volta à terra para estabelecer o Reino Milenar
´  Somente depois do Milênio acontecerá o Juízo Final (Trono Branco), somente ímpios estarão lá.
DEFINIÇÃO DA PALAVRA TRIBUNAL  (βημα = BEMA)
´  Bema, era o assento do Juiz das competições esportivas
´  Era uma plataforma elevada onde os atletas vitoriosos se colocavam para receber suas coroas(nas Olimpíadas)
´  Em caráter forense, era o local onde um magistrado se sentava para julgar um réu
´  Bema é a palavra usada também para referir-se ao julgamento de Jesus diante de Pilatos (Mt 27.19 – Jo19.13)

QUAL A FINALIDADE DO TRIBUNAL DE CRISTO?

Coroar aqueles que suas obras passaram pelo teste do fogo, I Co 3.13
Estabelecer a hierarquia de serviço no Reino de Deus, Ap 22.3-5 
“E [ali] nunca mais haverá maldição contra [alguém]; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. 4 E verão o seu rosto, e nas suas testas [estará] o seu nome.  5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.”

A SALVAÇÃO É PELA GRAÇA, MAS O REINO E POR OBRAS

´  Vemos isto de maneira clara nos ensinos Jesus, a vida eterna ou seja, a salvação só pode ser conquistada por sua graça, mediante a fé; mas tanto a entrada no Reino Milenar quanto a hierarquia no Reino Eterno, estão ligadas as obras. (Mt 25)

O Tribunal de Cristo e a Festa do Oscar

´  Ninguém que está na festa , foi ali para ser zombado ou insultado!
´  São todos personalidades privilegiadas, participando desta festa!
´  Muitos são homenageados, recebem um Oscar, um buquê de flores, etc.
´  Mas nem todos recebem o prêmio máximo que é a estatueta do Oscar!!!
´  Haverá portanto alguns frustrados e outros honrados!
´  Mas todos estão felizes por estarem ali, mesmo que os níveis de satisfação e alegria não sejam iguais para todos!

No Tribunal de Cristo Receberemos as Coroas!

´  A Coroa da Vida :
´  “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam!” Tg 1.12
´  Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará [alguns] de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Ap 2.10
´  A Coroa Incorruptível:
´    Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles [o fazem] para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, [uma] incorruptível. I Co 9.24,25
´  Incorruptível do grego αφθαρτος aphthartos:  não sujeito à corrupção ou decadência, imperecível, imortal
´  A Coroa da Justiça:
´  Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. II Tm 4.8
´  Prêmio pelas obras de beneficência e socorros pelas injustiças sofridas no mundo
´  Coroa de Alegria:
´  Pois  quem  é a nossa  esperança,  ou  alegria,  ou  coroa  em que exultamos,  na presença  de nosso  Senhor  Jesus  em  sua vinda? I Ts 2.19 AA
´  Prêmio pelo serviço de consolação!
´  Coroa de Glória:
´  Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado [dele], não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;  Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pe 5.2-4
´  Prêmio pelo serviço prestado a Deus

Conclusão

´  Qual será a nossa situação neste Tribunal? O que receberemos?
´  O que estamos  edificando sobre o fundamento?
´  Ouro, prata e pedras preciosas? Ou madeira, feno e Palha?
´  As vezes nos tornamos tão frios em relação as nossas responsabilidades como embaixadores do Reino, que esquecemos que nossas obras serão provadas no fogo!!!

FONTES:

Revista chamada da meia noite
Bíblia de Estudo MacArthur, SBB
Bíblia de Estudo Profética, Hagnos

Bíblia Revelada Omega, Di Nelson

fonte: https://www.youtube.com/watch?v=5sWYBDBEMfI

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES


AUXÍLIO AO ALUNO
1º Trimestre de 2016 – CPAD
O FINAL DE TODAS AS COISAS – esperança e glória para os salvos
Comentários da revista da CPAD: Elinaldo Renovato de Lima
LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES
O Tribunal de Cristo é o primeiro dos eventos entre Cristo e a Igreja após o arrebatamento.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo dos eventos escatológicos, estudaremos o Tribunal de Cristo. - O Tribunal de Cristo é o primeiro dos eventos que ocorrerão entre Cristo e a Sua Igreja, durante os sete anos em que a Igreja estará com o seu Senhor enquanto na Terra ocorre a Grande Tribulação.

I– O JULGAMENTO PREVISTO PARA OS HOMENS

- O homem é livre e, portanto, responsável pelas suas escolhas. Isto é consequência da sua natureza humana. Deus o fez assim e, portanto, cada ser humano, independentemente de obedecer a Deus ou não, tem de responder pelos seus atos. A prova disto é que a responsabilidade do homem lhe foi anunciada antes mesmo que tivesse pecado. Ao colocar o homem no jardim que havia formado no Éden, Deus disse ao homem que ele poderia comer de todas as árvores do jardim, com exceção da árvore do conhecimento do bem e do mal, tendo, então, estabelecido a responsabilidade: “…no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:17b). Quando julgou o primeiro casal, Deus invocou esta responsabilidade (cfr. Gn.3:11) e, em virtude disto, sentenciou-os à expulsão do Éden e à separação entre Deus e o homem.

