quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Jovens 2º Trimestre de 2016


Esta é a capa da nova Revista Lições Bíblicas Jovens

para o 2º Trimestre de 2016.
EU E MINHA CASA
Orientações da Palavra de Deus para a Família do Século XXI
Comentarista: Reynaldo Odilo

SUMÁRIO
Lição 1 - A Instituição da família
Lição 2 - O primeiro problema enfrentado em família
Lição 3 - As diferentes mudanças sociais da família
Lição 4 - Preparando-se para construir uma família
Lição 5 - Deixando pai e mãe
Lição 6 - O papel do marido na família
Lição 7 - O papel da esposa na família
Lição 8 - A comunicação na família
Lição 9 - Conflitos familiares
Lição 10 - Quando a divisão se instala na família
Lição 11 - A família segundo o coração de Deus
Lição 12 - A família de Jesus
Lição 13 - A Família no Século XXI

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

LIÇÃO 6 - O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES

2º Trimestre de 2016

Esta é a capa da nova Revista Lições Bíblicas Adulto 
para o 2º Trimestre de 2016.
Maravilhosa Graça
O Evangelho de Jesus Cristo revelado na Carta aos Romanos
Comentário: Pr. José Gonçalves

Sumário
Lição 1 - A Epístola aos Romanos
Lição 2 - A Necessidade Universal da Salvação em Cristo
Lição 3 - Justifi cação, somente pela fé em Jesus Cristo 
Lição 4 - Os Benefícios da Justificação 
Lição 5 - A Maravilhosa Graça 
Lição 6 - A Lei, a Carne e o Espírito 
Lição 7 - A Vida Segundo o Espírito 
Lição 8 - Israel no Plano da Redenção 
Lição 9 - A Nova Vida em Cristo
Lição 10 - Deveres Civis, Morais e Espirituais 
Lição 11 - A Tolerância Cristã
Lição 12 - Cosmovisão Missionária 
Lição 13 - O cultivo das relações interpessoais


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Marcio Mainardes, Subsídios: LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES


1º Trimestre de 2016 – CPAD
O FINAL DE TODAS AS COISAS – esperança e glória para os salvos
Comentários: Marcio Mainardes
LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES

TEXTO ÁUREO: Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que [tiver feito] por meio do corpo, ou bem, ou mal.  II CO 5.10

´  VERDADE PRÁTICA: Todos os crentes deverão comparecer diante do tribunal de Cristo para que cada um receba sua recompensa.
´  Texto Bíblico: I Co 3.11-15

O QUE É O TRIBUNAL DE CRISTO?

´  O Tribunal de Cristo é um local de recompensa, onde os santos que viveram e ressuscitaram na ocasião do arrebatamento da Igreja, depois de serem recebidos na glória de Deus, terão suas obras transformadas em compensação, em forma de galardões, moedas da eternidade.      (Biblia Revelada Ômega)

O QUE NÃO É O TRIBUNAL DE CRISTO?

Não é o Juízo Final, conhecido como “Trono Branco,” que acontecerá no final do Milênio. (Ap 20.11-15)
Não é o julgamento dos ímpios, pois será no Juízo Final.
Não é julgamento para salvação, pois todos ali, já são salvos.
Entre o Tribunal de Cristo e o Trono Branco haverá um período de 1007 anos
´  O Tribunal de Cristo acontecerá logo após o arrebatamento da Igreja.
´  Na terra se cumprirá a última semana (7 anos) profética de Daniel (ver vídeo da aula 4)
´  Ao final dos 7 anos, Cristo volta à terra para estabelecer o Reino Milenar
´  Somente depois do Milênio acontecerá o Juízo Final (Trono Branco), somente ímpios estarão lá.
DEFINIÇÃO DA PALAVRA TRIBUNAL  (βημα = BEMA)
´  Bema, era o assento do Juiz das competições esportivas
´  Era uma plataforma elevada onde os atletas vitoriosos se colocavam para receber suas coroas(nas Olimpíadas)
´  Em caráter forense, era o local onde um magistrado se sentava para julgar um réu
´  Bema é a palavra usada também para referir-se ao julgamento de Jesus diante de Pilatos (Mt 27.19 – Jo19.13)

QUAL A FINALIDADE DO TRIBUNAL DE CRISTO?

Coroar aqueles que suas obras passaram pelo teste do fogo, I Co 3.13
Estabelecer a hierarquia de serviço no Reino de Deus, Ap 22.3-5 
“E [ali] nunca mais haverá maldição contra [alguém]; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. 4 E verão o seu rosto, e nas suas testas [estará] o seu nome.  5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.”

A SALVAÇÃO É PELA GRAÇA, MAS O REINO E POR OBRAS

´  Vemos isto de maneira clara nos ensinos Jesus, a vida eterna ou seja, a salvação só pode ser conquistada por sua graça, mediante a fé; mas tanto a entrada no Reino Milenar quanto a hierarquia no Reino Eterno, estão ligadas as obras. (Mt 25)

O Tribunal de Cristo e a Festa do Oscar

´  Ninguém que está na festa , foi ali para ser zombado ou insultado!
´  São todos personalidades privilegiadas, participando desta festa!
´  Muitos são homenageados, recebem um Oscar, um buquê de flores, etc.
´  Mas nem todos recebem o prêmio máximo que é a estatueta do Oscar!!!
´  Haverá portanto alguns frustrados e outros honrados!
´  Mas todos estão felizes por estarem ali, mesmo que os níveis de satisfação e alegria não sejam iguais para todos!

No Tribunal de Cristo Receberemos as Coroas!

´  A Coroa da Vida :
´  “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam!” Tg 1.12
´  Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará [alguns] de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Ap 2.10
´  A Coroa Incorruptível:
´    Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles [o fazem] para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, [uma] incorruptível. I Co 9.24,25
´  Incorruptível do grego αφθαρτος aphthartos:  não sujeito à corrupção ou decadência, imperecível, imortal
´  A Coroa da Justiça:
´  Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda. II Tm 4.8
´  Prêmio pelas obras de beneficência e socorros pelas injustiças sofridas no mundo
´  Coroa de Alegria:
´  Pois  quem  é a nossa  esperança,  ou  alegria,  ou  coroa  em que exultamos,  na presença  de nosso  Senhor  Jesus  em  sua vinda? I Ts 2.19 AA
´  Prêmio pelo serviço de consolação!
´  Coroa de Glória:
´  Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado [dele], não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;  Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. I Pe 5.2-4
´  Prêmio pelo serviço prestado a Deus

Conclusão

´  Qual será a nossa situação neste Tribunal? O que receberemos?
´  O que estamos  edificando sobre o fundamento?
´  Ouro, prata e pedras preciosas? Ou madeira, feno e Palha?
´  As vezes nos tornamos tão frios em relação as nossas responsabilidades como embaixadores do Reino, que esquecemos que nossas obras serão provadas no fogo!!!

FONTES:

Revista chamada da meia noite
Bíblia de Estudo MacArthur, SBB
Bíblia de Estudo Profética, Hagnos

Bíblia Revelada Omega, Di Nelson

fonte: https://www.youtube.com/watch?v=5sWYBDBEMfI

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES


AUXÍLIO AO ALUNO
1º Trimestre de 2016 – CPAD
O FINAL DE TODAS AS COISAS – esperança e glória para os salvos
Comentários da revista da CPAD: Elinaldo Renovato de Lima
LIÇÃO Nº 6 – O TRIBUNAL DE CRISTO E OS GALARDÕES
O Tribunal de Cristo é o primeiro dos eventos entre Cristo e a Igreja após o arrebatamento.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo dos eventos escatológicos, estudaremos o Tribunal de Cristo. - O Tribunal de Cristo é o primeiro dos eventos que ocorrerão entre Cristo e a Sua Igreja, durante os sete anos em que a Igreja estará com o seu Senhor enquanto na Terra ocorre a Grande Tribulação.

I– O JULGAMENTO PREVISTO PARA OS HOMENS

- O homem é livre e, portanto, responsável pelas suas escolhas. Isto é consequência da sua natureza humana. Deus o fez assim e, portanto, cada ser humano, independentemente de obedecer a Deus ou não, tem de responder pelos seus atos. A prova disto é que a responsabilidade do homem lhe foi anunciada antes mesmo que tivesse pecado. Ao colocar o homem no jardim que havia formado no Éden, Deus disse ao homem que ele poderia comer de todas as árvores do jardim, com exceção da árvore do conhecimento do bem e do mal, tendo, então, estabelecido a responsabilidade: “…no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:17b). Quando julgou o primeiro casal, Deus invocou esta responsabilidade (cfr. Gn.3:11) e, em virtude disto, sentenciou-os à expulsão do Éden e à separação entre Deus e o homem.

- A partir de então, Deus estabeleceu o primeiro julgamento a que deve se submeter cada homem: o juízo após a morte física. Em virtude do pecado, Deus ordenou que os homens morressem fisicamente, o que não lhes havia sido determinado ao princípio: “…até que se tornes à terra, porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.” (Gn.3:19 “in fine”). A morte física é o primeiro julgamento que é feito ao homem em virtude dos atos que praticou durante a sua existência terrena. É o que vemos em Hb.9:27: “ e, como aos homens, está ordenado morrerem uma vez, vinde depois disso o juízo.”

