segunda-feira, 5 de março de 2018

Pré-aula da Revista Juvenis - Lição 11 - Vida após a morte?

Juvenis - Lição 11 - Vida após a morte?

Revista: Juvenis 15 e 17 anos

Introdução

A morte é um assunto que evitamos falar e comentar. Entretanto, o viver humano encontra em sua jornada a ameaça da morte. Nesta lição estudaremos a questão da morte sob a perspectiva da Bíblia, pois nela, a realidade da morte e o seu impacto na vida humana são tratados com clareza e fé.

I.  QUE É A MORTE

1. Conceito. Não é tarefa fácil definir a morte. Como fenômeno natural, ela é discutida na ciência, na religião e faz parte de debates cotidianos, pois atinge a todos (Sl 89.48; Ec 8.8). Anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória, o consenso médico atual a define como cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano. No entanto, a definição mais popular do fenômeno é a “interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo”. A constatação de que a pessoa entrou em óbito é o ponto de partida para a permissão, ou não, pela família, de doar órgãos.

2. O que as Escrituras dizem? “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor não planejou tal realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte é consequência da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade. Assim, a Bíblia demonstra que a morte é a consequência inevitável do pecado, e realça esse fato como a separação entre “alma” e “corpo” (Gn 35.18).

3. É a separação da alma do corpo. A base bíblica para esse entendimento está em Gênesis 35.18, quando da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu)”. Tiago, o irmão do Senhor, corrobora esse pensamento quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito [alma] está morto, assim também a fé sem obras é morta” (2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a separação da “alma” do “corpo” estabelece o fenômeno natural e também espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma após a separação do corpo? Há vida após a morte? São indagações que podemos fazer.

II. A VIDA APÓS A MORTE

1. O que diz o Antigo Testamento. “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14.14a). Essa é uma pergunta de interesse perene para todos os seres humanos. Indagações como: “Há vida após a morte?”, “Existe consciência noutra vida?” são questões existenciais não muito resolvidas até mesmo para alguns teólogos. Entretanto, as Escrituras têm as respostas a essas perguntas.

a) Sheol. Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico é “sheol”. Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. É traduzido por “inferno” e “sepultura”. Tais expressões denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperança de se estar diante de Deus após a experiência da morte. Tal expectativa representa o âmago das expressões do salmista.
b) A esperança da ressurreição. O patriarca Jó, após muito padecer, expressou-se confiantemente: “E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (19.26 cf. vv.23-25,27). O salmista expressou-se a esse respeito da seguinte forma: “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (17.15 cf. 16.9-11). Os profetas Isaías e Daniel expõem a esperança da ressurreição como um encontro irreversível com Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos realçam a doutrina da esperança na ressurreição do corpo em glória e denotam, inclusive, a alegria do crente em se encontrar com o seu Deus após a morte. Logo, podemos afirmar categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de detalhes, que há vida e consciência após a morte.

2. O que diz o Novo Testamento. A base bíblica neotestamentária da existência de vida consciente após a morte e a imortalidade da alma está fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele foi quem trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que crê. As evidências são abundantes (Mt 10.28, Lc 23.43, Jo 11.25,26; 14.3; 2 Co 5.1). Essas porções bíblicas ensinam claramente a sobrevivência da alma humana fora do corpo, seja a do crente ou a do não crente, após a morte. Não obstante, a redenção do corpo e a alegre comunhão eterna com Deus são resultados da plena e bem-aventurada ressurreição e transformação do corpo corruptível em incorruptível (1 Co 15.1-58; 1 Ts 4.16; Fp 3.21).

Definitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os cristãos não é uma existência finita, mas uma linda história de comunhão com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em nós, através de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua graça salvadora enquanto estivermos em nossa peregrinação terrena.

III. O DILEMA EXISTENCIAL HUMANO

Toda criatura humana enfrenta esse dilema. Não foi sua escolha vir ao mundo, mas não consegue fugir à realidade do fim de sua existência. O dilema existencial resulta da realidade da morte que tem que ser enfrentada. Em Eclesiastes, o pregador diz: “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó voltarão”, Ec 3.20,21. São palavras da Bíblia e não de nenhum materialista contemporâneo. Quanto à realidade da vida e da morte, o homem é, dentro da criação, o único que sabe que vai morrer. Analisemos alguns sistemas filosóficos os quais discutem esse assunto.

