sábado, 31 de agosto de 2013

Uma Palavra aos Maridos Reformados que têm Esposas Não-Reformadas

Gaspar de Souza
esposa não reformadaÉ uma alegria descobrir a Fé Reformada. É uma alegria descobrir que o Deus Criador e Triúno planejou nossa Salvação desde a Eternidade. Como é gratificante o descobrir os Cinco Sola da Reforma – Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus, Soli Deo Gloria. Em ver a beleza da “Cadeia de Ouro” do TULIP – acróstico para a Soteriologia Reformada: Depravação Radical da natureza humana; Eleição Incondicional; Expiação Particular; Graça Irresistível e Perseverança dos Santos, que eu prefiro chamar de Perseverança do Salvador. Como é bom descobrir os escritos de Calvino, dos Puritanos, de ler John Owen, Jonathan Edwards, Richard Baxter, os sermões de fogo de Spurgeon. É impressionante ver a harmonia das Confissões de Fé e Catecismos, a beleza da Confissão Belga, a robustez da Confissão de Fé de Westminster, a sistematização das Helvéticas e Savoy (esta, bem parecida com a CFW!), a didática piedosa do Catecismo de Heidelberg, a solidez prática dos Catecismos de Westminster. Ao saber que autores de um passado não tão distante foram gigantes da fé, tais como o Dr. Martin Lloyd-Jones, considerado um dos últimos puritanos e exímio expositor bíblico; a firmeza teológica do Rev. James I. Paker; a fina apologética dos Dr. Cornelius Van Til e Dr. Gordon H. Clark; a sagacidade teológica dos Hodges, Dabney e Bavinck. É como ficar como os que sonham... Porém, não tem sido incomum a aqueles que, anteriormente em outra tradição teológica, normalmente Arminiana Tradicional ou Arminiana Pentecostal, ao descobrirem a Fé Reformada, passam à arrogância e desprezo pelos que não compartilham de sua tradição recém-descoberta. Até entendo que haja lá os seus gracejos, como aquele do “evangelismo arminiano”, onde se apresenta um homem tentando ressuscitar um esqueleto.

Mas confesso que não são as brincadeiras que me preocupam. O caso é mais sério. É caso de família e família é a coisa mais séria neste caso. É o caso dos que se convertem à tradição Reformada, mas têm esposas que continuam em suas tradições, especialmente Pentecostais.

A reclamação parece ser geral: os maridos se tornam insuportáveis, ranzinzas, chauvinistas, intolerantes e, para proselitar suas esposas, não poupam palavras duras e humilhantes – travestidas de piedade, claro –, não apenas contra sua fé, mas até mesmo contra sua pessoa. Agora, ela é a insubmissa por não aceitar imediatamente o “novo e vivo caminho” da fé de seu marido. Agora ela é a herege por não aceitar os cinco pontos. Agora o seu culto é idólatra por desprezar o princípio regulador do Culto e não aceitar acompanhá-lo imediatamente aos Cultos Reformados com Pregações Expositivas, coisas que ela, possivelmente, totalmente ignora. Ela é culpada por resistir e não aceitar os Sola da Reforma e não ir muito com a cara dos Puritanos. O resultado final não é proselitismo, mas sectarismo, porque ele não se importa de causar a divisão com aquela que Deus mesmo uniu a ele.

Aos meus irmãos casados, não resta senão achar-se sob o fardo da providência de ter uma esposa não-Reformada. Talvez algumas palavras a tais maridos reformados sejam necessárias e, assim, eles fujam da caricatura reformada que podem transmitir às suas esposas. Se quiserem ganhar as suas esposas, certamente não será pela força (Zc. 4.6).

Primeiramente, lembre-se de que ela é a sua esposa. Antes de ser reformada, arminiana, pentecostal etc., aquela que está com você sob o laço da aliança é a sua esposa. E, neste relacionamento, segundo as Escrituras, ela é a parte mais frágil, exigindo de você entendimento no convívio do lar, tendo-a em honra (1Ped. 3.7). Como você, a fim de forçá-la a acompanhá-lo na nova fé, costuma lembrá-la da submissão devida, não custa nada lembrar a você, querido irmão, que há uma submissão de sua parte a ela (Ef. 5.21). Como sei que você gosta dos Puritanos, leia o que disse um deles, antigo membro da Assembleia de Westminster (1643), oRev. Wiiliam Gouge (1575 – 1653). Este irmão escreveu um tratado com cerca de 600 páginas cujo título nos faz pensar: Of Domestical Duties (1622). Ali, no primeiro volume, ao expor o texto de Efésios 5.21 – “Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus” – o distinto puritano disse sobre a vocação particular, em que se encontra a relação marido e esposa, que a submissão do Marido à Esposa “é por morar com ela com entendimento, dando honra à esposa como vaso mais frágil” e isto deve ser feito sob a direção do “temor do Senhor”. Ainda diz o velho puritano: “como uma esposa deve saber sua responsabilidade, seu marido deve saber muito mais a sua própria, porque ele é para ser um guia, um bom exemplo para sua esposa, ele deve viver com ela com entendimento [...] negligenciar sua responsabilidade é mais desonroso a Deus, porque pela virtude de sua posição, você [marido] é a imagem e a glória de Deus (1Co 11.7). De fato, parafraseando o autor, negligenciar esta responsabilidade é pernicioso, pois não é apenas a esposa que será atingida, mas toda a família, pois, estando o marido em tal posição de cabeça, pode cometer abuso de autoridade sem ter alguém sobre si que contenha sua fúria.