- A partir de então, Deus estabeleceu o primeiro julgamento a que deve se submeter cada homem: o juízo após a morte física. Em virtude do pecado, Deus ordenou que os homens morressem fisicamente, o que não lhes havia sido determinado ao princípio: “…até que se tornes à terra, porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gn.3:19 “in fine”). A morte física é o primeiro julgamento que é feito ao homem em virtude dos atos que praticou durante a sua existência terrena. É o que vemos em Hb.9:27: “ e, como aos homens, está ordenado morrerem uma vez, vinde depois disso o juízo.”

- A morte física é o primeiro instante do processo de julgamento de cada ser humano. Cada homem (ou seja, ser humano, homem ou mulher) foi constituído como mordomo da criação na Terra, ou seja, foi constituído por Deus para dominar sobre a Terra e sobre tudo o que nela existe, tendo de prestar contas ao Senhor após o término de seu trabalho, assim como se ilustra na parábola dos talentos ou das minas. Com a morte física, temos o que, na atualidade, denominaríamos de “juízo preliminar” ou “juízo provisório”. Neste julgamento, é decidido onde o indivíduo aguardará o julgamento definitivo, que se dará em momentos diferentes, conforme as opções feitas pelo homem durante sua vida. Dois são os locais onde os homens, atualmente, aguardam o julgamento: o Paraíso e o Hades. É oportuno observar que, enquanto os homens já mortos não são submetidos a julgamento, mantêm-se plenamente conscientes, como nos ensina Jesus na história do rico e Lázaro (Lc.16:19-31).
- O primeiro julgamento definitivo que ocorrerá será o julgamento da Igreja, daqueles que creram em Jesus e Lhe foram fiéis até o fim, pois, como nos diz o apóstolo Pedro, o julgamento começa pela casa de Deus (I Pe.4:17). Este julgamento faz-se necessário porque a Igreja, embora tenha alcançado a salvação pela fé em Jesus, é formada de seres humanos e todos os homens devem responder pelo que fizeram em sua existência, independentemente da sua condição espiritual, pois isto decorre da própria natureza humana e Deus não faz acepção de pessoas (Dt.10:17; Cl.3:25).
- O julgamento da Igreja é o chamado “tribunal de Cristo”, que ocorrerá logo após o arrebatamento da Igreja, antes das bodas do Cordeiro. Neste tribunal, os crentes serão julgados pelas obras que tiverem feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (Rm.14:10; II Co.5:10). Este julgamento não envolve salvação ou perdição, pois todos os crentes que forem arrebatados estarão salvos, mas serão julgadas as obras com vistas à entrega de recompensas, do “galardão”. Nesta oportunidade, muitos serão surpreendidos, pois Deus conhece o coração do homem (I Sm.16:7) e sabe a qualidade de tudo o que está sendo feito em Sua obra, não atentando para a aparência, como sói ocorrer conosco. Diante disto, muitos que, aparentemente, terão feito muito pela obra do Senhor, nada receberão, porquanto suas obras serão consideradas como palha, como madeira, sem condição de resistir ao crivo divino e outros, que, aparentemente, nada teriam feito pelo Senhor, receberão galardões, pois trabalharam em silêncio, sem alarde, mas com dedicação e real devoção. Os critérios do julgamento e o seu tratamento são descritos em I Co.3:12-15.

II – A FÉ E AS OBRAS NA VIDA CRISTÃ

- Para bem compreendermos a dinâmica do Tribunal de Cristo bem assim a sua própria existência, não basta, porém, sabermos que todo homem deve se apresentar diante de Deus para prestar contas de seus atos durante a sua peregrinação terrena.
- Além desta verdade, que se estende a todos os homens, é imperioso lembrarmos que o salvo na pessoa de Cristo Jesus foi justificado pela fé (Rm.5:1) e esta fé necessariamente produz boas obras (Ef.2:8-10; Tg.2:18).

- Tiago, o irmão do Senhor, revela-nos que todos os salvos tinham a fé de nosso Senhor Jesus Cristo. Vemos aqui que não há qualquer contradição entre Tiago e Paulo. O irmão do Senhor parte do pressuposto de que, para ser filho de Deus, é preciso ter “a fé de Nosso Senhor Jesus Cristo”, exatamente como o apóstolo dos gentios afirma em várias passagens, notadamente na sua carta aos romanos.
- Paulo, ao se dirigir aos crentes de Roma, inicia dizendo que dava graças a Deus porque, em todo o mundo, era anunciada a fé deles (Rm.1:8), o que, aliás, também menciona com relação aos crentes de Tessalônica, para quem escreveu a sua primeira carta (I Ts.1:8).