1. Existencialismo. Seu interesse é, essencialmente, com as questões inevitáveis de vida e morte. Preocupa-se com a vida, mas reconhecem a presença da morte constante na existência humana. Os seus filósofos vêem a morte como o fim de uma viagem ou como um perpétuo acompanhante do ser humano desde o berço até a sepultura. Para eles, a morte é um elemento natural da vida.

Ora, essas idéias são refutadas pela Bíblia Sagrada. A morte nada tem de natural. É algo inatural, impróprio e hostil à natureza humana. Deus não criou o ser humano para a morte, mas ela foi manifestada como juízo divino contra o pecado (Rm 1.32). Foi introduzida no mundo como castigo positivo de Deus contra o pecado (Gn 2.17; 3.19; Rm 5.12,17; Rm 6.23; 1 Co 15.21; Tg 1.15).

2. Materialismo. Não admite as coisas espirituais. Do ponto de vista dos materialistas, tudo é matéria. Entendem que a matéria é incriada e indestrutível substância da qual todas as coisas se compõem e à qual todas se reduzem. Afirmam ainda que, a geração e a corrupção das coisas obedecem a uma necessidade natural, não sobrenatural, nem ao destino, mas às leis físicas. Portanto, o sentido espiritual da morte não é aceita pelos materialistas.
O cristão verdadeiro não foge à realidade da morte, mas a enfrenta com confiança no fato de que Cristo conquistou para Ele a vida após a morte — a vida eterna (Jo 11.25).

3. Estoicismo. Os estóicos seguem a idéia fatalista que ensina que a morte é algo natural e devemos admiti-la sem temê-la, uma vez que o homem não consegue fugir do seu destino.
4. Platonismo. O filósofo grego Platão ensinava que a matéria é má e desprezível, só o espírito é que importa. Porém, não é assim que a Bíblia ensina. O corpo do cristão, a despeito de ser uma casa material, temporária e provisória, é templo do Espírito Santo (1 Co 3.16,17). Somos ensinados a proteger o corpo para a manifestação do Espírito de Deus.

IV. DEFINIÇÃO BÍBLICA PARA A MORTE

1. O sentido literal e metafórico da palavra morte.

a) Separação. No grego a palavra morte é thanatos que quer dizer separação. A morte separa as partes materiais e imateriais do ser humano. A matéria volta ao pó e a parte imaterial separa-se e vai ao mundo dos mortos, o Sheol-Hades, onde jaz no estado intermediário entre a morte e a ressurreição (Mt 10.28; Lc 12.4; Ec 12.7; Gn 2.7).
b) Saída ou partida. A morte física é como a saída de um lugar para outro (Lc 9.31; 2 Pe 1.14-16).

c) Cessação. Cessa a existência da vida animal, física (Mt 2.20).

d) Rompimento. Ela rompe as relações naturais da vida material. Não há como relacionar-se com as pessoas depois que morrem. A idéia de comunicação com pessoas que já morreram é uma fraude diabólica.

e) Distinção. Ela distingue o temporal do eterno na vida humana. Toda criatura humana não pode fugir do seu destino eterno: salvação ou perdição (Mt 10.28).

2. O sentido bíblico e doutrinário da morte.

a) A morte como o salário do pecado (Rm 6.23). O pecado, no contexto desse versículo, é representado pela figura de um cruel feitor de escravos que dá a morte como pagamento. O salário requerido pelo pecado é merecidamente a morte. Como pagamento, a morte não aniquila o pecador. A verdade que a Bíblia nos comunica é que a morte não é a simples cessação da existência física, mas é uma conseqüência dolorosa pela prática do pecado, seu pagamento, a sua justa retribuição. Quando morre, o pecador está ceifando na forma de corrupção aquilo que plantou na forma de pecado (Gl 6.7,8; 2 Co 5.10). Portanto, a morte física é o primeiro efeito externo e visível da ação do pecado (Gn 2.17; 1 Co 15.21; Tg 1.15).