Segundo, antes de ela ser sua esposa, ela é imagem de Deus. Eu preferi dizer que ela é imagem de Deus, pois é possível que algum marido reformado tenha esposa que “não-cristã”. Sendo assim, se o marido reformado entender a sua grande responsabilidade com aquela que não compartilha da mesma fé com ele, muito mais deverá compreender a sua imensa obrigação para com aquela que é a sua irmã em Cristo.

Outro Puritano, Isaac Ambrose (também um dos Divines), escreveu Prima: The First Things. Este compêndio trata sobre a “doutrina da regeneração, do novo nascimento e o real começo da vida piedosa”. Ali, comentando o Quinto Mandamento, cujo título “Os Pecados contra o Quinto Mandamento”, acerca dos “Deveres Exigidos”, o primeiro ponto que o Divine Isaac expõe é a responsabilidade familiar. Mas, você sabe sobre a responsabilidade de quem ele apresenta primeiro? Sobre a responsabilidade do marido. “Se tu és marido, tenha amado sempre a tua esposa”. E ainda, “se tu és marido, não tens por vezes maltratado tua esposa, ou a ferido, ou a ofendido em pensamento, palavras ou atos?” Como texto-prova para a primeira declaração, o Rev. Isaac cita 1Pe. 3.7. Parece haver uma predileção dos Puritanos por este texto quando exortam aos maridos. Marido, pondere ainda nas palavras deste mesmo puritano: O marido, acerca de sua esposa, “deve amá-la em todo tempo; ele deve amá-la em todas as coisas; o amor deve temperar e adoçar sua linguagem, seu cuidado, suas ações para com ela; o amor deve ser mostrado em seu governo, censura, admoestações, instruções, autoridade, familiaridade com ela; o aumento de tal amor não deve ser por sua beleza, ou notabilidade, mas especialmente porque ela é sua irmã na Religião Cristã; e uma co-herdeira com ele no reino do céu; por causa de suas graças e virtudes, porque ela deu à luz aos seus filhos, os herdeiros de seu nome e natureza, e por causa da união e conjunção do casamento” (The Works of Isaac Ambrose, vol. 1, Of Families Duties, Of of the Duties of the Husband and Wife, p. 187).

Terceiro, antes de pensar em sua autoridade como marido, e na submissão de sua esposa como esposa, procure ver que você é como Cristo nesta relação. Por dizer que você é como Cristo, lembre-se que é apenas em semelhança. E nesta semelhança, não esqueça que sua esposa é como a Igreja de Cristo. O Senhor Jesus Cristo mantém um relacionamento com sua Noiva que chegou a assumir a responsabilidade da própria Igreja. Há um princípio da masculinidade bíblica, reflexo da masculinidade do Verdadeiro Homem Jesus, que o marido deve ser o “primeiro a amar, o primeiro a perdoar e o primeiro a sofrer [...] assumindo a responsabilidade pelo pecado não importando se a ‘culpa’ é dele ou não” (PATRICK, Darrin. O Plantador de Igreja. São Paulo: Vida Nova, 2013, p. 19). Se você, marido cristão, olhar no mesmo texto que facilmente você usa contra sua esposa, logo em seguida ao falar sobre a submissão dela, fala das responsabilidades de suas responsabilidades. Você já reparou a desproporção de versículos para sua esposa e para você? É que você é mais perigoso e mais rebelde em assumir a sua submissão para com ela, do que ela para com você.

Você como Cristo deve entregar-se por sua esposa (Ef. 5.25), deve santificá-la e purificá-la pela palavra (v.23), fazê-la para si (v. 27). Você deve sustentá-la, alimentá-la, cuidá-la, protegê-la (inclusive de você!) (v. 29, 30). Quero que você veja que, ao compará-la com a Igreja, deveria ficar claro para o marido que o seu desmando para com a esposa torna-se algo pessoal com o Senhor dela. Cristo olha para as esposas como sinais de sua Igreja.