- Trata-se, portanto, de uma nota característica de todo salvo em Cristo Jesus a demonstração da sua fé, fé esta que não é propriamente nossa, mas que provém de Cristo, daí porque ser chamada de “fé de Nosso Senhor Jesus Cristo” por Tiago. Esta fé não provém de nós mesmos, mas é um dom de Deus (Ef.2:8), algo que nos advém pelo ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10:17).
- Bem se vê, portanto, que está fé de que está a falar Tiago não é o “pensamento positivo”, a “determinação” que os falsos pregadores da teologia da confissão positiva vêm alardeando por aí, pois não resulta da nossa vontade, não é fruto de nossos desejos e caprichos, mas, sim, algo que provém de Deus, algo que provém da Sua Palavra que, em nós, produz vida. - Esta fé, embora provenha de Deus, não é exercida no homem de forma automática, como se nós fôssemos meros robôs, meros receptáculos inertes. O Senhor trata o homem com dignidade, deu-lhe o livre-arbítrio e, deste modo, embora recebamos a fé, que não nasce de nós mesmos, deve ela ser exercida e desenvolvida por nós, através de nossa comunhão com o Senhor, de nossa submissão a Ele.
- Por isso, Tiago, ao se referir a ela, diz que ela é a “fé de Nosso Senhor Jesus Cristo”, enfatizando, aqui, mais uma vez, uma das facetas do cristão, a saber: a de servo de Jesus Cristo. Se o Senhor não Se envergonha de nos chamar irmãos, nós também não devemos nos envergonhar de sermos chamados Seus servos e não só sermos assim chamados, mas vivermos como tal.
- Não basta termos recebido a fé pelo ouvir pela Palavra de Deus, faz-se necessário que nos disponhamos a obedecer a Cristo, tê-lo como nosso Senhor, o que significa renunciar a nós mesmos e aceitarmos o Seu jugo, que é suave e o Seu fardo, que é leve (Mt.11:30). Não é possível seguirmos a Cristo se não o tivermos como Senhor, se não nos rendermos totalmente a Ele e à Sua vontade (Mt.16:24; Mc.8:34; Lc.9:23). Temos esta consciência?
- Este nosso Senhor não é qualquer um, mas o Senhor da glória, ou seja, Aquele que, tendo vindo da glória do Pai (Jo.3:13; Fp.2:6), para lá voltou depois de ter vencido o mundo (Jo.16:33). Por isso, a fé que vem d’Ele é capaz de também nos dar a vitória sobre o mundo (I Jo.5:4).
- Somente teremos uma fé genuína e autêntica se nos fizermos servos de Cristo, se Ele for o Nosso Senhor, o Senhor da glória. Não é por outro motivo, aliás, que Paulo diz que não mais vivia, mas Cristo nele vivia e a vida que agora tinha era “a vida na fé do Filho de Deus” (Gl.2:20).
- Não há como sermos efetivamente salvos se não passarmos a viver “na fé do Filho de Deus”, ou seja, se não nos dispusermos a sermos obedientes a Cristo e a fazer-Lhe a vontade, renunciando a nós mesmos, não tendo mais qualquer vontade própria, mas, considerando que Cristo nos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, também nos entregarmos a nós mesmos a Ele. Que bênção será sempre procedermos deste modo, pois, assim fazendo, sempre estaremos demonstrando nossa fé, e, por conseguinte, agradando a Deus (Hb.11:6).
- Quem tem fé em Cristo, quem recebe esta fé do próprio Senhor Jesus, vive neste mundo não só como servo d’Ele, mas também, como irmão dos demais salvos, exatamente como fazia Tiago que, por viver deste modo, podia ensinar os demais cristãos a procederem de igual maneira.
- Assim, devemos ter a consciência de que esta fé que nos vem d’Ele é uma fé que nos garante a vitória, vitória esta, entretanto, que não é algo que venha até nós sem que passemos por tribulações, lutas e tentações, já que por tudo isto passou o nosso Senhor quando aqui esteve para nos salvar. Não há vitória sem luta e esta luta diária, cotidiana é uma constante na vida do salvo.
- O ensino bíblico é de que a fé em Cristo Jesus gera, por primeiro, uma transformação interior, a pessoa entra na graça de Cristo, passa a ter uma nova vida, passa a ter comunhão com o Senhor e esta comunhão faz com que o salvo na pessoa de Nosso Senhor seja uma pessoa que, doravante, pratica boas obras, faz o bem, pois é um imitador do seu Senhor, que, no mundo, andou fazendo bem, curando a todos os oprimidos do diabo (At.10:38).
- A fé é provada, portanto, com a prática de boas obras. Sem que haja estas obras, não é possível que se possa dizer que alguém tenha fé. Pode dizer que tem fé, pode pronunciar com seus lábios não só que tem fé, mas até recitar um “credo religioso”, mas isto nada vale, isto para nada aproveita, isto não demonstra que se tenha fé. A fé somente é comprovada mediante uma conduta, um comportamento que revele a presença desta nova criatura em Cristo Jesus.
- A justificação do homem pela fé, ou seja, o ato pelo qual o homem passou a não ser mais considerado culpado por Deus por causa do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, é um ato imperceptível aos olhos humanos, algo que não podemos ver com nossos próprios olhos.
- No entanto, quando uma pessoa é justificada pela fé e passa a ter paz com Deus (Rm.5:1), ela recebe o amor de Deus em seus corações (Rm.5:5) e este amor de Deus pode ser provado mediante atitudes concretas, que revelam esta nova natureza advinda da salvação.
- Assim como Deus prova o Seu amor para conosco porque Cristo morreu por nós quando nós ainda éramos pecadores (Rm.5:8), ou seja, através de um ato concreto, de entrega total em favor do homem, em favor do próximo, o cristão, ou seja, aquele que é “parecido com Cristo”, que é um “pequeno Cristo”, também provará ter o amor de Deus se agir de igual modo, estando pronto a amar o próximo como a si mesmo, a entregar-se em prol do outro. OBS: “…a prática das obras é em todos os lugares necessária: sem ela o nome de cristãos não nos poderá ser útil. E não fiquem surpresos, pois, digam-me, que ganha o soldado que está em um exército, se ele não se mostra digno do serviço militar, no combate em favor do rei que o alimenta?…” (JOÃO CRISÓSTOMO. Nona homilia: da penitência – daqueles que faltam nas assembleias –da mesa santa – do julgamento. Cit. Tg.2:14-17. n, 18900. Disponível em: http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/pt/index.htm Acesso em 18 jun, 2014) (tradução nossa de texto em francês).
- Uma fé sem obras, diz Tiago, é morta em si mesma, ou seja, é uma fé que não existe, que é uma mera invencionice mental, uma ilusão. Pode até ter nascido em algum momento, como nos dá conta o Senhor Jesus na parábola do semeador, mas que deixou de existir, porquanto não é provada pela prática de boas obras.
- Fé sem obras é uma ilusão, algo que não existe nem pode existir. Tiago é bem claro ao dizer que não faz sentido alguém dizer que tem fé, não tendo obras ou alguém dizer que tem obras, não tendo fé (Tg.2:18).
- Ora, o salvo na pessoa de Cristo Jesus, portanto, tem entrada à graça de Deus pela fé (Rm.5:2) e esta fé somente é demonstrada por obras e, mais ainda, são estas obras que acompanharão o salvo quando este passar para a eternidade (Ap.14:13).
- Intuitivo, portanto, que, após ter guardado a fé até o dia da glorificação (Cf. II Tm.4:8), o salvo se apresente diante do Senhor com as suas obras e isto fará com que o julgamento que se dará tenha por base estas mesmas obras.
 - O julgamento da Igreja, portanto, tem a ver com a produção efetuada pela fé que cada salvo teve. A fé é algo que tem de ser desenvolvido como um grão de mostarda (Mt.17:20), que, embora seja a mais diminuta das sementes, dá origem à maior das hortaliças (Mc.4:31,32). Este desenvolvimento depende de nós, que devemos regar a fé que foi plantada pelo Senhor em nossos corações (I Co.3:6). É esta dedicação que será objeto do julgamento no Tribunal de Cristo.