b) A morte é sinal e fruto do pecado. O homem vive inevitavelmente dentro da esfera da morte e não pode fugir da condenação. Somente quem tem a Cristo e o aceitou está fora dessa esfera. Só em Cristo o homem consegue salvar-se do poder da morte eterna. Tiago mostra-nos uma relação entre o pecado e a morte, quando diz: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg 1.14,15. O pecado, portanto, frutifica e gera a morte.

c) A morte foi vencida por Cristo no Calvário. A resposta única, clara, evidente e independente de quaisquer idéias filosóficas a respeito da morte é a Palavra de Deus revelada e pronunciada através de Cristo Jesus no Calvário (Hb 1.1). Cristo é a última palavra e a única solução para o problema do pecado e a crueldade da morte (Rm 5.17).

V. TIPOS DISTINTOS DE MORTE

A Bíblia fala de três tipos distintos de mortes: física, espiritual e eterna.

1. Morte física. O texto que melhor elucida esta morte é 2 Sm 14.14, que diz: “Porque certamente morreremos e seremos como águas derramadas na terra, que não se ajuntam mais”. O que acontece com o corpo morto quando é sepultado? Depois de alguns dias, terá se desfeito e esvaído como águas derramadas na terra. E isso que a morte física acarreta literalmente.

2. Morte espiritual. Este tipo tem dois sentidos na perspectiva bíblica: negativo e positivo. No sentido negativo, a morte pode ser identificada pela expressão bíblica “morte no pecado”. E um estado de separação da comunhão com Deus. Significa estar debaixo do pecado, sob o seu domínio (Ef 2.1,5). O seu efeito é presente e futuro. No presente, refere-se a uma condição temporal de quem está separado da vida de Deus (Ef 4.18). No futuro, refere-se ao estado de eterna separação de Deus, o que acontecerá no Juízo Final (Mt 25.46).

No sentido positivo é a morte espiritual experimentada pelo crente em relação ao mundo. Isto é: a sua pena do pecado foi cancelada e, agora vive livre do domínio do pecado (Rm 6.14). Quanto ao futuro, o cristão autêntico terá a vida eterna. Ou seja: a redenção do corpo do pecado (Ap 21.27; 22.15).

3. Morte eterna. É chamada a segunda morte, porque a primeira é física (Ap 2.11). Identificada como punição do pecado (Rm 6.23). Também denominada castigo eterno. E a eterna separação da presença de Deus — a impossibilidade de arrependimento e perdão (Mt 25.46). Os ímpios, depois de julgados, receberão a punição da rejeição que fizeram à graça de Deus e, serão lançados no Geena (Lago de Fogo) (Ap 20.14,15; Mt 5.22,29,30; 23.14,15,33). Restringe-se apenas aos ímpios (At 24.15). Esse tipo de morte tem sido alvo de falsas teorias que rejeitam o ensino real da Bíblia.

VI MORTE, O INÍCIO DA VIDA ETERNA

1. Esperança, apesar do luto. É natural que a experiência da separação de um ente querido traga dor, angústia, tristeza e saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa do Mestre de Nazaré ainda sobrepõe-se a qualquer vicissitude existencial: “[...] quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).

2. A morte de Cristo e a certeza da vida eterna. O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade, e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a possibilidade de escaparmos do juízo divino pelo sangue precioso derramado por Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus não haveria ressurreição. Logo, não haveria pregação do Evangelho nem salvação. O apóstolo Paulo tinha a convicção de que a Cruz de Cristo é o âmago do Evangelho (1 Co 1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje só amamos o Senhor porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos, nEle, a vida eterna.

3. A morte: o desfrutar da vida eterna. O fenômeno da morte é para o crente a prova da fé vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa fé manifesta-se numa consciência de vitória apesar de a morte mostrar-se como uma aparente derrota. O apóstolo Pedro lembra dessa fé quando exorta-nos: “[...] alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1 Pe 4.13).
Para o crente a morte não é o fim, mas o início de uma extraordinária e plena vida com Cristo. É a certeza de que o seu “aguilhão” foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus (1 Co 15.55; Os 13.14). Um dia nosso corpo será plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17)!