O Puritano Isaac Ambrose comentou: “Os maridos deveriam amar suas esposas, mesmo que não existisse nada em suas esposas que o movessem, mas simplesmente porque elas são suas esposas. Cristo amou a igreja antes que a igreja pudesse amá-lo” (idem). A última frase, “Cristo amou a igreja antes que a igreja pudesse amá-lo”, deveria levar o marido reformado a lembrar de todos os Pontos dos Cinco: Cristo escolheu sua Igreja, não foi escolhido por Ela e Sua Igreja ainda não era Igreja, não era povo (Dt. 7.7; 1Pe. 2.10; Rm. 9.25). Jesus Cristo entregou-se por ela, ainda quando ela não o amava; o Senhor Jesus, como amor eterno a atraiu, não colocou nela um cabresto (Jr. 31.3); o Seu amor por ela é perseverante, mesmo diante dos tropeços e tropicões de sua amada. É o Amor de Cristo que sustenta a Noiva, não o inverso. Por que a Igreja ama a Cristo? Porque é, primeiramente, amada por Ele. Por que a Igreja se submete a Cristo? Porque Cristo a lidera em Amor.

Caro irmão, antes de ganhar sua esposa para a “nova fé” que você abraçou, tente ganhá-la para o seu coração. Antes de ela ser reformada na fé, reforme-se no amor por ela. Se a nova fé que você abraçou não o fizer amá-la cada vez mais, a sua fé é vã e inútil (Tg. 2.26). Se a nova fé apenas fornecer a você amor de palavras, mas não ação, você é um mentiroso, pois não ama de verdade(1Jo 3.18). Certo reformado moderno, Rev. Joyce Álvarez Léon, faz um brilhante comentário sobre o amor e a fé no matrimônio: “O amor segue a fé. Sem fé não pode haver amor. Quando falo de amor, não estou me referindo somente ao amor romântico, ou o amor emocional, ou o amor que diz: se me trata bem, então amarei você; se me trata mal, não amarei você. O amor do qual estou falando é um amor que se dá sem esperar nada em troca, um amor que ainda que receba um tapa, continua amando. Um amor que não busca outra coisa senão o bem da pessoa amada, mesmo que isso requeira um grande sacrifício por parte da pessoa que ama. Este é o tipo de amor que revoluciona qualquer lar. É o amor de Deus. Este é o tipo de amor que o mundo não conhece porque provém de Deus e tem sido derramado sobre os que têm recebido a Cristo pelo Espírito Santo que nos foi dado” (La Familia Cristiana como Luz e Sal e su Vencidario, 2008, p. 8).

Marido Reformado, por mau trato com sua esposa, você pode colocar abaixo todo trabalho de Reformadores Piedosos, dando testemunho mentiroso sobre eles pelo modo como você vive com ela. Como o Puritano Richard Baxter havia dito: “A paz e a prosperidade das nossas Igrejas depende grandemente de umas boas relações familiares[...] Portanto, se quiseres que a obra do Evangelho floresça, recomendo-te que faças tudo o que possas para promover a piedade no lar ”.

Conforme Leland Ryken (Santos no Mundo) comentou sobre o caráter da liderança do marido: “Senhorio, para os Puritanos, não significava tirania. Era liderança baseada no amor. Benjamin Wadsworth escreveu que um bom marido fará ‘seu governo sobre ela tão fácil e suave quanto possível, e lutará mais para ser amado que temido’. De acordo com Samuel Willard, um bom marido reinará de tal forma ‘que sua mulher possa deleitar-se na [sua liderança], e não tê-la como escravidão mas, como liberdade e privilégio’”.

Por que não falei da submissão da esposa ao marido? Porque isso, marido, você já sabe.

Uma Mulher Respeitável

Nancy Wilson
Respeitar o marido é um dos claros mandamentos de Deus para as esposas. Uma das coisas mais difíceis para elas perceberem é que esse mandamento não depende dos maridos. Não é um mandamento para que os maridos sejam respeitáveis (embora devessem ser). É um mandamento das esposas e para as esposas. E o respeito realmente tem a ver com as esposas, não com os maridos.

O que eu quero dizer com isso? A esposa precisa ver que é ela quem tem de fazer alguma coisa. Respeito é uma atitude que a esposa deve exteriorizar. Aqui estão algumas coisas que caracterizam a mulher respeitosa:

01. Não pensa mal do seu marido, mas se fixa em seus pontos fortes e atitudes piedosas.

02. Demonstra gratidão a ele por seu trabalho, provisão e habilidades.

03. Mostra-se preocupada com as necessidades e desejos de seu marido.

04. Fala amavelmente com ele.

05. Atende a seus pedidos, submetendo-se a ele nas pequenas e grandes coisas.

06. Fala bem dele aos outros.

07. É confiável.

08. Em busca de conselho, ela primeiro vai a ele.

09. Ora por ele.

10. Ela o perdoa.
Mas algumas mulheres dirão: “Eu me recuso a fazer isso. Meu marido não é digno de tal tratamento”. Então por que se casou com ele? Alguns maridos podem alegar que se recusam a amar suas esposas porque elas não são amorosas nem dignas de amor. Então porque se casaram com mulheres que não poderiam amar? De qualquer maneira, eles ainda são ordenados pelas Escrituras a amá-las.

Por isso é tão importante para uma mulher casar-se com alguém por quem tenha grande respeito. Caso contrário, isso será uma grande barreira. Se você tem grande estima por seu marido, você casou com o cara certo. Afinal, respeitar um homem respeitável não é tão difícil.