- A morte física é o primeiro instante do processo de julgamento de cada ser humano. Cada homem (ou seja, ser humano, homem ou mulher) foi constituído como mordomo da criação na Terra, ou seja, foi constituído por Deus para dominar sobre a Terra e sobre tudo o que nela existe, tendo de prestar contas ao Senhor após o término de seu trabalho, assim como se ilustra na parábola dos talentos ou das minas. Com a morte física, temos o que, na atualidade, denominaríamos de “juízo preliminar” ou “juízo provisório”. Neste julgamento, é decidido onde o indivíduo aguardará o julgamento definitivo, que se dará em momentos diferentes, conforme as opções feitas pelo homem durante sua vida. Dois são os locais onde os homens, atualmente, aguardam o julgamento: o Paraíso e o Hades. É oportuno observar que, enquanto os homens já mortos não são submetidos a julgamento, mantêm-se plenamente conscientes, como nos ensina Jesus na história do rico e Lázaro (Lc.16:19-31).
- O primeiro julgamento definitivo que ocorrerá será o julgamento da Igreja, daqueles que creram em Jesus e Lhe foram fiéis até o fim, pois, como nos diz o apóstolo Pedro, o julgamento começa pela casa de Deus (I Pe.4:17). Este julgamento faz-se necessário porque a Igreja, embora tenha alcançado a salvação pela fé em Jesus, é formada de seres humanos e todos os homens devem responder pelo que fizeram em sua existência, independentemente da sua condição espiritual, pois isto decorre da própria natureza humana e Deus não faz acepção de pessoas (Dt.10:17; Cl.3:25).
- O julgamento da Igreja é o chamado “tribunal de Cristo”, que ocorrerá logo após o arrebatamento da Igreja, antes das bodas do Cordeiro. Neste tribunal, os crentes serão julgados pelas obras que tiverem feito por meio do corpo, ou bem, ou mal (Rm.14:10; II Co.5:10). Este julgamento não envolve salvação ou perdição, pois todos os crentes que forem arrebatados estarão salvos, mas serão julgadas as obras com vistas à entrega de recompensas, do “galardão”. Nesta oportunidade, muitos serão surpreendidos, pois Deus conhece o coração do homem (I Sm.16:7) e sabe a qualidade de tudo o que está sendo feito em Sua obra, não atentando para a aparência, como sói ocorrer conosco. Diante disto, muitos que, aparentemente, terão feito muito pela obra do Senhor, nada receberão, porquanto suas obras serão consideradas como palha, como madeira, sem condição de resistir ao crivo divino e outros, que, aparentemente, nada teriam feito pelo Senhor, receberão galardões, pois trabalharam em silêncio, sem alarde, mas com dedicação e real devoção. Os critérios do julgamento e o seu tratamento são descritos em I Co.3:12-15.

II – A FÉ E AS OBRAS NA VIDA CRISTÃ

- Para bem compreendermos a dinâmica do Tribunal de Cristo bem assim a sua própria existência, não basta, porém, sabermos que todo homem deve se apresentar diante de Deus para prestar contas de seus atos durante a sua peregrinação terrena.
- Além desta verdade, que se estende a todos os homens, é imperioso lembrarmos que o salvo na pessoa de Cristo Jesus foi justificado pela fé (Rm.5:1) e esta fé necessariamente produz boas obras (Ef.2:8-10; Tg.2:18).

- Tiago, o irmão do Senhor, revela-nos que todos os salvos tinham a fé de nosso Senhor Jesus Cristo. Vemos aqui que não há qualquer contradição entre Tiago e Paulo. O irmão do Senhor parte do pressuposto de que, para ser filho de Deus, é preciso ter “a fé de Nosso Senhor Jesus Cristo”, exatamente como o apóstolo dos gentios afirma em várias passagens, notadamente na sua carta aos romanos.
- Paulo, ao se dirigir aos crentes de Roma, inicia dizendo que dava graças a Deus porque, em todo o mundo, era anunciada a fé deles (Rm.1:8), o que, aliás, também menciona com relação aos crentes de Tessalônica, para quem escreveu a sua primeira carta (I Ts.1:8).

- Trata-se, portanto, de uma nota característica de todo salvo em Cristo Jesus a demonstração da sua fé, fé esta que não é propriamente nossa, mas que provém de Cristo, daí porque ser chamada de “fé de Nosso Senhor Jesus Cristo” por Tiago. Esta fé não provém de nós mesmos, mas é um dom de Deus (Ef.2:8), algo que nos advém pelo ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10:17).
- Bem se vê, portanto, que está fé de que está a falar Tiago não é o “pensamento positivo”, a “determinação” que os falsos pregadores da teologia da confissão positiva vêm alardeando por aí, pois não resulta da nossa vontade, não é fruto de nossos desejos e caprichos, mas, sim, algo que provém de Deus, algo que provém da Sua Palavra que, em nós, produz vida. - Esta fé, embora provenha de Deus, não é exercida no homem de forma automática, como se nós fôssemos meros robôs, meros receptáculos inertes. O Senhor trata o homem com dignidade, deu-lhe o livre-arbítrio e, deste modo, embora recebamos a fé, que não nasce de nós mesmos, deve ela ser exercida e desenvolvida por nós, através de nossa comunhão com o Senhor, de nossa submissão a Ele.
- Por isso, Tiago, ao se referir a ela, diz que ela é a “fé de Nosso Senhor Jesus Cristo”, enfatizando, aqui, mais uma vez, uma das facetas do cristão, a saber: a de servo de Jesus Cristo. Se o Senhor não Se envergonha de nos chamar irmãos, nós também não devemos nos envergonhar de sermos chamados Seus servos e não só sermos assim chamados, mas vivermos como tal.
- Não basta termos recebido a fé pelo ouvir pela Palavra de Deus, faz-se necessário que nos disponhamos a obedecer a Cristo, tê-lo como nosso Senhor, o que significa renunciar a nós mesmos e aceitarmos o Seu jugo, que é suave e o Seu fardo, que é leve (Mt.11:30). Não é possível seguirmos a Cristo se não o tivermos como Senhor, se não nos rendermos totalmente a Ele e à Sua vontade (Mt.16:24; Mc.8:34; Lc.9:23). Temos esta consciência?
- Este nosso Senhor não é qualquer um, mas o Senhor da glória, ou seja, Aquele que, tendo vindo da glória do Pai (Jo.3:13; Fp.2:6), para lá voltou depois de ter vencido o mundo (Jo.16:33). Por isso, a fé que vem d’Ele é capaz de também nos dar a vitória sobre o mundo (I Jo.5:4).
- Somente teremos uma fé genuína e autêntica se nos fizermos servos de Cristo, se Ele for o Nosso Senhor, o Senhor da glória. Não é por outro motivo, aliás, que Paulo diz que não mais vivia, mas Cristo nele vivia e a vida que agora tinha era “a vida na fé do Filho de Deus” (Gl.2:20).
- Não há como sermos efetivamente salvos se não passarmos a viver “na fé do Filho de Deus”, ou seja, se não nos dispusermos a sermos obedientes a Cristo e a fazer-Lhe a vontade, renunciando a nós mesmos, não tendo mais qualquer vontade própria, mas, considerando que Cristo nos amou e Se entregou a Si mesmo por nós, também nos entregarmos a nós mesmos a Ele. Que bênção será sempre procedermos deste modo, pois, assim fazendo, sempre estaremos demonstrando nossa fé, e, por conseguinte, agradando a Deus (Hb.11:6).
- Quem tem fé em Cristo, quem recebe esta fé do próprio Senhor Jesus, vive neste mundo não só como servo d’Ele, mas também, como irmão dos demais salvos, exatamente como fazia Tiago que, por viver deste modo, podia ensinar os demais cristãos a procederem de igual maneira.
- Assim, devemos ter a consciência de que esta fé que nos vem d’Ele é uma fé que nos garante a vitória, vitória esta, entretanto, que não é algo que venha até nós sem que passemos por tribulações, lutas e tentações, já que por tudo isto passou o nosso Senhor quando aqui esteve para nos salvar. Não há vitória sem luta e esta luta diária, cotidiana é uma constante na vida do salvo.
- O ensino bíblico é de que a fé em Cristo Jesus gera, por primeiro, uma transformação interior, a pessoa entra na graça de Cristo, passa a ter uma nova vida, passa a ter comunhão com o Senhor e esta comunhão faz com que o salvo na pessoa de Nosso Senhor seja uma pessoa que, doravante, pratica boas obras, faz o bem, pois é um imitador do seu Senhor, que, no mundo, andou fazendo bem, curando a todos os oprimidos do diabo (At.10:38).
- A fé é provada, portanto, com a prática de boas obras. Sem que haja estas obras, não é possível que se possa dizer que alguém tenha fé. Pode dizer que tem fé, pode pronunciar com seus lábios não só que tem fé, mas até recitar um “credo religioso”, mas isto nada vale, isto para nada aproveita, isto não demonstra que se tenha fé. A fé somente é comprovada mediante uma conduta, um comportamento que revele a presença desta nova criatura em Cristo Jesus.
- A justificação do homem pela fé, ou seja, o ato pelo qual o homem passou a não ser mais considerado culpado por Deus por causa do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário, é um ato imperceptível aos olhos humanos, algo que não podemos ver com nossos próprios olhos.
- No entanto, quando uma pessoa é justificada pela fé e passa a ter paz com Deus (Rm.5:1), ela recebe o amor de Deus em seus corações (Rm.5:5) e este amor de Deus pode ser provado mediante atitudes concretas, que revelam esta nova natureza advinda da salvação.
- Assim como Deus prova o Seu amor para conosco porque Cristo morreu por nós quando nós ainda éramos pecadores (Rm.5:8), ou seja, através de um ato concreto, de entrega total em favor do homem, em favor do próximo, o cristão, ou seja, aquele que é “parecido com Cristo”, que é um “pequeno Cristo”, também provará ter o amor de Deus se agir de igual modo, estando pronto a amar o próximo como a si mesmo, a entregar-se em prol do outro. OBS: “…a prática das obras é em todos os lugares necessária: sem ela o nome de cristãos não nos poderá ser útil. E não fiquem surpresos, pois, digam-me, que ganha o soldado que está em um exército, se ele não se mostra digno do serviço militar, no combate em favor do rei que o alimenta?…” (JOÃO CRISÓSTOMO. Nona homilia: da penitência – daqueles que faltam nas assembleias –da mesa santa – do julgamento. Cit. Tg.2:14-17. n, 18900. Disponível em: http://www.clerus.org/bibliaclerusonline/pt/index.htm Acesso em 18 jun, 2014) (tradução nossa de texto em francês).
- Uma fé sem obras, diz Tiago, é morta em si mesma, ou seja, é uma fé que não existe, que é uma mera invencionice mental, uma ilusão. Pode até ter nascido em algum momento, como nos dá conta o Senhor Jesus na parábola do semeador, mas que deixou de existir, porquanto não é provada pela prática de boas obras.
- Fé sem obras é uma ilusão, algo que não existe nem pode existir. Tiago é bem claro ao dizer que não faz sentido alguém dizer que tem fé, não tendo obras ou alguém dizer que tem obras, não tendo fé (Tg.2:18).
- Ora, o salvo na pessoa de Cristo Jesus, portanto, tem entrada à graça de Deus pela fé (Rm.5:2) e esta fé somente é demonstrada por obras e, mais ainda, são estas obras que acompanharão o salvo quando este passar para a eternidade (Ap.14:13).
- Intuitivo, portanto, que, após ter guardado a fé até o dia da glorificação (Cf. II Tm.4:8), o salvo se apresente diante do Senhor com as suas obras e isto fará com que o julgamento que se dará tenha por base estas mesmas obras.
 - O julgamento da Igreja, portanto, tem a ver com a produção efetuada pela fé que cada salvo teve. A fé é algo que tem de ser desenvolvido como um grão de mostarda (Mt.17:20), que, embora seja a mais diminuta das sementes, dá origem à maior das hortaliças (Mc.4:31,32). Este desenvolvimento depende de nós, que devemos regar a fé que foi plantada pelo Senhor em nossos corações (I Co.3:6). É esta dedicação que será objeto do julgamento no Tribunal de Cristo.