CONCLUSÃO

A morte é a prova máxima da fé cristã, que produz nos crentes uma consciência de vitória (1 Pe 4.12,13). Os sofrimentos e aflições dessa vida são temporais, e aperfeiçoam nossa esperança para enfrentar a morte física, que se constitui num trampolim para a vida eterna. Ela se torna a porta que se abre para o céu de glória. Quando um cristão morre, ele descansa, dorme (2 Ts 1.7). Ao invés de derrota, a morte significa vitória, ganho (Fp 1.21). A Bíblia consola o cristão acerca dos mortos em Cristo quando declara que a morte do crente “é agradável aos olhos do Senhor”, Sl 116.15. Diz também, que morrer em Cristo é estar “presente com o Senhor”, 2 Co 5.8.

Apliquem a dinâmica “O Salário do Pecado”, que oportunizará a demonstração da origem do pecado e como consequência a morte física e espiritual.
- Em seguida, trabalhem o conteúdo da lição sempre de forma participativa e contextualizada. Enfatizem que nossas ações determinarão o lugar onde passaremos a vida eterna.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: O Salário do Pecado
Objetivo:
Refletir sobre o pecado que originou a morte física e espiritual.
Material:
02 alunos(01 aluno e uma aluna)
Frutas variadas
01 cartolina preta
Procedimento:
- Peçam para que o menino e a menina se posicionem diante da turma e falem que o casal representará Adão e Eva.
- Coloquem uma cesta com vários tipos de fruta diante deles.
- Leiam Gn 2. 15 a 17:
“E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.
- Falem: Lemos nestes versículos acerca da orientação de Deus sobre o que podiam ou não comer dos frutos do jardim.
Escolham 01 fruta e digam que ela vai representar a árvore do conhecimento do bem e do mal.
- Falem: Mas, Adão e Eva desobedeceram:
Leiam: “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela”(Gênesis 3:6).
Neste momento, “Eva” deve comer parte da fruta proibida e depois passar para “Adão”.
- Falem: Qual foi o pecado?
Certamente vão falar que foi a desobediência.
- Entreguem a metade da cartolina preta para o menino e a outra parte para a menina e falem que representa o pecado.
- Depois, leiam: “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram”(Romanos 5:12).
- Peçam para que o casal distribua pedaços de cartolina preta para todos os alunos, simbolizando que todos pecaram.
- Falem: Agora, temos um problema sério – o pecado e a morte.
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor”(Rm 6.33).
Vamos agora estudar sobre a morte como consequência do pecado e a vida após a morte.

Por Sulamita Macedo.

Pré-aula Adolescentes Lição 10 - Ética Crista

Revista Adolescentes Lição 10 - Ética Cristã

Revista:Adolescentes 13 e 14 anos

ESBOÇO DA LIÇÃO
1 – APRENDENDO OS VALORES DO REINO
2 – UM REINO QUE FUNCIONA DE MANEIRA DIFERENTE
3 – AGINDO DE ACORDO COM O REINO DE DEUS

OBJETIVOS
Explicar que devemos aprender os valores do Reino de Deus;
Mostrar que fazemos parte de um Reino diferente;
Estabelecer que o discípulo de Cristo deve praticar a Palavra de Deus.

Atenção para a tradição da Igreja de Cristo!
Além das Sagradas Escrituras, a Igreja de Cristo tem uma tradição riquíssima em decisões de questões éticas, como aborda muito bem o pastor Claudionor de Andrade: “Se, por um lado, não podemos escravizar-nos à tradição, por outro, não devemos desprezá-la. Sem o legado do que nos precederam, jamais teríamos conseguido estruturar nosso edifício teológico, moral e ético. Logo, é-nos permitido eleger a tradição eclesiástica como o segundo fundamento da Ética Cristã. [...]

A tradição, quando bem utilizada, assessora a Igreja nos dilemas teológicos, morais e éticos.
O apóstolo Paulo reconhece-lhe a importância: ‘Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes?” (2 Ts 3.6).