Mas se, por outro lado, você já está casada com alguém por quem tem pouco respeito, o mandamento ainda está lá, só que será bem mais difícil obedecê-lo. Mesmo sendo difícil, será bom para você e seu marido se você começar a tratá-lo com respeito incondicional, por respeito a Cristo e à sua Palavra.

Fonte: Monergismo
Fonte original: Femina GirlsTradução: Eva Luiza Santana

Qual interpretação é a correta?

R.C. Sproul
Existem tantas interpretações diferentes sobre o que a Bíblia está dizendo. Como eu sei qual está certa?

Esse é um problema que afeta a todos nós. Existem algumas coisas teóricas que podemos dizer sobre isso, mas eu preferiria gastar tempo com as práticas.

A Igreja Católica Romana crê que uma função da igreja é ser o intérprete autorizado da Escritura. Crêem que não apenas temos uma Bíblia infalível mas temos também uma interpretação infalível da Bíblia. Isso, de certa forma, ameniza o problema, embora não o elimine completamente. Você ainda tem o problema de que teremos de interpretar as interpretações infalíveis da Bíblia. Mais cedo ou mais tarde, isso se encaminha para nós, que não somos infalíveis, resolvermos. Temos esse dilema porque existem um grande número de diferentes interpretações sobre o que os papas dizem e sobre o que o conselho da igreja diz, assim como há uma grande quantidade de diferentes interpretações sobre o que a Bíblia fala.
Algumas pessoas quase se desesperam, dizendo que “se os teólogos não entram em acordo sobre isso, como eu, um simples cristão, serei capaz de entender quem está me contando a verdade?”.

Vemos essas mesmas diferenças de opinião na medicina. Um doutor diz que você precisa de uma operação, e o outro fala que não. Como vou descobrir quem está me contando a verdade? Estou apostando a minha vida no médico em quem eu confiar nesse ponto. É incômodo ter especialistas divergindo sobre questões importantes, e essas questões da interpretação bíblica são muito mais importante do que se devo ou não retirar meu apêndice. O que você faz quando tem um caso como esse, de opiniões diversas de médicos? Você vai a um terceiro médico. Você tenta investigar, tenta olhar as credenciais para ver quem tem o melhor treinamento, quem é o mais confiável; então você ouve cada médico te apresentar a posição dele e julga qual é a mais persuasiva e convincente. Eu diria que a mesma coisa acontece com as diferentes interpretações bíblicas.

A primeira coisa que eu quero saber é: quem está interpretando? Ele é educado? Eu ligo a televisão e vejo todos os tipos de ensinamento de pregadores televisivos que, de maneira franca, simplesmente não são treinados na teologia técnica ou em estudos bíblicos. Eles não têm qualificações acadêmicas. Eu sei que pessoas sem qualificações acadêmicas podem ter uma segura interpretação da Bíblia, mas eles não são tão propensos a serem precisos quanto aqueles que passaram anos e anos de pesquisa cuidadosa e treinamento disciplinado a fim de lidar com questões difíceis de interpretação bíblica.

A Bíblia é um livro aberto a todos, e todos têm uma chance de justificar tudo o que quiserem encontrar. Nós temos de ver as credenciais dos professores. Não somente isso, mas não devemos confiar apenas na opinião de uma pessoa. É por isso que, quando se trata de interpretação bíblica, muitas vezes aconselho as pessoas a checarem o máximo de fontes seguras, e não somente fontes contemporâneas, mas as grandes mentes, as mentes reconhecidas da história cristã. É impressionante para mim a quantidade de acordo que existe entre Agostinho, Tomás de Aquino, Anselmo, Lutero, Calvino, e Edwards – os titãs reconhecidos da história da igreja. Eu sempre os consulto porque eles são os melhores. Se você quer saber sobre algo, vá aos profissionais.

Fonte: iPródigoTradução: Pedro Vilela

Por que memorizar as Escrituras?

Tim Challies
Um amigo enviou-me um artigo antigo de John Piper intitulado “Why Memorize Scripture?”.  Memorizar as passagens da Bíblia é algo pelo qual tenho desenvolvido mais interesse com o passar dos anos e, para minha surpresa, tenho descoberto que realmente sou capaz de fazê-lo – mesmo seções extensas, se estiver disposto a me esforçar (nem sempre é algo certo).

Piper oferece uma lista de razões por que devemos memorizar as Escrituras. São elas:

1 – Conformidade com Cristo: a memorização da Bíblia tem o efeito de fixar nosso olhar firme e claramente em Jesus.

2 – Triunfo Diário sobre a Tentação: enquanto o pecado seduz o corpo para a ação pecaminosa, chamamos a mente a uma revelação de Cristo pela palavra das Escrituras e destruímos a tentação com beleza e o poder superior de Cristo sobre o pecado.

3 – Triunfo Diário sobre Satanás: Quando Cristo foi tentado por Satanás no deserto, Ele recitou as Escrituras e pôs Satanás para correr.