III – O CONTEXTO DO TRIBUNAL DE CRISTO NAS ESCRITURAS

- Para bem analisarmos o que é o Tribunal de Cristo é necessário vermos o contexto em que esta expressão aparece na Bíblia Sagrada, o que ocorre em duas oportunidades nas Escrituras, a saber, Rm.14:10 e II Co.5:10.
 - Em Rm.14, Paulo está discorrendo a respeito do comportamento que devemos ter com os que estão “enfermos na fé”, dando-nos o ensino de que ninguém vive para si ou morre para si, mas, sim, vivemos para o Senhor (Rm.14:7,8).
- Paulo está, portanto, dando uma dimensão social para o exercício da salvação que recebemos de Cristo Jesus. Jesus não salvou o homem para que este vivesse isolado, pois o homem foi criado um ser social por Deus (Gn.2:18). Por isso mesmo, quando somos salvos, passamos a fazer parte de um corpo, que é a Igreja, de quem somos membros em particular (I Co.12:27).
- O mandamento de Cristo para Seus discípulos bem reflete esta dimensão comunitária de nossa vida cristã, ao dizer que devemos amar uns aos outros como Ele nos amou (Jo.15:12). Destarte, quando formos glorificados, devemos prestar contas ao Senhor da observância que fizemos deste mandamento.
- Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus (Rm.14:12). Cada um de nós deverá dizer como cumpriu o mandamento dado pelo Senhor Jesus, se, efetivamente, agimos como servos de Cristo, seguindo-Lhe o exemplo da humildade e mansidão de coração (Mt.11:29), não servindo de tropeço ou escândalo ao irmão (Rm.14:13), ou se, embora não tenhamos perdido a salvação, produzimos obras que não têm qualquer valor qualitativo.
 - Quando houver o arrebatamento da Igreja, seremos semelhantes a Cristo glorificado (I Jo.3:2) e passaremos a ter uma comunhão perfeita com o Senhor (Jo.17:21), numa intimidade indescritível, que, apesar de não anular a individualidade de cada um (Ap.2:17), exige total transparência entre Cristo e a Igreja. Assim como, antes do pecado, homem e mulher não se envergonhavam e eram plenamente transparentes um com o outro (Gn.2:25), de igual modo Cristo e a Igreja terão um relacionamento de completa transparência a partir de então.
- Esta transparência exige que sejam desnudadas todas as obras praticadas pelos salvos durante a sua peregrinação terrena. Até o arrebatamento, somente saberemos da aparência externa de todos os atos praticados pelos salvos, mas, para que haja a perfeita comunhão, a Igreja, que, pela vez primeira estará reunida quando do arrebatamento, precisará saber as intenções dos corações, as motivações, o lado interno de cada ação praticada durante a peregrinação de seus membros em particular.
- No Tribunal de Cristo, revelar-se-ão tais intenções, motivações, este lado interno, algo que somente é conhecido por Deus (At.15:8), mas que deverá ser manifesto a todos precisamente para que se possa ter uma perfeita comunhão.
- A segunda passagem que nos fala do Tribunal de Cristo é II Co.5:10, quando o apóstolo Paulo está discorrendo a respeito da renovação diária do homem interior e a necessidade que temos de não desfalecer, procurando sempre a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos (II Co.4:10).
- O Tribunal de Cristo, portanto, tem a ver com a manifestação que damos do amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm.5:5) aos que estão à nossa volta, o que, mais uma vez, está a nos falar das obras que produzimos, pois é por meio destas boas obras que os homens glorificarão ao nosso Pai que está nos céus (Mt.5:16).
- Na vida cristã, diz o apóstolo dos gentios, devemos atentar nas coisas que não se veem e não nas que se veem (II Co.4:18), ou seja, devemos dar prioridade às coisas de cima, nelas pensar, tendo a nossa vida escondida com Cristo em Deus (Cl.3:1-3). Temos de andar por fé e não por vista (II Co.5:7) e entender que o nosso corpo deve ser utilizado para que mostremos que, diante de Deus, estamos vestidos e, não, achados nus, como o primeiro casal, logo após ter pecado (Gn.3:7-10).
- Observamos, pois, que, em ambas as vezes em que a Bíblia se utiliza da expressão “Tribunal de Cristo”, está a falar de um julgamento a envolver tão somente os salvos, como também se fala de um julgamento de obras. Trata-se, pois, de uma prestação de contas que os salvos farão ao Senhor pela maneira que viveram neste mundo, algo que não envolve a salvação, mas que está relacionado ao próprio desenvolvimento da fé, à santificação.