O que não podemos fazer é colocá-la de pé de igualdade com a Bíblia. A Didaqué é um dos tratados mais antigos e tradicionais da Igreja Cristã. Produzida ainda nos dias apostólicos, ajudou os primeiros cristãos a posicionarem-se espiritual e eticamente. A Doutrina dos Doze Apóstolos, como também é conhecida, realçava-se por amorosas admoestações, conforme podemos observar: ‘Há dois caminhos: um da vida e outro da morte. A diferença entre ambos é grande.

O caminho da vida é, pois, o seguinte: primeiro amarás a Deus que te fez: depois teu próximo como a ti mesmo. E tudo o que não queres que seja feito a ti, não o faças a outro’. Mais adiante, prossegue o autor anônimo, citando as práticas que conduzem o ser humano à perdição: ‘Mortes, adultérios, paixões, fornicações, roubos, idolatrias, práticas mágicas, rapinagens, falsos testemunhos, hipocrisias, ambiguidades, fraude, orgulho, maldade, arrogância, cobiça, má conversa, ciúme, insolência, extravagância, jactância, vaidade e ausência do temor de Deus’.” 
(ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.17,18).
Marcelo Oliveira de Oliveira
Editor da Revista Adolescentes

Introduzam o estudo do tema, utilizando a dinâmica “Vestindo a camisa”.
-Em seguida, trabalhem o conteúdo da lição.  Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: Vestindo a Camisa
Objetivo: Refletir sobre o compromisso com os valores do Reino de Deus.
Material:
01 folha de papel ofício para cada aluno.
Procedimento:
- Entreguem para cada aluno 01 folha de papel ofício.
- Solicitem aos alunos que façam um barco, utilizando a técnica da dobradura (aquela que fazíamos  costumeiramente quando criança, lembram?).
Aguardem que todos terminem e ajudem alguns que se esqueceram de como fazer.
- Falem: Quando aceitamos a Cristo, entramos no barco do Reino de Deus. Temos Jesus como nosso guia. Leiam Mt 8.23. Às vezes, o mar está calmo, mas há momentos de tormentas, de dificuldades, pensamos até que vamos naufragar. Leiam Mt 8. 24.
- Solicitem aos alunos que retirem a extremidade da direita e da esquerda do barco, rasgando as duas pontas. Depois, retirem também a extremidade da vela.
- Continuem, falando: Apesar das dificuldades, não naufragamos porque Cristo está conosco.
- Leiam Mt 8. 25 a 27.
"E os seus discípulos, aproximando-se o despertaram, dizendo: Senhor salva-nos, que perecemos.
E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.
E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecessem?"
- Apesar das avarias do barco (apontem para as extremidades retiradas), Cristo é nosso socorro; estamos no barco, porque somos integrantes do Reino, decidimos “Vestir a Camisa” do Reino de Deus.
- Perguntem: O que significa “Vestir a Camisa”?
Certamente as respostas terão o seguinte teor: ter compromisso, apresentar dedicação, estar motivado.
- Agora, solicitem aos alunos que abram a dobradura do barco. O que eles verão? Uma camisa!
A folha deve ficar dobrada ao meio, não abrir a folha completamente!
- Falem: Quem entra no Reino, precisa “Vestir a Camisa”, isto significa está comprometido com a Palavra de Deus, com os valores do Reino.
- Leiam: II Cr 7.14.
- Perguntem: Estamos realmente vestindo a “Camisa do Reino”?
Ideia original de transformar a dobradura do barco em camisa: desconhecida.
Elaboração da dinâmica: Sulamita Macedo.

domingo, 4 de março de 2018

Pré-Aula Pré-Adolescentes Lição 10 - Tenho Certeza da Salvação?

Pré-Adolescentes Lição 10 - Tenho Certeza da Salvação?

Revista: Pré-adolescentes 11 e 12 anos

Prezado(a) professor(a),

Na aula desta semana seus alunos estudarão a respeito da certeza da salvação. Esta é uma pergunta que os seus alunos devem saber responder. Muitos estão na igreja a um longo e, mesmo assim, ainda não dizer se têm a certeza da salvação.

Antes de qualquer coisa é importante a compreensão de que a salvação é adquirida pela graça de Deus. Não há nada que o pecador possa fazer para merecer a salvação. É, também, uma decisão do Criador que, por amor à criatura, decidiu intervir para remover a culpa do pecado do homem e trazê-lo de volta à sua maravilhosa presença. Esse processo ocorre por intermédio da fé no sacrifício de Jesus Cristo sobre a cruz. Não vem das boas obras que a pessoa pratica, e sim, mediante a fé em Jesus.