4 – Conforto e Conselho para as Pessoas que Você Ama: Quando o coração está cheio do amor de Deus, podemos extrair da mente cheia da palavra de Deus bênçãos abundantes que fluem pelos lábios.

5 – Comunicar o Evangelho aos Não-Crentes: Versículos tirados da Bíblia tem o seu poder próprio de penetração. Quando eles vêm ao nosso coração, assim como da Bíblia, o testemunho é dado de que eles são preciosos para serem aprendidos.

6 – Comunhão com Deus na Satisfação de Sua Pessoa e Seus Caminhos: O modo pelo qual temos comunhão (isto é amizade) com Deus é pela meditação em Seus atributos ao expressar a Ele nosso agradecimento, admiração e amor, buscando Sua ajuda para viver uma vida que reflita o valor destes atributos.

Estas são realmente seis boas razões. Por outro lado, suspeito que o primeiro motivo que faz a maioria de nós não memorizarmos as Escrituras é simplesmente a dificuldade que isto envolve. É a dificuldade e o  processo de gastar tempo para tomar as essas palavras e forçá-las dentro de nossa mentes.

Como está você?  Memorizar as Escrituras faz parte de sua rotina? É algo que faz parte de sua devoção regular ao Senhor?

Fonte: iPródigo
T
radução: Emerson Constantini

Como aproveitar a Bíblia

James MacDonald
Na semana passada, respondi algumas perguntas interessantes sobre como eu marco a minha Bíblia. Mas antes de falar mais sobre isso, eu queria refletir sobre como podemos aproveitar melhor a Bíblia, começando com meu versículo preferido da Palavra de Deus, Jeremias 15.16, que diz: “Quando as tuas palavras foram encontradas, eu as comi; elas são a minha alegria e o meu júbilo, pois pertenço a ti Senhor Deus dos Exércitos”. A Escritura está para a alma como a comida está para os nossos corpos. Aqui estão cinco coisas que você precisa fazer se você quer se alimentar da Palavra de Deus e alimentar sua alma.

Leia

Se você pega a Bíblia, e a mede, mas não a lê, bem, que desperdício. Então a abra e comece a ler. Você talvez diga “Cara, ela tem centenas de páginas. Por onde eu começo?”. Eu ouço isso com tanta freqüência que decidi dar uma olhada nas minhas Bíblias. Elas têm em média 1400 páginas. Então pense nela como dois grandes livros ou quatro ou cinco livros de tamanho normal. Estudos indicam que são necessárias por volta de 70 horas para ler a Bíblia inteira em voz alta. A maioria das pessoas lê mais rápido que isso, mas a Bíblia não é um livro que você vai querer ler rapidamente, de qualquer forma. É mais ou menos como aquela sua sobremesa preferida – pegue um ou dois pedaços e abaixe a colher – uma boa maneira de ter certeza que você está entendendo a grandeza do que está lendo. Se você ler 12 minutos por dia, ou uma hora e meia por semana, você não terá problemas para ler toda a Bíblia em um ano, e você será tão abençoado que vai querer começar de novo no ano seguinte. Ler a Bíblia não é algo que intimida tanto quanto as pessoas fazem parecer.

Quanto a por onde começar, eu sempre recomendo que as pessoas comecem com o Evangelho de João, que é o quarto livro do Novo Testamento, o quarto testemunho ocular da vida de Jesus. Enquanto você estiver lendo atentamente esse evangelho, pare e sublinhe a palavra crer toda vez que ela aparecer e se pergunte: Crer em que? Ou em quem? Agora vá para as cartas de João (1, 2 e 3 João). Agora leia outro evangelho. Isso te manterá ocupado por um tempo. Faça uma oração curta antes de começar a ler. Peça ao Senhor que abra sua mente e seu coração para Sua verdade e creia que ele irá fazê-lo. E não se deite para ler a Bíblia. Ela não é uma revista ou um romance qualquer. Lembre-se, é a Palavra de Deus, e se você respeitá-la devidamente, ela ira “abalar suas estruturas”, de uma forma incrível. Se você mantiver uma postura séria, você alcançará sérios resultados. Leia. Sugiro que você gaste pelo menos 15 minutos para ler dois ou três capítulos de uma vez.

Aqui está outra coisa. Não só leia:

Questione

Como você está apenas começando, vou sugerir algumas perguntas, e com o tempo, você pensará em outras perguntas por si só.
        1. “Qual parte do que eu li chamou a minha atenção?” Você vai ler dois ou três capítulos e com certeza vai gostar mais de algumas partes específicas. Vá até essas partes e faça as seguintes perguntas.
        2. “Porque essa parte chamou a minha atenção?” O que tem aqui que me atraiu? Para ajudar a responder essa pergunta, faça essas outras perguntas.
        3. “Há algum exemplo a ser seguido?” Eu não saberia dizer quantas vezes a Palavra de Deus impactou minha vida ao dizer simplesmente essas palavras: “Há algum exemplo a ser seguido?”. Então de repente é como se – BUM! Quase que salta da página: “James, você deveria ser assim!”. Eu amo quando a Palavra de Deus fala comigo dessa forma e me chama a ser mais parecido com o que Deus espera.
        4. “Há algum erro a ser evitado?” É muito confortante saber que se eu caminhei na direção errada sem saber, ou tomei uma decisão equivocada, a Palavra de Deus pode me revelar isso. É fácil reconhecer os erros de outra pessoal, mas é muito difícil reconhecer nossos próprios erros. É aqui que a Palavra de Deus se torna um espelho. Há algum erro que eu possa evitar?
        5. “Há algum mandamento para seguir?” Há alguma ação que a Palavra de Deus me chame para tomar? Há algo importante que eu estou negligenciando em minha casa, meu trabalho ou na minha vida pessoal? Se for o caso, eu quero saber o que é e como eu posso consertar. A Palavra de Deus várias vezes nos revela mandamentos a serem seguidos.
        6. “Há alguma promessa para mim?” Muitas vezes a Palavra de Deus traz forças e encorajamento. Conforme você estuda a Bíblia, você vê o Senhor se comprometendo a certas coisas ou a agir de certa forma. E conforme você enxerga essas promessas, você chega à conclusão “Sim, Deus! Tu és assim, e prometeu ser assim pelo resto da minha vida, e eu confio em Ti”. Seu coração se enche de alegria quando você aprende e relembra as promessas de Deus.
        7. “Há algum pecado a ser confessado?” Eu imagino que isso seja óbvio, de certa forma. Você não vai precisar ler muito da Bíblia para encontrar passagens que te revelam os “erros de seus caminhos”. Mas uma das promessas que te ajudam com isso é a de 1 João 1.9, que diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”.
Agora que você começou a questionar a Palavra de Deus, você está pronto para a terceira coisa.

Planeje

Isso é absolutamente essencial se você pretende aproveitar a Bíblia tanto quanto puder pelo resto de sua vida. Faça um plano de ação em relação a como você vai por em prática o que está aprendendo. Tenha um caderno aberto ao lado da Bíblia e anote algumas coisas. Escreva alguns pensamentos nas margens das páginas da Bíblia. Quando, pela Palavra, você se ver culpado de ira, mentira ou egoísmo, tenha uma estratégia para lidar com esses pecados. Faça um plano específico e mensurável. Os resultados que você começará a ver te surpreenderão. Leia. Questione. Planeje.

Ore

Muitas vezes as pessoas não têm certeza do que dizer em suas orações. Quando você ora as verdades da própria Palavra de Deus, você tem a confiança de estar orando o que Deus espera. Você também tem a confiança de que Deus vai responder o que você está pedindo se a direção realmente vem da Sua Palavra. É isso que significa orar de acordo com a vontade de Deus. Como eu gostaria de ter lido um livro tão específico e prático assim, 20 anos atrás. Teria me ajudado imensamente. Ao invés disso, eu bati minha cabeça contra a parede por um bom tempo antes de descobrir tudo isso. De qualquer forma, pelo menos você pode aprender com os meus erros. Há poder em orar a Palavra de Deus. Quando você abre em uma passagem e diz “Deus, tu és assim, e prometeu ser assim para sempre” – Uau! Então leia. Questione. Planeje. Ore.

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Quando você aprende alguma coisa da Palavra de Deus, você deve compartilhar com outra pessoa. Tome algum tempo para falar sobre algo de seu estudo com sua esposa, seu colega de quarto ou um amigo da escola. Talvez você possa compartilhar com um amigo do trabalho ou na sua igreja. Hebreus 10.24 instrui que “consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras”. É isso que acontece quando você compartilha o que tem recebido da Palavra de Deus. Pessoas que me vêem pregando e vêem meu entusiasmo pensam Cara, aquele homem realmente ama pregar. Mas isso não é verdade. Eu não me importo muito com a pregação – não como um fim em si mesmo. O que me leva a pregar é ouvir sobre a diferença que a Palavra de Deus proporciona na vida das pessoas. Se eu levantasse todo Domingo e pregasse sabendo que ninguém iria se interessar em aplicar em suas vidas, eu nem me daria ao trabalho. Essa é a verdade. A razão pela qual nós compartilhamos a Palavra de Deus não está em nós; está nos outros. Então, como conseqüência, somos incrivelmente abençoados por ver o Deus Todo poderoso nos usando.

A Escritura diz em Isaías 40.8 “A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre.” Um dia, quando sua televisão, seu carro e sua casa não passarem de lixo e sucata, a verdade desse Livro ainda está viva. Vamos investir na única coisa que permanecerá. Quero dizer mais uma vez: Deus escreveu um Livro. Que Ele nos perdoe de não fazer o melhor uso possível desse Livro em nossas vidas.

Fonte: iPródigo
Tradução: Filipe Schulz

Cinco sinais de maturidade espiritual

Clint Archer
Deixe-me começar dizendo que não é errado para um novo crente ser imaturo, assim como não é errado para uma criança ser infantil.