IV – A DINÂMICA DO TRIBUNAL DE CRISTO

- Reunida a Igreja, será iniciado o Tribunal de Cristo, pois todos os homens devem ser submetidos a julgamento, pois assim está ordenado (Hb.9:27).
- Naturalmente, que os salvos arrebatados, se foram arrebatados, não têm pecado, estão em comunhão com o Senhor e, portanto, não podem sofrer condenação, pois, “ nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas, segundo o Espírito” (Rm.8:1).
- No entanto, o fato de não haver possibilidade de serem condenados não significa que deixaram de ser homens e, por isso, estão sujeitos ao julgamento do Senhor, que foi constituído juiz dos vivos e dos mortos (At.10:42), pois Deus não faz acepção de pessoas (At.10:34) e retribui a cada um segundo as suas obras (Sl.28:4).
- O próprio Senhor deixa claro que o fato de alguém ter vindo para a luz não o exime da manifestação de suas obras (Jo.3:21).
O próprio Senhor, ao falar sobre o significado da vida cristã, afirmou que o Filho viria na glória de Seu Pai, com os Seus anjos e, então, daria a cada um segundo as suas obras (Mt.16:27), ou seja, a primeira providência que é mencionada no encontro com os salvos, que é a quem Jesus está Se dirigindo nesta passagem, é o julgamento, não a ceia das bodas do Cordeiro, que também estão preditas (Mt.25:29; Ap.19:7).
- Além do mais, se somos imitadores de Cristo (I Co.11:1, Ef.5:1), deveremos seguir o mesmo trajeto que o Senhor, ou seja, passar primeiro pelo juízo e, só, então, alcançar a exaltação (cfr. Fp.2:5-9; Hb.12:2).
- Na própria menção das bodas do Cordeiro, em Ap.19:7, é dito que tal ocorrência se dará após o aprontar da esposa, o que é absolutamente normal até os dias de hoje, onde muitos têm o chamado “dia da noiva”, uma série de procedimentos que se fazem no dia da cerimônia do casamento, para que a noiva se apresenta na cerimônia devidamente embelezada para o noivo e para os convidados.
- De igual maneira, antes que haja a “cerimônia do casamento” entre Cristo e a Igreja, será necessário que a noiva seja devidamente embelezada, devidamente adornada e preparada para o Noivo e isto será feito no Tribunal de Cristo, quando o Senhor Jesus entregará os adornos, os devidos enfeites à Sua noiva, e tal entrega de galardões se dará no Tribunal de Cristo que é, portanto, o primeiro evento a ocorrer com a Igreja glorificada.
- O Tribunal de Cristo é o julgamento das obras dos salvos enquanto estiveram sobre a face da Terra, logicamente das obras realizadas após a conversão, pois Deus nunca Se lembra dos pecados que foram perdoados (Jr.31:34 “in fine”; Hb.8:12; 10:17). Tivesse Deus Se lembrado dos pecados, não teria arrebatado pessoa alguma, pois não há na Terra ninguém digno de ser arrebatado, mas todos foram justificados pela fé em Cristo Jesus (Rm.5:1).
- Entretanto, o Senhor é justo e avaliará o que cada crente fez, por meio do corpo corruptível, na obra do Senhor, ou bem, ou mal (II Co.5:10).
- Quando somos salvos, o Senhor sempre nos dá algo a fazer, sempre nos concede alguma responsabilidade, a “nossa cruz”, que devemos tomar e carregar, contribuindo para a edificação da Igreja do Senhor. Por isso, o apóstolo Paulo nos recomenda que devemos ver como estamos edificando sobre o fundamento da Igreja, que é o próprio Cristo (I Co.3:10).
- O Senhor avaliará se construímos edifícios de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha. A obra de cada um de nós, obra esta que nos acompanha na eternidade (Ap.14:13), será manifestada (I Co.3:13), pois estaremos na luz (Jo.3:21) e passará pelo fogo divino, pela aferição d’Aquele que nos salvou e nos capacitou para realizarmos esta obra.
- O fogo é um símbolo bíblico de juízo, como vemos na pregação de João Batista (Mt.3:12) ou em Pedro (I Pe.1:7), sendo que, nesta passagem, fica evidenciada a necessidade da prova da fé do cristão, para que ela se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo, a nos indicar, em mais uma passagem, a indispensabilidade do Tribunal de Cristo.
- As obras que resistirem ao exame divino, ou seja, as obras que forem de ouro, prata ou pedras preciosas, darão ensejo aos seus autores ao recebimento de galardão, do justo prêmio, da recompensa, das coroas que estão prometidas à Igreja do Senhor.
- As obras, porém, que não resistirem ao exame divino, ou seja, as obras que forem de madeira, feno ou palha, não gerarão qualquer condenação aos seus autores, pois eles estão salvos, mas eles serão como que “salvos pelo fogo” (I Co.3:15), ou seja, viverão eternamente com o Senhor, mas sem qualquer galardão, sem qualquer prêmio, exatamente como alguém que se salva de um incêndio e que, apesar de ter perdido tudo, inclusive as suas próprias vestimentas ou a sua pele, fica extremamente alegre, porque ainda tem o maior de todos os dons de Deus: a vida.
- O apóstolo é claro ao mostrar que o fundamento do edifício de Deus só pode ser Jesus Cristo (I Co.3:11), retomando, assim, seu ensino a respeito da singularidade da mensagem da cruz para a salvação da humanidade. Mas, uma vez posto como fundamento Jesus Cristo, a edificação se fará pelo homem, que, conforme o caso, produzirá edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha.
- É interessante notar que são seis os materiais de construção utilizados na edificação e seis, como se sabe, é o número do homem. Trata-se, pois, de parte pertinente ao homem na obra de Deus, visto que há uma “cooperação”, ou seja, tanto Deus trabalha, como o homem também trabalha, a exemplo do que ocorreu com Jesus em Seu ministério terreno (Jo.5:37). Aliás, não nos esqueçamos, o trabalho da igreja é mera continuação do trabalho de Cristo (Jo.14:12), daí porque a igreja ser chamada de “corpo de Cristo”, visto que prossegue o trabalho do Senhor Jesus sobre a face da Terra.
- Estes seis materiais, diz-nos o apóstolo, vão ser levados a julgamento, passarão pelo “fogo divino”, que aqui não representa o fervor espiritual nem tampouco o poder de Deus, mas o juízo, como se vê na pregação de João Batista (Mt.3:12). Como ensina o pastor João Maria Hermel, presidente das Assembleias de Deus em Passo Fundo/RS, “…trata-se mais da qualidade do trabalho feito do que da quantidade de trabalho.” (Escatologia. In: Apostila da 62ª EBO da Assembleia de Deus do Ministério do Belém – São Paulo, p.58).
- Três destes materiais resistem ao fogo: ouro, prata e pedras preciosas. Representam as obras feitas de acordo com a direção e orientação divinas, obras feitas para a glória do Senhor, obras feitas com o propósito de louvar e bendizer ao nome do Senhor.
- Como ensina o pastor João Maria Hermel: “OURO: simboliza a glória de Deus, relaciona-se com as coisas celestiais (Ap.3:18; Jó 22:23-25)” (HERMEL. João Maria. op.cit., p.58). O objetivo das obras feitas pelo salvo é a glorificação de Deus (Mt.5:16). Foi este o objetivo de toda a obra realizada pelo Senhor Jesus sobre a face da Terra (Jo.17:4).
- Quando, pois, tomamos atitudes com a intenção de glorificar o nome do Senhor, com a única intenção de fazer com que os homens glorifiquem a Deus, quando nos fazemos instrumentos da glória de Deus, tais obras têm a maior qualidade possível, pois estaremos sendo imitadores de Cristo (I Co.11:1). Uma obra desta natureza resultará em premiação, resiste ao fogo do juízo divino.
- A segunda espécie de obras produzidas pelos salvos são as obras de prata, que, como ensina o pastor João Maria Hermel: “PRATA: símbolo de redenção, resgate, sacrifício de Cristo (Ex. 30:11-16; I Co.1:23)” (ibid).
- As obras de prata referem-se às ações praticadas pelos salvos cujo objetivo era a salvação das almas, que as pessoas fossem alcançadas pela redenção de Cristo. São ações que priorizam o sacrifício de Cristo, é a pregação de Cristo e Este crucificado, que era o que Paulo procurava apresentar às pessoas (I Co.2:2), a mensagem da cruz.
- A Igreja precisa ter consciência que sua tarefa precípua no mundo é a pregação do Evangelho (Mc.16:15), é anunciar a salvação na pessoa de Cristo aos incrédulos. Tudo o que for feito com esta intenção, com esta motivação será uma obra de prata, que será aprovada pelo Senhor Jesus, pois é para isto que Ele nos chama (Mt.4:19; At.9:15; 23:11; I Co.9:16; I Pe.2:9).
- A terceira espécie de obras produzidas pelos salvos são as obras consideradas como pedras preciosas. Segundo o pastor João Maria Hermel, “…PEDRAS PRECIOSAS: simboliza tudo o que se faz através do Espírito Santo (Fp.3:3; Rm.15:18-20; Gn.24:53; I Co.12:4-6).…” (ibid.).
- As pedras preciosas simbolizam as atitudes que fazemos por meio do Espírito Santo, ou seja, todas as ações que realizamos sob orientação e direção do Consolador que o Senhor deixou para nos guiar em toda a verdade (Jo.16:13).
- Há uma necessidade premente de nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo e de atendermos às Suas orientações. Precisamos ser espirituais, não dando vazão ao nosso “eu” ou à nossa vontade. Fomos escolhidos para ir e dar fruto (Jo.15:16), e este fruto outro não é senão o fruto do Espírito Santo (Gl.5:22).
- Os que tiverem edificado com estes três materiais, certamente receberão galardão da parte do Senhor Jesus (I Co.3:14), visto que seu trabalho não foi em vão, resultou em frutos que foram aprovados pelo fogo divino.
- Entretanto, não são estes os únicos materiais com que se edifica na obra de Deus. Como o homem é falho (Sl.9:20), também se edifica mal, também se constrói com materiais que, lamentavelmente, não resistem ao julgamento do fogo divino. ´Três são estes materiais, que não resistem ao fogo: a madeira, o feno e a palha. São obras realizadas sem a orientação divina, feitas por homens em prol dos homens, feitas sem o foco correto, que é o Senhor Jesus.
- Segundo o pastor João Maria Hermel, “…MADEIRA: representa a natureza humana (I Co.3:3; Lc.6:33,34). As obras de madeira são as realizadas mediante conceitos humanos, que têm sua origem no próprio crente. São obras que desprezam a orientação do Espírito Santo e que querem fazer a obra de Deus consoante as suas próprias habilidades, dentro de uma mentalidade terrena, sem qualquer consulta ao Senhor.
- “…FENO: representa aquilo que é seco, sem renovação (Jr.23:28; Is.15:6).…”(ibid.). Sãs as obras realizadas por pessoas que deixaram de ter uma vida de intimidade com Deus, que se deixaram desfalecer, que não mais procuram a necessária renovação diária com o Espírito Santo, mediante os meios de santificação (oração, meditação nas Escrituras, temor a Deus, jejum, participação digna na ceia do Senhor). São pessoas que passaram a usar o “piloto automático” na vida espiritual, que se contentam em repetir aquilo que “deu certo” ou “está dando certo”, realizando ações que nada representam em termos de vida e de avivamento espirituais.
- “…PALHA: representa a ausência de estabilidade (Ef.4:14) e também servidão (Ex.5:7), a palha não tem sabor, fala dos crentes que não perseveram nos caminhos do Senhor.…” (ibid.). Sãs as obras daqueles que não têm firmeza espiritual, que não conseguem superar a mediocridade espiritual, que um dia estão juntinho do trono de Deus, no outro dia, extremamente próximos ao pecado. Pessoas volúveis, que não têm estrutura doutrinária, que não estão arraigados na Palavra de Deus e que, por isso, não podem produzir algo duradouro. Fomos chamados para produzir fruto permanente (Jo.15:16), para sermos firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor (IU Co.15:58).
- Os que forem reprovados neste julgamento não perderão a salvação, pois a salvação se faz pela fé em Jesus e estes crentes creram em Cristo, tanto que puseram como fundamento da edificação o Senhor Jesus (I Co.3:15). Entretanto, não terão direito a galardão, mas tão somente a um louvor (I Co.4:5).
- Após o exame das obras de cada um, que serão publicamente manifestas a todos os salvos em Cristo Jesus, para que tenhamos a devida transparência, o Senhor dará a cada um o galardão que está com Ele (Ap.22:12).
- Uma fé produtiva e completa é aquele em que não somente se crê que Deus existe mas que Ele é galardoador de todos que O buscam (Hb.11:6). Somente quem produziu obras de ouro, prata e pedras preciosas alcançou a completude desta fé e, por isso mesmo, receberá o galardão. Aqueles que somente creram que Deus existe e se submeteram a Ele como Senhor, demonstrando uma fé genuína, mas que não tiveram a capacidade de reconhece-l’O como galardoador, receberão a salvação (o que não é pouca coisa), mas não terão qualquer galardão, a não ser o já mencionado louvor (I Co.4:5).
- Estes galardões são denominados nas Escrituras de “coroas”, linguagem muito conhecida pelo mundo greco-romano, que via sempre os atletas receberem como prêmios “coroas”, que eram normalmente feitas de louro e entregues aos que venciam as competições, em especial os Jogos Olímpicos.
- O apóstolo Paulo diz que todo salvo na pessoa de Cristo Jesus é um atleta e que receberá também um prêmio no final de sua carreira (I Co.9:24). Estamos correndo de forma a recebermos este prêmio ao final de nossa jornada aqui na Terra? Pensemos nisso! - A Bíblia fala de alguns galardões, de algumas coroas que serão dadas aos salvos e o motivo de sua concessão. Vejamo-los:
- A primeira coroa mencionada é a coroa da justiça (II Tm.4:8). Esta coroa será dada pelo Senhor a todos quantos amarem a Sua vinda. Segundo o que Paulo nos diz, quem ama a vinda do Senhor, combate o bom combate da fé, acaba a carreira e guarda a fé, apesar de todas as situações e circunstâncias adversas que se lhe apresentem (II Tm.4:7).
- Vemos aqui, mais uma vez, o equívoco daqueles que defendem a chamada “teoria do arrebatamento parcial”. Os crentes que “amam a vinda do Senhor”, que mantêm acesa e manifesta a esperança no arrebatamento da Igreja, vivendo de modo a estar sempre pronto para este evento e divulgando a mensagem aos demais cristãos, não são os que vão subir, pois subir ao encontro do Senhor nos ares todos subirão, mas serão aqueles que receberão a “coroa da vida”. Estamos, pois, não a falar de ser, ou não, arrebatado, mas, sim, de ser, ou não galardoado.
- A segunda coroa mencionada é a coroa da vida (Tg.1:12). Esta coroa será dada pelo Senhor a todos quantos amarem ao Senhor e forem fiéis até a morte (Ap.2:10). Jesus diz que quem O ama, faz o que Ele manda (Jo.15:10,14).
- Estamos diante da premiação que derem as suas vidas por fidelidade ao Senhor Jesus. Nem todos precisarão morrer pela fé, mas aqueles que o fizerem serão devidamente recompensados pelo Senhor, recebendo esta coroa. Trata-se de um galardão a ser entregue a quem, a exemplo de Paulo, derramar seu sangue em aspersão de sacrifício (II Tm.4:6). É o prêmio que receberão os mártires.
- Foi com base nesta evidência bíblica que a Igreja Romana e a Igreja Ortodoxa consideraram que, ao ficar evidenciado que alguém morreu por causa da fé, temos a convicção de que esta pessoa já está no Paraíso, pois, se haverá a premiação de tais pessoas no Tribunal de Cristo, tem-se como pressuposto de que esta pessoa está salva.
- Devemos ter um pouco de cuidado com esta afirmação, pois, se há uma forte evidência de que o mártir somente o é por causa de sua condição de salvo em Cristo Jesus, isto não é uma certeza absoluta, pois, como diz o próprio Paulo, pode ser que alguém ouse morrer pelo bom (Rm.5:7) e não há pessoa que ostente a bondade em nível mais sublime que o Senhor Jesus.
- Ademais, é imperioso observarmos que muitos martírios não se fazem por causa da fé em Cristo Jesus, mas por outros motivos, como vemos, por exemplo, entre os mártires muçulmanos, que entregam a sua vida em troca de vantagens puramente carnais, como é o ilusório desfrute de setenta virgens no Paraíso, como é prometido no Alcorão.
- Mas ainda que o martírio se tenha dado por causa da fé em Cristo, tal martírio confere ao salvo a recompensa, a ser recebida no Tribunal de Cristo, que é a coroa da vida e não qualquer poder de poder interceder pelos salvos que ainda estão peregrinando na Terra como defendem romanistas e ortodoxos, pois não há qualquer comunicação entre vivos e mortos.
- A terceira coroa mencionada é a coroa de glória (I Pe.5:4). Esta coroa está reservada aos pastores que apascentarem o rebanho de Deus da forma biblicamente prevista, ou seja, com cuidado, não por força, voluntariamente, não por torpe ganância, de ânimo pronto, não como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho (I Pe.5:2,3).
- Somente a Igreja terá o privilégio de receber galardão do Senhor, pois somente ela participará do Tribunal de Cristo. Os salvos que se salvarem a partir da dispensação da graça não terão este privilégio, pois, daqui para a frente, o julgamento será tão somente de salvação ou condenação, sem que haja qualquer direito a galardão. Por isso, a Bíblia diz que são bem-aventurados aqueles que participam da ceia das bodas do Cordeiro (Ap.19:9).
- Por fim, cabe-nos observar que esta menção de coroas, de prêmios é identificada por alguns como sendo diferentes posições que haverá nos céus para os crentes, o que não é de se admirar, pois, como sabemos, temos diferentes ordens angelicais, umas mais próximas e outras mais distantes do Senhor, outras com maior glória, outras com menor glória.
- Diz o Senhor Jesus que nós seremos como os anjos nos céus (Mt.22:30), de modo que não é surpreendente que tenhamos posições distintas na glória, mesmo todos pertencendo à Igreja, já que tivemos diferentes respostas e reações à escolha de Cristo a nosso respeito. Tanto assim é que o Senhor Jesus prometeu um lugar distintivo aos Seus apóstolos (Mt.19:28), sendo também evidente tal distinção na cena do culto celestial presenciado por João em Ap. 4 e 5, pois o Senhor julgará a cada um segundo a sua obra e, naturalmente, este tratamento individual não admite a massificação, o igualitarismo, algo que jamais foi feito pelo Senhor, que criou cada ser humano diferente do outro.
- Façamos, portanto, a obra do Senhor com firmeza, constância, com o objetivo de sempre glorificar a Deus, de anunciar a salvação na pessoa de Cristo Jesus, sob a direção e orientação do Espírito Santo e, deste modo, não só seremos provados mas aprovados e devidamente galardoados no Tribunal de Cristo.

Colaboração para o Portal Escola Dominical – Ev. Dr. Caramuru Afonso Francisco
fonte:http://www.portalebd.org.br/attachments/article/872/1T2016_L6_esbo%C3%A7o_caramuru.pdf

Pré-aula_Lição 6: O Tribunal de Cristo e os galardões

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Subsídio Lição 5, O Arrebatamento da Igreja


Sete Certezas Sobre o Arrebatamento

Subsídio 

Norbert Lieth
"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.13-18).

Primeira certeza: os mortos não estão mortos

"Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem" (v.14). Esta certeza consiste em três partes:

a) No Novo Testamento, a ressurreição se refere principalmente ao corpo

O "dormir" dos crentes ou a expressão "os que dormem" dizem respeito aos corpos dos cristãos (At 13.36-37; Rm 8.10-11,23; 1 Co 15.35-46). A Bíblia não ensina o "sono" da alma! Por exemplo, o homem rico e Lázaro, depois que morreram, estavam respectivamente no reino dos mortos (hades) e no paraíso, mas absolutamente conscientes (Lc 16.19-31).
O corpo, que deixamos por ocasião da morte, "dorme"; mas o espírito do crente – sua personalidade, seu ser, sua consciência – encontra-se com Cristo a partir do momento da morte. O apóstolo Paulo estava totalmente convicto dessa realidade, motivo porque escreveu: "...tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor" (Fp 1.23).
Quando os saduceus discutiram com Jesus acerca da ressurreição dos mortos, Ele lhes disse: "E, quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou (Êx 3.6): Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos" (Mt 22.31-32).
O Senhor Jesus Cristo diz: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente..." (Jo 11.25-26).Em João 8.51 Ele também acentua: "...se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente." Se bem que o corpo adormece, o espírito daquele que crê em Jesus continua vivendo.
Em 2 Coríntios 5.8 está escrito que "deixar o corpo" significa ao mesmo tempo "habitar com o Senhor". Em outras palavras: assim que deixamos o corpo estamos com Cristo.
Romanos 8.10 se refere a uma verdade espiritual que já aconteceu, mas por outro lado essa verdade também se aplica ao futuro após a morte: "Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça."
Em 1 Tessalonicenses 4.16 lemos acerca dos "mortos em Cristo". Uma vez que Jesus ressuscitou e vive, também vivem todos os que dormiram nEle. Espiritualmente eles estão em Cristo e vivem com Cristo ("Pois a nossa pátria está nos céus" – (Fp 3.20), fisicamente eles serão ressuscitados.

b) A esperança de estar com Cristo

Mas a realidade é ainda mais maravilhosa, e isso também faz parte da certeza da salvação e do arrebatamento. Como cristãos, não dizemos por acaso: "O Senhor levou tal irmão ou tal irmã". Realmente é verdade que um cristão é buscado por Jesus, enquanto um não-crente é levado pela morte. A Igreja de Jesus não verá a morte: "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança" (1 Ts 4.13). Os outros estão fora (v.12), não estão em Cristo!
O versículo 14 trata dos que dormem em Jesus: "Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem." Isso fica mais claro na Edição Revista e Corrigida: "Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele". Os cristãos que morreram foram postos para dormir por Jesus, assim como uma mãe ou um pai põem seus filhos para dormir à noite. Isso significa na prática: quando um crente morre, ele é buscado por Jesus, e assim não verá a morte. Estou convicto de que o Senhor está presente na morte de cada um de Seus filhos, para levá-los para junto de Si.

c) A garantia de que os mortos virão com Cristo

A promessa de que Deus, "mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem" é uma afirmação revolucionária. É importante observar que não está escrito: "trará para Ele", mas "trará, em sua companhia", ou seja, "trará com Ele". O próprio Senhor comunica ao apóstolo – e assim a toda a Igreja – que os mortos em Cristo não serão prejudicados de modo algum, mas que até terão a primazia.
Quando voltar, Jesus trará consigo os que morreram nEle, pois eles já estão com Ele (1 Ts 4.14-15), e ressuscitará seus corpos mortos em primeiro lugar (v.16). Somente depois disso acontecerá a transformação dos crentes ainda vivos, e então eles serão arrebatados juntos ao encontro do Senhor (v.17).
Examinemos o versículo 14 em duas outras versões:
"Visto que nós cremos que Jesus morreu e depois voltou à vida, podemos também crer que, quando Jesus voltar, Deus trará de volta com Ele todos os cristãos que já morreram" (A Bíblia Viva).
"Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com ele" (Edição Revista e Corrigida).
Portanto, isso significa simplesmente que os trazidos com Jesus em Sua vinda são os espíritos sem corpo dos que morreram em Cristo. Primeiro, seus corpos serão ressuscitados e juntados aos espíritos. Depois os crentes vivos serão transformados e toda a Igreja será levada para o céu com Jesus.
O fundamento dessa esperança de ressurreição foi criado exclusivamente por Jesus através da Sua morte e ressurreição. Disso consiste a força e o poder da ressurreição. Agora, o que importa é se cremos na Sua morte e ressurreição (v.14). Certa vez Jesus perguntou aos Seus discípulos: "Quem dizeis (ou crêdes) que eu sou?" (Mt 16.15). Então Pedro deu a única resposta certa: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (v.16). Na sua opinião, quem é Jesus?

Segunda certeza: o Senhor voltará pessoalmente

"Porquanto o Senhor mesmo... descerá dos céus..."(1 Ts 4.16). A ressurreição/o arrebatamento será o momento em que o Senhor Jesus deixará Seu trono no céu e virá pessoalmente ao encontro da Sua Igreja a fim de levá-la para a casa do Pai. Assim como um noivo vai ao encontro da sua noiva, o Salvador virá ao encontro dos que comprou pelo Seu sangue e os conduzirá para Sua glória.
O Senhor não enviará um anjo ou qualquer outro emissário para fazer isso, Ele virá pessoalmente. Então se cumprirá literalmente a promessa de João 14.3: "E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também." Assim como Ele em pessoa nos salvou e morreu na cruz por nós, assim como Ele mesmo foi preparar-nos lugar – Ele voltará pessoalmente para buscar-nos para Si, para que estejamos onde Ele está. Em inúmeras passagens do Novo Testamento somos conclamados a esperar a volta de Jesus a qualquer momento (por exemplo, em 1 Co 11.26; 1 Ts 1.10; Hb 10.37).

Terceira certeza: a palavra de ordem

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). A Edição Revista e Corrigida diz: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro". Segundo meu entendimento, o próprio Senhor dará esta palavra de ordem, pois Ele é o Soberano a quem todos os exércitos celestiais obedecem. Isso é indicado nas seguintes passagens:
"Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que todos os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão" (Jo 5.25). Jesus, o Bom Pastor, também disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.27-28). Você já é uma ovelha do rebanho de Jesus? A resposta a essa pergunta tem importância decisiva em relação à eternidade. Você já tem um relacionamento pessoal com Jesus, por tê-lO recebido em sua vida (Jo 1.12)? Você pode dizer com certeza que é um filho de Deus? Se não o pode, pedimos que você dê esse passo decisivo ainda hoje!
• Quando o Senhor Jesus ressuscitou a Lázaro, lemos que Ele clamou dando uma ordem:"...(Jesus) clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!" (Jo 11.43). Devemos imaginar o seguinte: no decorrer dos tempos, milhões de pessoas crentes no Senhor Jesus dormiram, ou seja, faleceram. Aí chega a hora do arrebatamento. O Senhor se levanta do Seu trono e clama: "Vem para fora!" Então as sepulturas se abrirão, e nenhum dos que foram comprados pelo Seu sangue ficará para trás. Não importa se seus corpos foram queimados, se morreram contaminados por radiação nuclear ou se estão nas profundezas dos mares – Ele é o Criador, Ele os ressuscitará e os conduzirá ao encontro de seus espíritos/almas.
• No Salmo 33.9 está escrito acerca dEle, o Filho do Altíssimo: "Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir" (compare também Is 55.4).
Essa "palavra de ordem" do Senhor vem da linguagem militar. Ela é semelhante à voz de comando de um general que chama suas tropas para o combate. Por ocasião do arrebatamento, o General celestial dará ordem às tropas que lutam por Ele, que deveriam estar revestidas de toda a armadura espiritual (Ef 6.11ss), para que deixem o campo de batalha sobre a terra e venham com Ele para a Sua glória.

Quarta certeza: a voz do arcanjo

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). A designação "arcanjo" se aplica a apenas um anjo na Bíblia, isto é, a Miguel: "Contudo, o arcanjo Miguel..." (Jd 9). Miguel significa "Quem é como Deus?" Este anjo é um dos mais importantes em hierarquia (Dn 10.13).
No tempo de Daniel, Miguel lutou contra um príncipe dos demônios no mundo celestial e veio ajudar Gabriel, para que este pudesse confirmar a Daniel que suas orações haviam sido atendidas (Dn 10.12-14 e 21). Anteriormente este arcanjo também lutou com Satanás pelo corpo de Moisés: "Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o Diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo difamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!" (Jd 9). No final, Miguel e seus exércitos de anjos lutarão contra os exércitos de demônios de Satanás, os vencerão e lançarão sobre a terra para que não tenham mais acesso ao céu (Ap 12.7-9).
Por que se ouvirá a voz do arcanjo Miguel no momento do arrebatamento? Por que e para que ele levantará a sua voz – após a palavra de ordem do Senhor para o arrebatamento? A chave ou a resposta para isso está nas significativas palavras do arcanjo Gabriel ao judeu Daniel: "Mas eu te declararei o que está expresso na escritura da verdade; e ninguém há que esteja ao meu lado contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe" (Dn 10.21). Este arcanjo intervém de modo especial em favor do povo de Israel: "Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo..." (Dn 12.1).
Devemos lembrar que no momento em que o Senhor Jesus Cristo der a ordem para a ressurreição e para o arrebatamento da Sua Igreja, a dispensação da graça terminará. Então o "corpo de Cristo" estará completo, então o Pentecoste em sentido inverso (a retirada do Espírito Santo) acontecerá e a Igreja será levada para o céu.
Depois disso será restabelecida novamente uma espécie de "situação do Antigo Testamento" – a conexão entre a 69ª e a 70ª semana de anos de Daniel. Lembremo-nos apenas do quinto selo e daqueles na Grande Tribulação "...que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?" (Ap 6.9-10). Conforme meu entendimento, estes não pertencem à Igreja, pois verdadeiros discípulos de Jesus não pedem vingança. Pelo contrário. Ao morrer apedrejado pelos fariseus e escribas, Estevão clamou: ‘Senhor Jesus, recebe o meu espírito! Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz:Senhor, não lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu" (At 7.59-60).Quanto às condições típicas do Antigo Testamento durante a Grande Tribulação, lembremos também das duas testemunhas, que farão milagres, ferirão a terra com toda sorte de flagelos e farão sair fogo das suas bocas para devorar os inimigos (Ap 11.3-6; compare também Lc 9.54-55).
A Igreja de Jesus era um mistério, ela foi inserida por Deus entre a 69ª e a 70ª semana de anos de Daniel. Depois que ela for arrebatada, começará a 70ª semana de anos (ligada à 69ª semana) de Daniel 9. Enquanto a Igreja estiver na casa do Pai celestial, o mundo e Israel entrarão na Grande Tribulação. Assim, o povo judeu passará outra vez inteiramente para o centro da ação de Deus. Por isso o príncipe angélico de Israel entrará novamente em ação (como no caso de Daniel), e levantará a sua voz. Para quê? Em favor do povo de Israel: "Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro" (Dn 12.1). "Naquele tempo" significa: quando a Igreja tiver sido arrebatada, o anticristo tiver aparecido e a Grande Tribulação tiver começado, o arcanjo Miguel intervirá em favor do povo de Israel, pois então começará a salvação do remanescente de Israel: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente. Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará... Muitos serão purificados, embranquecidos e provados; mas os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão" (Dn 12.2-4 e 10). A voz do arcanjo em geral também é entendida como uma chamada coletiva de reunião e recolhimento dos santos do Antigo Testamento.
Atualmente muitos israelitas já chegaram ao conhecimento mais elevado que existe: eles creram em Jesus Cristo, o seu Messias! E o próprio Senhor acrescenta sempre mais judeus à Sua Igreja, como se conclui pelo seguinte relato:
(...) Cinco pessoas foram batizadas em outubro. Shalom e Ora, um jovem casal israelense, e duas filhas converteram-se através de sua vizinha, que freqüenta regularmente a igreja. "É algo especial", escreve John Pex, "quando jovens judeus reconhecem o seu Messias – principalmente quando um casal se converte e é batizado".
(...) A loja da Sociedade Bíblica em Tel Aviv está muito bem localizada e é visitada por muitos israelenses. Andy Ball, seu diretor, relata o exemplo de uma mulher ortodoxa que comprou um Novo Testamento na loja: ela queria conhecer a fé cristã em primeira mão. Uma funcionária do governo queria um Antigo Testamento em árabe para outra pessoa e nessa oportunidade comprou um Novo Testamento para si própria. A loja bíblica também abastece outras casas de comércio, universidades e hotéis com Novos Testamentos, livros e artigos cristãos... (Amzi 3/98)
Ao profeta Daniel foi ordenado: "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará." Que tipo de saber se multiplicará? Resposta: cada vez mais judeus reconhecerão que Jesus é o Messias. Já observamos o início disso hoje em dia. O número de membros das igreja judaico-messiânicas multiplicou-se por 10 nos últimos 30 anos!
Mas, voltando à voz do arcanjo: podemos imaginar que Miguel acompanhará o Senhor quando Ele vier buscar a Sua Igreja. A Bíblia Viva diz: "Pois o próprio Senhor descerá do céu com um potente clamor, com o vibrante brado do arcanjo e com o vigoroso toque de trombeta de Deus" (1 Ts 4.16). Evidentemente o Senhor não teria necessidade desse acompanhamento, mas parece que o arcanjo Miguel é o guerreiro que atua nos ares contra Satanás (Daniel 10), e como Israel terá entrado em cena novamente, o arcanjo intervirá lutando em favor do povo da aliança de Deus.
O arrebatamento da Igreja de Jesus (toda pessoa salva, seja judeu ou gentio, será retirada da terra) provocará um golpe repentino, dramático e inimaginável na história da humanidade que ficará para trás. Esse acontecimento revolucionário desencadeará uma série de outros acontecimentos subseqüentes. Queremos destacar um deles:

Em Israel irromperá um avivamento

Romanos 11.25 diz de maneira bem clara: "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios (na Igreja de Jesus)." Quando a plenitude dos gentios (das nações) tiver entrado no "corpo de Cristo", ele será levado para o céu. Aí terminará o endurecimento de Israel, sua cegueira acabará.
Então muitos judeus chegarão ao saber de Daniel 12.4, entendendo que o Senhor Jesus é o seu Messias. É muito provável que nos dias após o arrebatamento milhares e milhares de judeus se converterão a Jesus, à semelhança do que aconteceu no começo da Igreja no livro de Atos. Então brotará e nascerá a semente do Evangelho espalhada oralmente e de forma impressa pelos judeus messiânicos, que nesse tempo também terão sido arrebatados. Os que ficarem para trás, familiares, amigos, colegas, etc., procurarão Bíblias, livros e outras publicações cristãs deixadas pelos arrebatados. Eles se lembrarão daquilo que leram e ouviram, de comentários bíblicos e pregações sobre a esperança pelo Messias. Essa esperança já germina atualmente no coração de muitos judeus.
Depois do arrebatamento aparecerão também os 144.000 selados de Israel (Ap 7.4-8) e as duas testemunhas (Ap 11.3ss). Cada vez mais judeus se converterão e levarão o Evangelho ao seu próprio povo e aos gentios. Nisto os judeus terão uma grande vantagem, pelo fato de terem sido espalhados por todo o mundo e dominarem muitas línguas diferentes.
Mas, para sermos exatos, devemos dizer também que nem todos os judeus se converterão. Muitos, especialmente os ligados ao governo, farão a aliança com o anticristo, isto é, com o líder romano [europeu] (Dn 9.26-27; Ap 13.1; Is 28.14-16). Quando fala desse tempo, também Daniel diz que muitos serão purificados (converter-se-ão), mas muitos permanecerão ímpios; que muitos entenderão, mas muitos outros não entenderão (Dn 12.10). Apenas um remanescente será salvo, como se vê claramente em outras passagens das Escrituras (por exemplo, em Rm 9.27; Ez 20.33-38). Mas atrás de todo esse remanescente crente se colocará o arcanjo Miguel como príncipe de Israel. No arrebatamento ele levantará a sua voz, porque terá chegado sua hora para agir em favor do remanescente de Israel.
Como vimos, em nossos dias muitos israelitas estão crendo no seu Messias, em Jesus Cristo. Será que o Senhor está preparando o Seu povo para o arrebatamento e a Grande Tribulação? Será que Ele o faz porque a hora já está muito adiantada?

Quinta certeza: a trombeta de Deus

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). A trombeta de Deus aqui mencionada é a mesma de 1 Coríntios 15.52: "...num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados." Esta trombeta de Deus chamará todos os santos de todos os tempos para a casa do Pai.
Por que ela é chamada de "última trombeta"? Porque então a dispensação da graça chegará ao fim. A dispensação da anunciação do Evangelho da graça começou com uma "trombeta" e terminará com uma trombeta. Por que ela começou com uma "trombeta"? Porque podemos dizer que a pregação do Evangelho "repercutiu", "ressoou" ou foi "trombeteada". Por exemplo, a frase: "Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor..." (1 Ts 1.8), significa literalmente: "porque vocês trombetearam a palavra do Senhor". Em Romanos 10.18 está escrito: "Mas pergunto: Porventura, não ouviram? Sim, por certo: Por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo."
A trombeta do Evangelho conclamando para a salvação em Jesus Cristo ressoou por quase dois mil anos. Em breve se ouvirá a última trombeta, o Evangelho deixará de ser pregado, a dispensação da graça chegará ao fim e a Igreja estará concluída, a sua plenitude terá sido alcançada. A Igreja será chamada para subir à casa do Pai.
Em que será que pensaram os tessalonicences, que em grande parte eram judeus, quando Paulo escreveu sobre a trombeta? O Apocalipse ainda não existia, portanto eles ainda não sabiam nada sobre as sete trombetas de juízo ali descritas. Por isso, certamente eles pensaram na trombeta da salvação de Números 10.2-10. Nesse trecho do Antigo Testamento são mencionadas duas trombetas que eram tocadas em certas ocasiões. A ordem de Deus dizia: "Faze duas trombetas de prata; de obra batida as farás; servir-te-ão para convocares a congregação e para a partida dos arraiais" (Nm 10.2). Por um lado, portanto, estas trombetas de prata eram tocadas para convocar, chamar, juntar e reunir, e por outro lado para levantar acampamento e partir. Isso não tem sentido profético? Convocação (chamamento) = pregação do Evangelho para vir a Jesus ("muitos são chamados..."), até que a plenitude estiver reunida. Partida = ressurreição/arrebatamento para a casa do Pai.
É interessante verificar que essas trombetas deviam ser confeccionadas de prata. Que prata era usada para essa finalidade? O siclo de prata do resgate [salvação] (Êx 30.12-13). Esses siclos eram dados como pagamento de resgate pela vida dos israelitas, para que não houvesse entre eles nenhuma praga. Isso também nos faz lembrar das 30 moedas de prata que foram pagas pela prisão do Senhor Jesus, que obteve a nossa salvação na cruz.
As diferentes maneiras de tocar as trombetas significavam, entre outras coisas, o seguinte:
a) Quando as duas trombetas eram tocadas de maneira normal, isso servia para o chamamento e ajuntamento de toda a congregação na porta da tenda da congregação (Nm 10.3) = um chamamento para salvação.
b) Quando as trombetas eram tocadas a rebate, fortemente, como "sinal de alarme", isso indicava a ordem para partir. O último toque da trombeta era o sinal para juntar os pertences e partir = uma maravilhosa ilustração do arrebatamento.
Agora ainda ressoa a trombeta do Evangelho para chamamento e ajuntamento. Mas quando for tocada a última trombeta de Deus como "sinal de alarme" para o arrebatamento, ao mesmo tempo isto será um sinal para o ajuntamento de Israel, porque então terá chegado o tempo do seu salvamento. É o que se conclui de Números 10.9: "Quando, na vossa terra, sairdes a pelejar contra os opressores que vos apertam, também tocareis as trombetas a rebate, e perante o SENHOR, vosso Deus, haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos."
Depois do arrebatamento virá o opressor, o anticristo, mas o Senhor se lembrará de Israel e no final salvará o Seu povo. Isaías 27.12-13 anuncia isso de maneira muito bonita: "Naquele dia, em que o SENHOR debulhará o seu cereal desde o Eufrates até ao ribeiro do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um. Naquele dia, se tocará uma grande trombeta, e os que andavam perdidos pela terra da Assíria e os que forem desterrados para a terra do Egito tornarão a vir e adorarão ao SENHOR no monte santo de Jerusalém."
Pelos motivos já mencionados e os que vamos acrescentar, a trombeta de Deus para o arrebatamento, segundo o meu entendimento, não equivale às sete trombetas do Apocalipse (capítulos 8-11).
• A trombeta de Deus para o arrebatamento anuncia a conclusão da era da graça. Trata-se da trombeta da salvação. No seu som temos a salvação, o perdão e a vitória do Evangelho. Ela ressoa principalmente para a Igreja, mas também para Israel, no sentido de que então o remanescente será reunido.
• As trombetas tocadas pelos anjos em Apocalipse, entretanto, são todas trombetas de juízo sobre o mundo das nações que rejeitou a Cristo. Além disso, os vinte e quatro anciãos (a Igreja, veja Ap 4.9-11) já se encontram no céu por ocasião da sétima trombeta e anunciam a volta de Jesus e Seu reino (Ap 11.15-17ss).
• É muito interessante observar que outras traduções de 1 Tesalonisences 4.16, por exemplo a Edição Corrigida e Revisada, dizem: "...Porque o mesmo Senhor descerá do céu... com a trombeta de Deus...". Isto quer dizer que o próprio Senhor – como Sumo Sacerdote da Sua Igreja – tocará a trombeta, porque ela estará na Sua mão. Ele mesmo chamará os Seus para casa. Ele mesmo dará a ordem e o sinal para a retirada da Sua Igreja. Segundo o meu entendimento, isso também é o mais provável, pois a trombeta é chamada de "trombeta de Deus", e Jesus Cristo é Deus (Tt 2.13; 1 Jo 5.20). Por que não seria o Salvador que haveria de chamar os Seus salvos? Aliás, no Antigo Testamento apenas os sacerdotes podiam tocar as trombetas. E Jesus é o Sumo Sacerdote, não um anjo qualquer. As sete trombetas de juízo (Ap 8.6-9,12; 11.15) são empunhadas e tocadas por anjos. Por isso, deve haver uma diferença entre a trombeta do arrebatamento e as sete trombetas de juízo.

Sexta certeza: ressurreição e arrebatamento

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor" (1 Ts 4.16-17). Não se trata aqui de uma ressurreição geral. Somente os mortos emCristo e os vivos em Cristo serão ressuscitados ou transformados. Todos os demais mortos permanecerão nas suas sepulturas até o dia do juízo final. O que é descrito aqui é uma ressurreição seletiva dentre os mortos e realmente diz respeito somente àqueles que estãoem Cristo.
Em João 5.28-29 o Senhor mencionou duas diferentes ressurreições: "Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo." E quando Jesus desceu do monte com Seus discípulos depois da Sua transfiguração, Ele lhes disse algo que muito os admirou e que até então eles ainda não tinham ouvido. Trata-se de uma expressão totalmente nova em relação ao arrebatamento: "Ao descerem do monte, ordenou-lhes Jesus que não divulgassem as coisas que tinham visto, até o dia em que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. Eles guardaram a recomendação, perguntando uns aos outros que seria o ressuscitar dentre os mortos?" (Mc 9.9-10).
Jesus foi o primeiro que ressuscitou dentre os mortos (At 26.23; Cl 1.18; 1 Co 15.20). Também 1 Coríntios 15.23 fala disso: "Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda." Esta afirmação, em conexão com 1 Tessalonicences 4.16, explica que todos os que estão em Cristo ressuscitarão dentre os mortos. Esta é a chamada "primeira ressurreição" (Ap 20.5-6). As outras pessoas, as que não estavam em Jesus, que não pertenciam a Ele pela fé salvadora e, assim, não tinham um relacionamento pessoal com Ele, serão ressuscitadas mil anos mais tarde e então irão para o inferno (Ap 20.11-15).
Na primeira ressurreição/arrebatamento o Senhor Jesus deixará o Seu trono e, vindo do céu (da casa do Pai), aparecerá nos ares (1 Ts 4.17). Ele não virá de maneira visível sobre a terra, mas permanecerá na atmosfera superior. Os espíritos/almas dos que dormiram nEle O acompanharão, como provavelmente também o arcanjo Miguel. Então serão ressuscitados primeiro os corpos dos que morreram em Cristo. Logo a seguir, os corpos dos que ainda estiverem vivos serão transformados. Então a Igreja será arrebatada coletivamente ao encontro do Senhor nos ares, entre nuvens, e Ele levará Sua noiva para a casa do Pai. A Igreja terá então deixado seu lugar na terra e João 14.1-6 estará cumprido. Tudo isso naturalmente acontecerá numa fração de segundos (comp. 1 Co 15.51-53).

Sétima certeza: estar para sempre com o Senhor

"...e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4.17-18). Esta garantia: "...estaremos para sempre com o Senhor", é um consolo eterno acima de tudo o que é passageiro neste mundo... A partir desse momento, nada mais estará sujeito à morte para qualquer filho de Deus. Todas as tristezas do passado, todas as misérias e tentações, todas as perguntas, tudo será esquecido e respondido por este fato: "...estaremos para sempre com o Senhor." "Estaremos para sempre com o Senhor" significa que a Igreja estará sempre onde Jesus estiver; ela participará de toda a Sua riqueza divina. Então se cumprirá o que está escrito em Tito 2.13:
"...aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus."
"Aguardando ansiosamente aquele tempo quando se verá a sua glória – a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo" (A Bíblia Viva).
Mas quem não tem Jesus cai num abismo insondável de desespero. Aquele que não tem Jesus perde a bendita e eterna esperança. Justamente nesta passagem da ressurreição e do arrebatamento, a Bíblia nos mostra que haverá pessoas que estarão dentro (1 Ts 4.16) e pessoas que estarão fora (v.12), que haverá pessoas cheias de esperança e pessoas sem esperança (v.13), pessoas que estarão para sempre com o Senhor e pessoas eternamente separadas dEle (v.17), pessoas consoladas e pessoas sem consolo (v.18). Aquele que nãoestá em Cristo não tem nenhum relacionamento com Deus; tal pessoa está "fora", sem esperança, porque não tem lar. Uma pessoa sem Jesus ficará eternamente sem consolo e sem paz.
Como você pode ganhar o direito de morar na casa do Pai celestial, adquirir a esperança de "estar para sempre com o Senhor" e transmitir esse consolo também para outros? Decidindo-se por Jesus Cristo e por Sua obra de salvação consumada na cruz – também por você. Se você aceitar isso pela fé, 1 Tessalonicenses 4.14-18 realmente se cumprirá também em sua vida. Por isso, decida-se totalmente por Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo! A Palavra do Deus Eterno lhe diz em Jó 11.13 e 18: "Se dispuseres o coração e estenderes as mãos para Deus... Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança". (Norbert Lieth -http://www.chamada.com.br)