Entretanto, há uma responsabilidade que o crente deve se comprometer e arcar durante o tempo que lhe resta neste mundo. Todos os que aceitaram a Cristo, desde então, devem manter-se comprometidos com a santificação, um processo que não ocorre momentaneamente, mas é progressivo e intenso na vida do crente. “Sem a santificação ninguém verá a Deus”, já dizia o escritor da Carta aos Hebreus (Hb 12.14).

De acordo com BERGSTÉN (1999, p. 164):
O próprio Deus encarrega-se de conceder a certeza àqueles que, confiando nEle, aceitam o seu convite. Toda a Trindade está diretamente envolvida na chamada do pecador: Deus (cf. Is 1.18), Jesus (cf. Mt 11.28) e o Espírito Santo (cf. Ap 22.17) dizem “Vem!” Quando o pecador vem a Jesus, é recebido (cf. Jo 6.37). Deus, então, como confirmação, envia o seu Espírito  ao coração do penitente que começa a clamar: “Aba, Pai” (cf. Gl 4.6), testificando com o nosso espírito que somos filhos de Deus (cf. Rm 8.16). Assim, a certeza da salvação nasce dentro do coração! 

Além da testificação do Pai, do Filho e do Espírito Santo na vida do crente, o próprio relacionamento dele com Deus evidencia que verdadeiramente conheceu a salvação. O apóstolo Paulo afirmou aos coríntios: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (cf. 2 Co 5.17). Uma nova vida debaixo da graça de Deus manifesta o fruto do Espírito que se revela em demonstrações de arrependimento, amor e paz.

Aproveitando o assunto da lição de hoje, converse com seus alunos e pergunte se eles têm a certeza de que estão são em Cristo. Mostre que devem se manter no caminho a fim de que a salvação seja preservada até o fim. Para tanto, a santificação e a fé devem ser fortalecidas até o Dia em que Cristo retornar para buscar a sua amada Igreja.

Thiago Santos
Editor da revista Pré-Adolescentes

Utilizem a dinâmica “O presente da salvação”.
-Em seguida, trabalhem o conteúdo da lição.  Lembrem-se de que vocês devem oportunizar a participação do aluno, envolvendo-o através de exemplos e situações próprias de sua idade. Dessa forma, vocês estão contextualizando o tema com a vida do aluno, além de promover uma aprendizagem mais significativa.
Tenham uma excelente e produtiva aula!

Dinâmica: O Presente da salvação
Objetivo: Refletir sobre a Graça de Deus, a salvação, que é para todos.
Material:
01 caixa de presente
Balas ou chocolate(01 para cada aluno)
Versículo digitado em tamanho pequeno – Tito 2.11 “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos e os homens”.
Frase digitada da largura da caixa: “Este presente não é somente seu, distribua com os colegas”.
Papéis para sorteio
Procedimento:
ANTES DA AULA:
- Fixem os versículos nas balas com grampeador, se preferir vocês podem colar.
- Escrever o nome dos alunos para o sorteio.
- Arrumem a caixa da seguinte forma:
As balas no fundo da caixa.
Por cima das balas, coloquem a frase digitada no papel da largura da caixa: “Este presente não é somente seu, distribua com os colegas”.
DURANTE A AULA:
- Apresentem a caixa de presentes.
- Falem que na caixa há algo muito importante.
- Falem: Quem deseja receber este presente?
- Façam o sorteio do presente.
- Orientem ao ganhador para que ele abra caixa de presentes.
O aluno deverá abri-la e realizar a orientação contida na caixa, já descrita acima.
- Depois, os alunos deverão ler o versículo que está pregado na bala.
- Para concluir falem, a salvação pela Graça é para todos, é um presente muito valioso que recebemos de Deus. Da mesma forma, que o presente(apresentem a caixa) não era somente para um, mas para todos vocês, assim também a salvação para todos quantos aceitam a Cristo.
Por Sulamita Macedo.

Pré-aula Lição 10: O amigo que traiu