Infantilidade só é irritante em um adulto. Quando uma criança de quatro anos veste uma capa, uma cueca por sobre a calça, alegando ter visão raio-x, isso é fofo. Quando seu pai faz isso, é preocupante (ou insanidade).

Quando você é um crente por muitos anos, porém, a falta de alguns desses indicadores deve ser preocupante.

Crentes maduros possuem estes 5 indicadores…

1. Um desejo por alimento sólido

É bom aproveitar o leite do evangelho em todas as refeições. Mas alguns cristãos orgulham-se de si mesmos por focar apenas no evangelho, esnobando a oferta de doutrinas mais profundas. O amor pela doutrina pode ser adquirido com o passar do tempo, mas ele sempre estará lá em um crente maduro.

O autor aos Hebreus repreende seus leitores por causa da relutância em mastigar.

Hebreus 5. 11: A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir. 12 Pois, com efeito, quando devíeis ser mestres, atendendo ao tempo decorrido, tendes, novamente, necessidade de alguém que vos ensine, de novo, quais são os princípios elementares dos oráculos de Deus; assim vos tornastes necessitados de leite e não de alimento sólido. 13 Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. 14 Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.

A refeição de uma criança precisa ir ao liquidificador durante os primeiros meses dela (ou dele). Quando uma pessoa normal de 21 anos pede para a mamãe alimentá-lo com batata amassada, de colher, isso é assustador e disfuncional.

2. Uma impermeabilidade a ofensas pessoais

É raro um crente maduro se sentir ofendido. A ofensa é apropriada ao crente em qualquer ataque à glória de Deus, como quando o zelo pela casa de Deus consumiu Jesus e ele usou um chicote do Indiana Jones na corrupta zona comercial do templo por causa dos animais superfaturados.

Mas um crente maduro não fica pessoalmente ofendido de maneira tão fácil. Eles entendem que quando alguém peca contra eles, há coisas maiores em jogo do que seus próprios direitos pessoais como, por exemplo, a glória de Deus, o relacionamento do outro com Deus, etc.

Veja Paulo. Quando ele já não podia atrair uma multidão (estando preso por causa do evangelho e tal…), pregadores rivais estavam “jogando sal” em suas algemas ao pregar o evangelho em competição com Paulo. Ele não se tornou insolente. Muito pelo contrário, ele parecia animado com a notícia de que o evangelho estava sendo pregado. Isso é maturidade!

Filipenses 1.15: Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; 16 estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; 17 aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulações às minhas cadeias. 18 Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.

3. Uma consciência informada pelas Escrituras, não por opiniões

Quando você é um novo convertido, é natural ter um pêndulo oscilando em aversão a qualquer coisa associada com o seu antigo estilo de vida. Isso pode ser saudável. Mas, à medida que vai se tornando mais maduro, você vai criando uma visão mais balanceada sobre liberdade. Se Jesus diz que algo está “ok”, então você não vai ficar chateado quando alguns cristãos aproveitam essa liberdade.

Romanos 14.1: Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que de tudo pode comer, mas o débil como legumes; 3 quem come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu.

Eu amo vegetarianos – sobra mais carne pra mim. Porém, quando um crente se abstém da liberdade legal pensando que isso torna-o mais aceitável para Deus, isso é um sinal de imaturidade. Quanto mais você cresce no seu entendimento sobre graça, menos você se incomoda quando as pessoas ignoram normas religiosas feitas por homens. Você pode continuar escolhendo se abster, mas sua consciência não é atormentada pelo conhecimento de que outros cristãos participam do que você evita.

4. Uma sensação de humilde surpresa quando usado por Deus no ministério

Deus usa pecadores para fazer Seu trabalho por uma boa razão: não há mais ninguém para Ele escolher. Alguns pecadores são usados poderosamente. Um crente maduro sempre vai sentir-se humilde por sua eficácia no ministério de Deus. Frequentemente, no entanto, o mesmo privilégio vai inflar o ego de um crente imaturo.

1 Timóteo 3.6: Não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.

O pressuposto de Paulo é que um novo convertido – que é mais provável de ser imaturo – quando usado no ministério de Deus, não vai possuir a sensação de surpresa e humildade que são sinais de maturidade.

Compare isso com a própria atitude de Paulo, de que ele é o principal dos pecadores, usado apenas como meio para mostrar a extensão da misericórdia de Deus (1 Tm 1.15). Ele considerava a si mesmo como improvável e inadequado vaso que foi abençoado por abrigar temporariamente o tesouro inestimável dos dons de Deus (2 Co 4.7).

5. Tendência de dar crédito a Deus pelo crescimento espiritual, não a homens

Nosso mundo é uma arena para idolatria. “American Idol” é o nome mais adequado e tributo descaradamente honesto para a nossa cultura de celebridade. Nossos corações são orientados a adular e a adorar. Um crente imaturo luta para quebrar o hábito de idolatrar pessoas. Ele meramente transfere sua adulação pelas celebridades do mundo para celebridades espirituais.