III – O CONTEXTO DO TRIBUNAL DE CRISTO NAS ESCRITURAS

- Para bem analisarmos o que é o Tribunal de Cristo é necessário vermos o contexto em que esta expressão aparece na Bíblia Sagrada, o que ocorre em duas oportunidades nas Escrituras, a saber, Rm.14:10 e II Co.5:10.
 - Em Rm.14, Paulo está discorrendo a respeito do comportamento que devemos ter com os que estão “enfermos na fé”, dando-nos o ensino de que ninguém vive para si ou morre para si, mas, sim, vivemos para o Senhor (Rm.14:7,8).
- Paulo está, portanto, dando uma dimensão social para o exercício da salvação que recebemos de Cristo Jesus. Jesus não salvou o homem para que este vivesse isolado, pois o homem foi criado um ser social por Deus (Gn.2:18). Por isso mesmo, quando somos salvos, passamos a fazer parte de um corpo, que é a Igreja, de quem somos membros em particular (I Co.12:27).
- O mandamento de Cristo para Seus discípulos bem reflete esta dimensão comunitária de nossa vida cristã, ao dizer que devemos amar uns aos outros como Ele nos amou (Jo.15:12). Destarte, quando formos glorificados, devemos prestar contas ao Senhor da observância que fizemos deste mandamento.
- Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus (Rm.14:12). Cada um de nós deverá dizer como cumpriu o mandamento dado pelo Senhor Jesus, se, efetivamente, agimos como servos de Cristo, seguindo-Lhe o exemplo da humildade e mansidão de coração (Mt.11:29), não servindo de tropeço ou escândalo ao irmão (Rm.14:13), ou se, embora não tenhamos perdido a salvação, produzimos obras que não têm qualquer valor qualitativo.
 - Quando houver o arrebatamento da Igreja, seremos semelhantes a Cristo glorificado (I Jo.3:2) e passaremos a ter uma comunhão perfeita com o Senhor (Jo.17:21), numa intimidade indescritível, que, apesar de não anular a individualidade de cada um (Ap.2:17), exige total transparência entre Cristo e a Igreja. Assim como, antes do pecado, homem e mulher não se envergonhavam e eram plenamente transparentes um com o outro (Gn.2:25), de igual modo Cristo e a Igreja terão um relacionamento de completa transparência a partir de então.
- Esta transparência exige que sejam desnudadas todas as obras praticadas pelos salvos durante a sua peregrinação terrena. Até o arrebatamento, somente saberemos da aparência externa de todos os atos praticados pelos salvos, mas, para que haja a perfeita comunhão, a Igreja, que, pela vez primeira estará reunida quando do arrebatamento, precisará saber as intenções dos corações, as motivações, o lado interno de cada ação praticada durante a peregrinação de seus membros em particular.
- No Tribunal de Cristo, revelar-se-ão tais intenções, motivações, este lado interno, algo que somente é conhecido por Deus (At.15:8), mas que deverá ser manifesto a todos precisamente para que se possa ter uma perfeita comunhão.
- A segunda passagem que nos fala do Tribunal de Cristo é II Co.5:10, quando o apóstolo Paulo está discorrendo a respeito da renovação diária do homem interior e a necessidade que temos de não desfalecer, procurando sempre a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos (II Co.4:10).
- O Tribunal de Cristo, portanto, tem a ver com a manifestação que damos do amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm.5:5) aos que estão à nossa volta, o que, mais uma vez, está a nos falar das obras que produzimos, pois é por meio destas boas obras que os homens glorificarão ao nosso Pai que está nos céus (Mt.5:16).
- Na vida cristã, diz o apóstolo dos gentios, devemos atentar nas coisas que não se veem e não nas que se veem (II Co.4:18), ou seja, devemos dar prioridade às coisas de cima, nelas pensar, tendo a nossa vida escondida com Cristo em Deus (Cl.3:1-3). Temos de andar por fé e não por vista (II Co.5:7) e entender que o nosso corpo deve ser utilizado para que mostremos que, diante de Deus, estamos vestidos e, não, achados nus, como o primeiro casal, logo após ter pecado (Gn.3:7-10).
- Observamos, pois, que, em ambas as vezes em que a Bíblia se utiliza da expressão “Tribunal de Cristo”, está a falar de um julgamento a envolver tão somente os salvos, como também se fala de um julgamento de obras. Trata-se, pois, de uma prestação de contas que os salvos farão ao Senhor pela maneira que viveram neste mundo, algo que não envolve a salvação, mas que está relacionado ao próprio desenvolvimento da fé, à santificação.

IV – A DINÂMICA DO TRIBUNAL DE CRISTO

- Reunida a Igreja, será iniciado o Tribunal de Cristo, pois todos os homens devem ser submetidos a julgamento, pois assim está ordenado (Hb.9:27).
- Naturalmente, que os salvos arrebatados, se foram arrebatados, não têm pecado, estão em comunhão com o Senhor e, portanto, não podem sofrer condenação, pois, “ nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas, segundo o Espírito” (Rm.8:1).
- No entanto, o fato de não haver possibilidade de serem condenados não significa que deixaram de ser homens e, por isso, estão sujeitos ao julgamento do Senhor, que foi constituído juiz dos vivos e dos mortos (At.10:42), pois Deus não faz acepção de pessoas (At.10:34) e retribui a cada um segundo as suas obras (Sl.28:4).
- O próprio Senhor deixa claro que o fato de alguém ter vindo para a luz não o exime da manifestação de suas obras (Jo.3:21).
O próprio Senhor, ao falar sobre o significado da vida cristã, afirmou que o Filho viria na glória de Seu Pai, com os Seus anjos e, então, daria a cada um segundo as suas obras (Mt.16:27), ou seja, a primeira providência que é mencionada no encontro com os salvos, que é a quem Jesus está Se dirigindo nesta passagem, é o julgamento, não a ceia das bodas do Cordeiro, que também estão preditas (Mt.25:29; Ap.19:7).
- Além do mais, se somos imitadores de Cristo (I Co.11:1, Ef.5:1), deveremos seguir o mesmo trajeto que o Senhor, ou seja, passar primeiro pelo juízo e, só, então, alcançar a exaltação (cfr. Fp.2:5-9; Hb.12:2).
- Na própria menção das bodas do Cordeiro, em Ap.19:7, é dito que tal ocorrência se dará após o aprontar da esposa, o que é absolutamente normal até os dias de hoje, onde muitos têm o chamado “dia da noiva”, uma série de procedimentos que se fazem no dia da cerimônia do casamento, para que a noiva se apresenta na cerimônia devidamente embelezada para o noivo e para os convidados.
- De igual maneira, antes que haja a “cerimônia do casamento” entre Cristo e a Igreja, será necessário que a noiva seja devidamente embelezada, devidamente adornada e preparada para o Noivo e isto será feito no Tribunal de Cristo, quando o Senhor Jesus entregará os adornos, os devidos enfeites à Sua noiva, e tal entrega de galardões se dará no Tribunal de Cristo que é, portanto, o primeiro evento a ocorrer com a Igreja glorificada.
- O Tribunal de Cristo é o julgamento das obras dos salvos enquanto estiveram sobre a face da Terra, logicamente das obras realizadas após a conversão, pois Deus nunca Se lembra dos pecados que foram perdoados (Jr.31:34 “in fine”; Hb.8:12; 10:17). Tivesse Deus Se lembrado dos pecados, não teria arrebatado pessoa alguma, pois não há na Terra ninguém digno de ser arrebatado, mas todos foram justificados pela fé em Cristo Jesus (Rm.5:1).
- Entretanto, o Senhor é justo e avaliará o que cada crente fez, por meio do corpo corruptível, na obra do Senhor, ou bem, ou mal (II Co.5:10).
- Quando somos salvos, o Senhor sempre nos dá algo a fazer, sempre nos concede alguma responsabilidade, a “nossa cruz”, que devemos tomar e carregar, contribuindo para a edificação da Igreja do Senhor. Por isso, o apóstolo Paulo nos recomenda que devemos ver como estamos edificando sobre o fundamento da Igreja, que é o próprio Cristo (I Co.3:10).
- O Senhor avaliará se construímos edifícios de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha. A obra de cada um de nós, obra esta que nos acompanha na eternidade (Ap.14:13), será manifestada (I Co.3:13), pois estaremos na luz (Jo.3:21) e passará pelo fogo divino, pela aferição d’Aquele que nos salvou e nos capacitou para realizarmos esta obra.
- O fogo é um símbolo bíblico de juízo, como vemos na pregação de João Batista (Mt.3:12) ou em Pedro (I Pe.1:7), sendo que, nesta passagem, fica evidenciada a necessidade da prova da fé do cristão, para que ela se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo, a nos indicar, em mais uma passagem, a indispensabilidade do Tribunal de Cristo.
- As obras que resistirem ao exame divino, ou seja, as obras que forem de ouro, prata ou pedras preciosas, darão ensejo aos seus autores ao recebimento de galardão, do justo prêmio, da recompensa, das coroas que estão prometidas à Igreja do Senhor.
- As obras, porém, que não resistirem ao exame divino, ou seja, as obras que forem de madeira, feno ou palha, não gerarão qualquer condenação aos seus autores, pois eles estão salvos, mas eles serão como que “salvos pelo fogo” (I Co.3:15), ou seja, viverão eternamente com o Senhor, mas sem qualquer galardão, sem qualquer prêmio, exatamente como alguém que se salva de um incêndio e que, apesar de ter perdido tudo, inclusive as suas próprias vestimentas ou a sua pele, fica extremamente alegre, porque ainda tem o maior de todos os dons de Deus: a vida.
- O apóstolo é claro ao mostrar que o fundamento do edifício de Deus só pode ser Jesus Cristo (I Co.3:11), retomando, assim, seu ensino a respeito da singularidade da mensagem da cruz para a salvação da humanidade. Mas, uma vez posto como fundamento Jesus Cristo, a edificação se fará pelo homem, que, conforme o caso, produzirá edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha.
- É interessante notar que são seis os materiais de construção utilizados na edificação e seis, como se sabe, é o número do homem. Trata-se, pois, de parte pertinente ao homem na obra de Deus, visto que há uma “cooperação”, ou seja, tanto Deus trabalha, como o homem também trabalha, a exemplo do que ocorreu com Jesus em Seu ministério terreno (Jo.5:37). Aliás, não nos esqueçamos, o trabalho da igreja é mera continuação do trabalho de Cristo (Jo.14:12), daí porque a igreja ser chamada de “corpo de Cristo”, visto que prossegue o trabalho do Senhor Jesus sobre a face da Terra.
- Estes seis materiais, diz-nos o apóstolo, vão ser levados a julgamento, passarão pelo “fogo divino”, que aqui não representa o fervor espiritual nem tampouco o poder de Deus, mas o juízo, como se vê na pregação de João Batista (Mt.3:12). Como ensina o pastor João Maria Hermel, presidente das Assembleias de Deus em Passo Fundo/RS, “…trata-se mais da qualidade do trabalho feito do que da quantidade de trabalho.” (Escatologia. In: Apostila da 62ª EBO da Assembleia de Deus do Ministério do Belém – São Paulo, p.58).
- Três destes materiais resistem ao fogo: ouro, prata e pedras preciosas. Representam as obras feitas de acordo com a direção e orientação divinas, obras feitas para a glória do Senhor, obras feitas com o propósito de louvar e bendizer ao nome do Senhor.
- Como ensina o pastor João Maria Hermel: “OURO: simboliza a glória de Deus, relaciona-se com as coisas celestiais (Ap.3:18; Jó 22:23-25)” (HERMEL. João Maria. op.cit., p.58). O objetivo das obras feitas pelo salvo é a glorificação de Deus (Mt.5:16). Foi este o objetivo de toda a obra realizada pelo Senhor Jesus sobre a face da Terra (Jo.17:4).
- Quando, pois, tomamos atitudes com a intenção de glorificar o nome do Senhor, com a única intenção de fazer com que os homens glorifiquem a Deus, quando nos fazemos instrumentos da glória de Deus, tais obras têm a maior qualidade possível, pois estaremos sendo imitadores de Cristo (I Co.11:1). Uma obra desta natureza resultará em premiação, resiste ao fogo do juízo divino.
- A segunda espécie de obras produzidas pelos salvos são as obras de prata, que, como ensina o pastor João Maria Hermel: “PRATA: símbolo de redenção, resgate, sacrifício de Cristo (Ex. 30:11-16; I Co.1:23)” (ibid).
- As obras de prata referem-se às ações praticadas pelos salvos cujo objetivo era a salvação das almas, que as pessoas fossem alcançadas pela redenção de Cristo. São ações que priorizam o sacrifício de Cristo, é a pregação de Cristo e Este crucificado, que era o que Paulo procurava apresentar às pessoas (I Co.2:2), a mensagem da cruz.
- A Igreja precisa ter consciência que sua tarefa precípua no mundo é a pregação do Evangelho (Mc.16:15), é anunciar a salvação na pessoa de Cristo aos incrédulos. Tudo o que for feito com esta intenção, com esta motivação será uma obra de prata, que será aprovada pelo Senhor Jesus, pois é para isto que Ele nos chama (Mt.4:19; At.9:15; 23:11; I Co.9:16; I Pe.2:9).
- A terceira espécie de obras produzidas pelos salvos são as obras consideradas como pedras preciosas. Segundo o pastor João Maria Hermel, “…PEDRAS PRECIOSAS: simboliza tudo o que se faz através do Espírito Santo (Fp.3:3; Rm.15:18-20; Gn.24:53; I Co.12:4-6).…” (ibid.).
- As pedras preciosas simbolizam as atitudes que fazemos por meio do Espírito Santo, ou seja, todas as ações que realizamos sob orientação e direção do Consolador que o Senhor deixou para nos guiar em toda a verdade (Jo.16:13).
- Há uma necessidade premente de nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo e de atendermos às Suas orientações. Precisamos ser espirituais, não dando vazão ao nosso “eu” ou à nossa vontade. Fomos escolhidos para ir e dar fruto (Jo.15:16), e este fruto outro não é senão o fruto do Espírito Santo (Gl.5:22).
- Os que tiverem edificado com estes três materiais, certamente receberão galardão da parte do Senhor Jesus (I Co.3:14), visto que seu trabalho não foi em vão, resultou em frutos que foram aprovados pelo fogo divino.
- Entretanto, não são estes os únicos materiais com que se edifica na obra de Deus. Como o homem é falho (Sl.9:20), também se edifica mal, também se constrói com materiais que, lamentavelmente, não resistem ao julgamento do fogo divino. ´Três são estes materiais, que não resistem ao fogo: a madeira, o feno e a palha. São obras realizadas sem a orientação divina, feitas por homens em prol dos homens, feitas sem o foco correto, que é o Senhor Jesus.
- Segundo o pastor João Maria Hermel, “…MADEIRA: representa a natureza humana (I Co.3:3; Lc.6:33,34). As obras de madeira são as realizadas mediante conceitos humanos, que têm sua origem no próprio crente. São obras que desprezam a orientação do Espírito Santo e que querem fazer a obra de Deus consoante as suas próprias habilidades, dentro de uma mentalidade terrena, sem qualquer consulta ao Senhor.
- “…FENO: representa aquilo que é seco, sem renovação (Jr.23:28; Is.15:6).…”(ibid.). Sãs as obras realizadas por pessoas que deixaram de ter uma vida de intimidade com Deus, que se deixaram desfalecer, que não mais procuram a necessária renovação diária com o Espírito Santo, mediante os meios de santificação (oração, meditação nas Escrituras, temor a Deus, jejum, participação digna na ceia do Senhor). São pessoas que passaram a usar o “piloto automático” na vida espiritual, que se contentam em repetir aquilo que “deu certo” ou “está dando certo”, realizando ações que nada representam em termos de vida e de avivamento espirituais.
- “…PALHA: representa a ausência de estabilidade (Ef.4:14) e também servidão (Ex.5:7), a palha não tem sabor, fala dos crentes que não perseveram nos caminhos do Senhor.…” (ibid.). Sãs as obras daqueles que não têm firmeza espiritual, que não conseguem superar a mediocridade espiritual, que um dia estão juntinho do trono de Deus, no outro dia, extremamente próximos ao pecado. Pessoas volúveis, que não têm estrutura doutrinária, que não estão arraigados na Palavra de Deus e que, por isso, não podem produzir algo duradouro. Fomos chamados para produzir fruto permanente (Jo.15:16), para sermos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor (IU Co.15:58).
- Os que forem reprovados neste julgamento não perderão a salvação, pois a salvação se faz pela fé em Jesus e estes crentes creram em Cristo, tanto que puseram como fundamento da edificação o Senhor Jesus (I Co.3:15). Entretanto, não terão direito a galardão, mas tão somente a um louvor (I Co.4:5).
- Após o exame das obras de cada um, que serão publicamente manifestas a todos os salvos em Cristo Jesus, para que tenhamos a devida transparência, o Senhor dará a cada um o galardão que está com Ele (Ap.22:12).
- Uma fé produtiva e completa é aquele em que não somente se crê que Deus existe mas que Ele é galardoador de todos que O buscam (Hb.11:6). Somente quem produziu obras de ouro, prata e pedras preciosas alcançou a completude desta fé e, por isso mesmo, receberá o galardão. Aqueles que somente creram que Deus existe e se submeteram a Ele como Senhor, demonstrando uma fé genuína, mas que não tiveram a capacidade de reconhece-l’O como galardoador, receberão a salvação (o que não é pouca coisa), mas não terão qualquer galardão, a não ser o já mencionado louvor (I Co.4:5).
- Estes galardões são denominados nas Escrituras de “coroas”, linguagem muito conhecida pelo mundo greco-romano, que via sempre os atletas receberem como prêmios “coroas”, que eram normalmente feitas de louro e entregues aos que venciam as competições, em especial os Jogos Olímpicos.
- O apóstolo Paulo diz que todo salvo na pessoa de Cristo Jesus é um atleta e que receberá também um prêmio no final de sua carreira (I Co.9:24). Estamos correndo de forma a recebermos este prêmio ao final de nossa jornada aqui na Terra? Pensemos nisso! - A Bíblia fala de alguns galardões, de algumas coroas que serão dadas aos salvos e o motivo de sua concessão. Vejamo-los:
- A primeira coroa mencionada é a coroa da justiça (II Tm.4:8). Esta coroa será dada pelo Senhor a todos quantos amarem a Sua vinda. Segundo o que Paulo nos diz, quem ama a vinda do Senhor, combate o bom combate da fé, acaba a carreira e guarda a fé, apesar de todas as situações e circunstâncias adversas que se lhe apresentem (II Tm.4:7).
- Vemos aqui, mais uma vez, o equívoco daqueles que defendem a chamada “teoria do arrebatamento parcial”. Os crentes que “amam a vinda do Senhor”, que mantêm acesa e manifesta a esperança no arrebatamento da Igreja, vivendo de modo a estar sempre pronto para este evento e divulgando a mensagem aos demais cristãos, não são os que vão subir, pois subir ao encontro do Senhor nos ares todos subirão, mas serão aqueles que receberão a “coroa da vida”. Estamos, pois, não a falar de ser, ou não, arrebatado, mas, sim, de ser, ou não galardoado.
- A segunda coroa mencionada é a coroa da vida (Tg.1:12). Esta coroa será dada pelo Senhor a todos quantos amarem ao Senhor e forem fiéis até a morte (Ap.2:10). Jesus diz que quem O ama, faz o que Ele manda (Jo.15:10,14).
- Estamos diante da premiação que derem as suas vidas por fidelidade ao Senhor Jesus. Nem todos precisarão morrer pela fé, mas aqueles que o fizerem serão devidamente recompensados pelo Senhor, recebendo esta coroa. Trata-se de um galardão a ser entregue a quem, a exemplo de Paulo, derramar seu sangue em aspersão de sacrifício (II Tm.4:6). É o prêmio que receberão os mártires.
- Foi com base nesta evidência bíblica que a Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa consideraram que, ao ficar evidenciado que alguém morreu por causa da fé, temos a convicção de que esta pessoa já está no Paraíso, pois, se haverá a premiação de tais pessoas no Tribunal de Cristo, tem-se como pressuposto de que esta pessoa está salva.
- Devemos ter um pouco de cuidado com esta afirmação, pois, se há uma forte evidência de que o mártir somente o é por causa de sua condição de salvo em Cristo Jesus, isto não é uma certeza absoluta, pois, como diz o próprio Paulo, pode ser que alguém ouse morrer pelo bom (Rm.5:7) e não há pessoa que ostente a bondade em nível mais sublime que o Senhor Jesus.
- Ademais, é imperioso observarmos que muitos martírios não se fazem por causa da fé em Cristo Jesus, mas por outros motivos, como vemos, por exemplo, entre os mártires muçulmanos, que entregam a sua vida em troca de vantagens puramente carnais, como é o ilusório desfrute de setenta virgens no Paraíso, como é prometido no Alcorão.
- Mas ainda que o martírio se tenha dado por causa da fé em Cristo, tal martírio confere ao salvo a recompensa, a ser recebida no Tribunal de Cristo, que é a coroa da vida e não qualquer poder de poder interceder pelos salvos que ainda estão peregrinando na Terra como defendem romanistas e ortodoxos, pois não há qualquer comunicação entre vivos e mortos.
- A terceira coroa mencionada é a coroa de glória (I Pe.5:4). Esta coroa está reservada aos pastores que apascentarem o rebanho de Deus da forma biblicamente prevista, ou seja, com cuidado, não por força, voluntariamente, não por torpe ganância, de ânimo pronto, não como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho (I Pe.5:2,3).
- Somente a Igreja terá o privilégio de receber galardão do Senhor, pois somente ela participará do Tribunal de Cristo. Os salvos que se salvarem a partir da dispensação da graça não terão este privilégio, pois, daqui para a frente, o julgamento será tão somente de salvação ou condenação, sem que haja qualquer direito a galardão. Por isso, a Bíblia diz que são bem-aventurados aqueles que participam da ceia das bodas do Cordeiro (Ap.19:9).
- Por fim, cabe-nos observar que esta menção de coroas, de prêmios é identificada por alguns como sendo diferentes posições que haverá nos céus para os crentes, o que não é de se admirar, pois, como sabemos, temos diferentes ordens angelicais, umas mais próximas e outras mais distantes do Senhor, outras com maior glória, outras com menor glória.
- Diz o Senhor Jesus que nós seremos como os anjos nos céus (Mt.22:30), de modo que não é surpreendente que tenhamos posições distintas na glória, mesmo todos pertencendo à Igreja, já que tivemos diferentes respostas e reações à escolha de Cristo a nosso respeito. Tanto assim é que o Senhor Jesus prometeu um lugar distintivo aos Seus apóstolos (Mt.19:28), sendo também evidente tal distinção na cena do culto celestial presenciado por João em Ap. 4 e 5, pois o Senhor julgará a cada um segundo a sua obra e, naturalmente, este tratamento individual não admite a massificação, o igualitarismo, algo que jamais foi feito pelo Senhor, que criou cada ser humano diferente do outro.
- Façamos, portanto, a obra do Senhor com firmeza, constância, com o objetivo de sempre glorificar a Deus, de anunciar a salvação na pessoa de Cristo Jesus, sob a direção e orientação do Espírito Santo e, deste modo, não só seremos provados mas aprovados e devidamente galardoados no Tribunal de Cristo.

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco
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Pré-aula_Lição 6: O Tribunal de Cristo e os galardões