Quer seja um pedestal para o seu pastor, ou uma desordenada reverência por João Calvino, ou qualquer outro sintoma, a imaturidade falha em dar a credibilidade devida ao poder de Deus em Seu trabalho.

1 Coríntios 3.4: Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? 5 Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. 6 Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. 7 De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento.

Experientes donos de cavalos de corrida têm respeito por bons jóqueis, treinadores, e veterinários, mas todos entendem que o fator principal para uma vitória é o cavalo. Respeitamos bons pregadores, escritores, comentaristas, e mentores espirituais, mas, esperançosamente, nós reconhecemos o real músculo por trás de qualquer vitória no ministério deles.

Vá com este pensamento: na minha vida, qualquer imaturidade residual em qualquer uma dessas áreas irá desembocar na minha “caixa de entrada” espiritual. Sou confortado em saber que sou uma obra em progresso e me agarro à Filipenses 1.6: Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.

Fonte: iPródigo
Tradução: Fernanda Vilela

A Inconsistência dos Sinergistas sobre Eleição e Presciência

WithChrist.org
Os Sinergistas ensinam que a ELEIÇÃO é como se segue: Deus previu quem se renderia ao Espírito, e então elegeu para a salvação todos aqueles que Ele previu que assim o fariam. Neste esquema, o absoluto livre arbítrio do homem natural é necessário para preservar a responsabilidade humana. Mas este conceito de presciência realmente reduz o mesmo a nada. Não há nenhum Sinergista vivo que possa consistentemente crer nesta teoria de presciência, e ainda continuar ensinando suas visões com respeito à salvação. Porque então? Considere o seguinte:

1. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu quem seria salvo e então pregar que Deus está tentando salvar todos os homens. Certamente se Deus sabe quem Ele pode salvar ou quem quer ser salvo, então, quem ousará dizer que Ele está tentando salvar alguém mais? Certamente é tolice dizer que Deus está tentando fazer algo que Ele sabe que nunca poderá ser realizado. Eu tenho ouvido alguns Sinergistas acusarem aqueles que crêem no monergismo de que o Evangelho pregado para os não-eleitos é zombaria, visto que Deus não lhes elegeu. Se há algo válido nesta objeção, então ela igualmente se aplica a eles também, que pregam para aqueles que Deus sabe que não serão salvos. Deus ordena que o Evangelho seja pregado a todos, se claramente entendemos ou aceitamos Seu motivo no assunto.

2. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu que pecadores se perderiam e então dizer que não está dentro da vontade de Deus permitir que aqueles pecadores se percam. Porque Ele os criou então? Que os Sinergistas considerem esta questão. Deus poderia ter da mesma forma facilmente se privado de criar aqueles que Ele sabia que iriam para o Inferno. Ele sabia que eles iriam para o Inferno antes dEle os criar. Visto que Ele foi em frente e criou-lhes com total conhecimento de que eles se perderiam, está evidentemente dentro da providência de Deus que alguns pecadores se percam, e Ele evidentemente tem algum propósito nisto, o qual nós seres humanos não podem discernir completamente. O Cristão humanista pode reclamar o quanto quiser da verdade que Deus escolheu permitir que alguns homens tivessem como destino final o Inferno, mas esta verdade continua sendo um problema tanto para eles como para qualquer outra pessoa. Na realidade, este é um problema que os Sinergistas devem encarar. Se ele encarar isto, terá que admitir ou o erro de sua teologia ou negar juntamente a presciência. Mas ele poderá dizer que Deus criou aqueles para perecer, mesmo contra Sua vontade. Isto faria Deus sujeito ao Destino.

3. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu quem seria salvo e então ensinar que Deus puniu a Cristo com o propósito de redimir cada homem em particular que já viveu. Certamente deveríamos creditar a Deus como tendo tanto senso quanto um ser humano. Que ser humano faria um grande, porém inútil e imprestável sacrifício? Os Sinergistas dizem que Deus puniu a Cristo pelo pecados daqueles que Ele sabia que iriam para o Inferno. Esta teoria da expiação – embora os Sinergistas não mencionem isto – envolve o assunto do sofrimento de Cristo exclusivamente para o propósito da salvação do homem – o aspecto substitutivo. Eles falham em ter qualquer apreciação do aspecto da propiciação.

4. Nenhum Sinergista pode consistentemente dizer que Deus previu quem seria salvo e então pregar que Deus o Espírito Santo faz tudo o que Ele pode para salvar todos os homens no mundo. O Espírito Santo estaria desperdiçando tempo e esforço para tentar converter um homem que Ele sabe desde o principio que irá para o Inferno. Você ouve os Sinergistas dizerem sobre como o Espírito tenta alcançar os homens e, se eles não se entregarem a Ele, eles “cruzam a linha” e ofendem ao Espírito, de forma que Ele nunca tentará salvá-los novamente. No fundo, o Sinergista transforma a Deidade Divina numa criatura finita.

Modificado a partir do Artigo Christian Humanism Cuts Its Own Throat por WithChrist.org

Fonte: Monergismo
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto